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Agricultura Familiar terá R$ 28,9 bi para pequeno produtor

Cerca de 4,3 milhões de estabelecimentos rurais do Brasil são da agricultura familiar, 84% do total.

O número foi anunciado ontem (22) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, em cerimônia com a participação da presidenta Dilma Rousseff.
“O Plano Safra da Agricultura Familiar é prova do comprometimento deste governo com a agricultura familiar e de seu esforço para fortalecê-la. Mesmo no contexto dos necessários ajustes fiscais em que vivemos, conseguimos ampliar os recursos para esse Plano Safra e manter as taxas de juros reais negativas, isso demonstra o compromisso da presidenta Dilma com aqueles que mais precisam e quem mais trabalha para produzir o alimento das famílias brasileiras”, disse o ministro.
Dos R$ 28,9 bilhões, R$ 26 bilhões virão do Pronaf, com juros de 0,5% a 5,5% ao ano, com tratamento diferenciado a agricultores de baixa renda. Para os pequenos produtores do Semiárido, as taxas vão variar de 0,5% a 4,5% ao ano. Os demais recursos, R$ 2,9 bilhões, terão juros de 7,75% ao ano para custeio e 7,5% ao ano para investimentos. Cerca de 4,3 milhões de estabelecimentos rurais do Brasil são da agricultura familiar, 84% do total. O setor é responsável por 33% do valor bruto da produção agropecuária do país e pela produção da maioria dos alimentos consumidos pelos brasileiros.
Entre as medidas do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, estão mudanças no seguro-safra e o anúncio de que os órgãos federais (administração direta e indireta) deverão destinar pelo menos 30% dos recursos aplicados na aquisição de alimentos para a compra de produtos da agricultura familiar. As compras poderão ser feitas por órgãos que fornecem alimentação como hospitais, quartéis, presídios, restaurantes universitários, refeitórios de creches e escolas filantrópicas, entre outros (ABr).

Inadimplência com cheques subiu em maio

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O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,29% em maio. É o que revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Em abril, o percentual de cheques devolvidos havia sido de 2,26%. Em maio do ano passado, a inadimplência com cheques foi de 2,17%, a maior dos últimos seis anos para este mês, e a terceira maior de toda a série histórica, iniciada em 1991, perdendo apenas para maio de 2009 (2,52%) e maio de 2006 (2,37%).
Segundo os economistas da Serasa Experian, a elevação da inadimplência com cheques em maio, bem como ao longo de todo este ano de 2015, deve-se aos impactos negativos da alta da inflação, das taxas de juros e do desemprego sobre a capacidade de pagamento dos consumidores, afetando praticamente todas as modalidades de inadimplência, cheques inclusive.

Lava Jato influencia entrada de investimentos no país

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O risco de racionamento de energia elétrica, a Operação Lava Jato (que investiga fraudes e pagamento de propina em contratos da Petrobras) e o atraso na divulgação do balanço da Petrobras influenciaram a entrada de investimentos diretos no Brasil, segundo avaliação do chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel. “À medida que isso está sendo gradualmente deixado para trás, tende a influenciar favoravelmente o ingresso de investimento”, disse Maciel. Ele acrescentou que tradicionalmente há ingressos maiores de investimento direto, no segundo semestre do ano.
Ontem (22), o BC informou que manteve a projeção para o Investimento Direto no País (IDP) em US$ 80 bilhões, a mesma estimativa divulgada em março. Em relação ao PIB, o IDP deve ficar em 4,12%, contra 4,21% previstos anteriormente pelo BC. Nos cinco meses deste ano, o IDP chegou a US$25,520 bilhões. O IDP, recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo. A projeção do BC para o déficit em conta-corrente este ano foi ajustado de US$ 84 bilhões para US$ 81 bilhões (ABr).

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