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Milhares de pequenas indústrias podem fechar nos próximos 3 meses

Pesquisa revelou que 66% das MPIs correm o risco de fechar.

A 27° rodada do Indicador de atividade da micro e pequena indústria, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, aponta que o atual quadro econômico do país continua colocando em risco a sobrevivência das MPIs

Para 66% dos entrevistados, número que se repete pelo segundo mês consecutivo, a crise está prejudicando seus negócios e colocando o futuro da empresa em risco.
Os donos e sócios desse grupo de empresas foram questionados se há risco real de fechamento nos próximos três meses. Esse resultado, projetado para o total de empresas da categoria, revela que 16% das micro e pequenas indústrias do Estado de São Paulo podem fechar as portas no próximo trimestre, ou seja, 46 mil MPIs que podem fechar até agosto. Tal fato pode ocasionar um número alarmante de cortes de vagas de emprego, cerca de 230 mil demissões.
Após os resultados da pesquisa referente ao mês de abril, que revelou que 66% das MPIs corriam o risco de fechar, representantes de cerca de 70% das micro e pequenas indústrias do Brasil, capitaneadas pelo Simpi, participaram de uma reunião de trabalho com o governador Geraldo Alckmin, na qual se discutiream temas e políticas públicas em defesa das MPIs de todo o país. Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, “se medidas emergenciais não forem tomadas, será a maior destruição do mercado interno já vista na história do país”.
A pesquisa do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, foi realizada entre 13 e 27 de maio com 310 micro e pequenas indústrias paulistas. São consideradas micros as indústrias que empregam até nove funcionários, e pequenas, de 10 a 50 trabalhadores registrados. A íntegra das 27 pesquisas estão disponíveis no site da entidade (www.simpi.org.br).

Mercado financeiro prevê inflação de 8,79% este ano

A produção industrial deverá ter uma queda de 3,2%, este ano.

 

A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação subiu pela nona semana seguida. Desta vez, a estimativa para o IPCA passou de 8,46% para 8,79%, este ano. Para 2016, a estimativa continua 5,50%. As estimativas são do boletim Focus, do Banco Central (BC) com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.
A expectativa de mais inflação veio depois da divulgação do IPCA pelo IBGE, na última semana. O índice em maio ficou acima da expectativa do mercado financeiro, que previa 0,55%. No mês passado, o IPCA ficou em 0,74%. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%. O próprio BC reconhece que não deve entregar a inflação na meta este ano, ao projetar o IPCA em 7,9%.
A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,30% para 1,35%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,2%, este ano e crescimento de 1,6%, em 2016. A projeção para a cotação do dólar continua R$ 3,20, ao final de 2015, e R$ 3,30, no fim de 2016 (ABr).

Inadimplência do consumidor tem a maior alta do ano

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor registrou, em maio de 2015, o maior crescimento mensal do ano, com alta de 4,8% em relação a abril. As variações mensais dos meses anteriores foram: abril (1,8%); março (0,2%); fevereiro (-0,9%) e janeiro (4,1%). Na relação interanual – maio de 2015 x maio de 2014 – o indicador cresceu 14,9%. Nos primeiros cinco meses do ano, o indicador também subiu 14,9%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a elevação das taxas de desemprego, o peso da inflação mais alta no bolso do consumidor e os juros cada vez maiores incidentes sobre as dívidas estão dificultando a situação financeira do consumidor, impulsionando para cima os níveis de inadimplência.
Na decomposição do indicador, as dívidas com os bancos foram as principais responsáveis pela alta do indicador em maio, com aumento de 5,5% e contribuição de 2,6 p.p. Já a inadimplência não bancária (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) apresentou alta de 4,9% e contribuição de 2,3 p. p. em maio/15. Por fim, os protestos e os cheques sem fundos registraram alta de 6,9% e queda de 2,1%, respectivamente.

 
 
 
 
 
 
 

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