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Mais da metade das famílias paulistanas estão endividadas

Arte: Fecomercio/Divulgação

Apesar do esforço das famílias paulistanas para ajustar o orçamento em decorrência da crise, a inflação elevada e o aumento do desemprego levaram as famílias paulistanas a voltar a se endividar e, em março, 51,6% delas tinham alguma dívida, sendo que, em fevereiro, a proporção era de 51,1%

Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor estava em 42,3%, houve aumento expressivo de 9,3 pontos percentuais. Em termos absolutos, o número de famílias endividadas passou de 1,959 milhão em fevereiro para 1,979 milhão em março. Na comparação com o mesmo mês de 2015, houve alta de 461 mil famílias com dívidas. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada mensalmente pela FecomercioSP.
A entidade reforça que o retorno do endividamento para a casa dos 50% em um ano sinaliza que a renda disponível já não é suficiente para honrar os compromissos financeiros das famílias. Se esse comprometimento de renda continuar crescendo, haverá maior inadimplência nos próximos meses, pois o efeito da inflação nos bens não duráveis, como alimentos, diminui a renda do consumidor, que se endivida mais a cada dia para tentar manter seu padrão de vida. Em março, 18,4% das famílias paulistanas disseram estar com as contas em atraso (o maior valor desde outubro de 2013), alta de 1,3 p.p. em relação ao mês anterior.
Em números absolutos, o total de famílias com contas atrasadas atingiu 705 mil. Entre elas, 49,8% afirmaram ter débitos vencidos a mais de 90 dias; 24% têm contas atrasadas entre 30 e 90 dias; e 25,2% do total de famílias estavam com dívidas atrasadas por até 30 dias. O cartão de crédito permanece o principal meio de endividamento das famílias em março e foi utilizado por 70,9% dos endividados. Na sequência estão financiamento de carro (15,9%), carnês (15,7%), crédito pessoal (12,3%), financiamento de casa (11,9%) e cheque especial (10,1%).

Confirmado reajuste de preços de medicamentos em 12,5%

Os descontos praticados pelo mercado devem influenciar o preço final do medicamento.

Embora o governo tenha determinado um percentual de 12,5%, portanto acima da inflação, para o reajuste no valor dos medicamentos, o acumulado dos últimos 10 anos continua abaixo do IPCA em quase 18 pontos percentuais. Entre 2007 e 2016, a inflação aferida pelo IBGE aponta crescimento de 79,3%, enquanto os reajustes da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) chegaram a 61,2%.
“Essa diferença mostra que, apesar do reajuste deste ano, os medicamentos continuam com seus valores corrigidos abaixo da inflação”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). A alta da energia elétrica e as variações do câmbio tiveram grande influência no índice deste ano. Além disso, apenas uma faixa de reajuste foi divulgada pelo governo, diferente do ano passado, quando três faixas foram divulgadas para medicamentos de classes terapêuticas distintas.
Essa mudança acontece porque o índice de produtividade da indústria farmacêutica diminuiu, ou seja, a relação entre pessoas empregadas e produção foi menor. Apesar do reajuste, os descontos praticados pelo mercado devem influenciar o preço final do medicamento. No varejo farmacêutico, o abatimento médio é de 72% para genéricos e 16% para medicamentos de referência. “Como esse mercado é muito competitivo, os preços ficam sempre abaixo do índice de reajuste”, explica Britto (Interfarma).

CNI: pessimismo dos consumidores aumentou em março

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), que sintetiza o sentimento dos brasileiros com relação à situação e às expectativas econômicas, apresentou queda de 1,1% na passagem de fevereiro para março, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em pesquisa. Quanto menor o índice, mais pessimista é a avaliação dos consumidores.
Com a queda registrada em março, o índice volta a indicar aumento do pessimismo do consumidor após dois meses. O indicador, que registrou 97,6 pontos, está 11% abaixo da média histórica (109,3 pontos). O indicador de desemprego teve queda de 6,1% entre fevereiro e março. Dos seis componentes do Inec, outros dois também apresentaram queda em março ante fevereiro. O indicador de situação financeira - na comparação com os últimos três meses - ficou 2,9% menor e o de expectativas para os próximos seis meses em relação à renda pessoal caiu 2,8% no período.
Houve melhora na percepção do brasileiro em relação ao endividamento frente aos últimos três meses, cujo indicador teve alta de 2,2% em março. Já o indicador de expectativas em relação à inflação, que cresceu 0,4%, e o de expectativas de compras de bem de maior valor, com aumento de 0,7% no período, ficaram praticamente estáveis. A pesquisa, feita em parceria com o Ibope, ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 17 e 20 de março (ABr).

 
 
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