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Setor público registra déficit primário de R$ 6,9 bilhões em maio

O setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 6,9 bilhões, no mês passado.

De acordo com dados do Banco Central (BC), o setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou déficit primário de R$ 6,9 bilhões, no mês passado. Em maio do ano passado, o resultado negativo foi maior: R$ 11 bilhões. Nos cinco meses de 2015, houve superávit primário de R$ 25,5 bilhões, contra R$ 31,5 bilhões em igual período do ano passado.
Em 12 meses encerrados em maio, o setor público registrou déficit primário de R$ 38,5 bilhões, o que corresponde a 0,68% do PIB. O superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, ajuda a conter o endividamento do governo, em médio e longo prazos. Para este ano, a meta de superávit primário para o setor público corresponde a R$ 66,3 bilhões ou 1,1% do PIB.
O Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 8,9 bilhões, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 1,7 bilhão. Os governos municipais também conseguiram economizar, registrando superávit primário de R$ 309 milhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 72 milhões.
Em cinco meses, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 6,6 bilhões, os estaduais, R$ 16,2 bilhões e os municipais, R$ 3 bilhões. As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 346 milhões. Os gastos com os juros que incidem sobre a dívida chegaram a R$ 52,9 bilhões, em maio, e acumularam R$ 199 bilhões, nos cinco meses do ano. Em maio, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, chegou a aproximadamente R$ 60 bilhões. De janeiro a maio, o setor público registra déficit nominal de R$ 173 bilhões. A dívida bruta chegou a R$ 3,5 trilhões ou 62,5% do PIB (ABr).

Diminui o percentual de famílias endividadas

Divulgação

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostra que, em junho, o percentual de famílias endividadas registrou queda pela primeira vez em quatro meses, caindo também na comparação anual. O percentual alcançou 62% – recuo em relação aos 62,4% registrados no mês de maio e ante os 62,5% verificados no mesmo período do ano passado. O levantamento, denominado Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, abrangeu 18 mil consumidores em todas as capitais do país.
Segundo a pesquisa, apesar da queda do percentual de famílias endividadas que fazem o pagamento de seus débitos em dia, houve aumento no percentual das que têm contas ou dívidas em atraso e entre aquelas que relataram não ter condições de pagar suas contas atrasadas. A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso alcançou 21,3%. Em maio, o percentual era 21,1% e, em junho de 2014, 19,8%. O percentual das famílias que permanecerão inadimplentes atingiu 7,9% em junho. Em maio, o percentual era 7,4% e, em junho do ano passado, 6,6%.
A proporção de famílias brasileiras que se declararam muito endividadas manteve-se estável entre os meses de maio e junho – 12,5% do total –, mas registrou aumento em relação ao patamar observado em junho de 2014, de 11,9%. O cartão de crédito é o principal motivo de débito para 77,2% das famílias endividadas, seguido por carnês (16,3%) e, em terceiro, por financiamento de carro (13,4%) (ABr).

Abimaq defende mudanças no regime de partilha do pré-sal

A Petrobras deve deixar de ser a operadora única do pré-sal e ficar desobrigada de manter participação mínima de 30% nos blocos licitados pelo governo para exploração de petróleo. A opinião é do diretor da área de petróleo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Alberto Machado.
Para ele, a liberação da exploração na camada do pré-sal para outras companhias, como prevê o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), ampliará a demanda do país por máquinas e equipamentos. “Hoje, quando temos um cliente só, a indústria fica, de alguma forma, amarrada a esse cliente. E vemos, por exemplo, o que está acontecendo agora: se o cliente [Petrobras] tiver um pequeno problema, também temos um pequeno problema conduzido ou sendo conduzido para todo o setor”, disse Machado.
Na avaliação do diretor da Abimaq, a obrigatoriedade de a Petrobras atuar na exploração do pré-sal pode prejudicar o planejamento estratégico da companhia. “A proposta [de mudança], na visão da Abimaq, não prejudica a Petrobras, porque existem salvaguardas, já hoje, para que a Petrobras tenha esse desenvolvimento [técnico]”, argumentou.

 

EUA: meta de 20% de energia renovável

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a meta de atingir 20% de participação de fontes renováveis representa um aumento significativo desse tipo de energia nas matrizes energéticas norte-americana e brasileira. Acordo neste sentido foi assinado ontem (30) pela presidenta Dilma Rousseff e Obama, em Washington.
Na coletiva de imprensa de Obama e Dilma Rousseff, o presidente americano falou sobre o compromisso firmado para atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em suas matrizes elétricas até 2030. Obama afirmou que a meta “significa o triplo do que fazem atualmente os EUA e o dobro para o Brasil”.
O Brasil também firmou compromisso de implementar políticas para acabar com o desmatamento ilegal até 2030. O governo brasileiro pretende ainda restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, também até o final de 2030 (ABr/EBC).

 

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