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Juros do cheque especial sobem a 13,08%

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O uso do dinheiro disponibilizado aos correntistas por meio de cheque especial ficou mais caro em abril nos dois bancos públicos - Caixa e Banco do Brasil - entre sete instituições pesquisadas pelo Procon

Na Caixa, a taxa de juros subiu de 12,29% para 12,59% e, no BB, de 11,99% para 12,09%. Na média, a taxa cobrada no cheque especial ficou em 13,08%, o que significa uma elevação de 0,06 ponto percentual sobre o índice de março último (13,02%). Já na modalidade de empréstimo pessoal, os juros ficaram estáveis nos sete bancos com a taxa média em 6,48%.
No Banco Santander, a taxa sobre o empréstimo pessoal permaneceu em 8,49%; no HSBC, 7,3%; no Bradesco, 6,67%; no Itaú, 6,43%; na Caixa, 5,5%; no Banco do Brasil, 5,6%, e no Safra, 5,4%. Já em relação ao cheque especial, houve as seguintes variações: Santander 14,95%; no HSBC, 14,67%; no Bradesco 12,63%; no Itaú, 12,61%; na Caixa, 12,59%; no Banco do Brasil, 12,09% e no Safra, 12%.
Em sua nota técnica, o Procon alerta ao consumidor para que fique atento aos custos sobre a utilização tanto do cheque especial quanto do empréstimo e observa que o valor final a ser pago aos bancos pode ser maior do que os rendimentos de diversas aplicações financeiras, principalmente, aos da poupança. Diante disso, os analistas do Procon recomendam ser mais vantajoso para quem tem essas aplicações retirar as reservas aplicadas para o pagamento de dívidas do que recorrer às linhas de crédito dos bancos (ABr).

Inflação para terceira idade chega a 9,6%

A inflação da cesta de consumo das pessoas com mais de 60 anos, medida pelo IPC-3i, ficou em 2,72% no primeiro trimestre deste ano. A taxa é inferior à observada no último trimestre de 2015 (2,87%). Em 12 meses, o IPC-3i acumula 9,6%, acima dos 9,37% medidos pelo IPC-BR, que apura a inflação para todas as faixas de idade. Os números foram divulgados ontem (12) pelo Ibre/FGV.
O principal responsável pelo recuo da taxa trimestral foi o grupo de despesas com transportes, cuja taxa de inflação caiu de 4,52% no último trimestre de 2015 para 2,87% no primeiro trimestre deste ano. A gasolina, por exemplo, registrou alta de preços de 2,55% nos três primeiros meses deste ano, total bem abaixo dos 9,78% registrados nos três últimos meses de 2015.
Outros dois grupos de despesas tiveram influência no recuo do IPC-3i: habitação, que recuou de 1,75% para 1,5%, e vestuário, que caiu de 1,99% para 0,27%. Os alimentos mantiveram a taxa de inflação de 5,37%, enquanto os demais grupos de despesas tiveram aumento da taxa na passagem do quarto trimestre do ano passado para o primeiro trimestre deste ano (ABr).

 

 

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