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Custo de vida em São Paulo aumentou 0,71%

Custos com transporte foram os mais altos do mês.

O aumento nos preços de alimentos e de combustíveis foi o principal responsável pela alta no Índice do Custo de Vida (ICV), em fevereiro, em São Paulo

Na comparação com janeiro, o índice subiu 0,71%. O indicador, divulgado mensalmente, abrange somente a capital do estado e foi divulgado ontem (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Entre os grupos que compõem o indicador, além da alta nos itens alimentação (0,66%) e transporte (1,36%), também houve elevação nos grupos despesa pessoal (2,11%), saúde (0,84%), habitação (0,17%), equipamento doméstico (0,73%), vestuário (0,13%) e educação e leitura (0,57%).
No grupo transporte, o indicador sofreu alta tanto por causa do aumento no preço das tarifas do transporte público em janeiro (1,77%) quanto no preço do combustível (1,18). Já em alimentação, a alta foi puxada pelo reajuste nos subgrupos indústria alimentícia (1,27%) e alimentação fora do domicilio (0,47%). Só foram registradas quedas nos grupos recreação (-0,42%) e despesas diversas (-0,08%). No acumulado do ano, entre janeiro e fevereiro, o ICV acumula alta de 2,52%. Entre março do ano passado e fevereiro deste ano, a alta é de 10,20% (ABr).

Inflação medida pelo IGP-DI recuou em fevereiro

Queda da inflação foi influenciada por recuos de preços no atacado e no varejo.

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 0,79%, em fevereiro. A taxa é menor que a de janeiro deste ano (1,53%), mas superior a fevereiro de 2015 (0,53%). O IGP-DI acumula taxas de 2,33% no ano e 11,93% em 12 meses, segundo informou hoje (8) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda da taxa na passagem de janeiro para fevereiro foi influenciada por recuos na inflação dos preços no atacado e no varejo. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 1,63% para 0,84%.
O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de 1,78% em janeiro para 0,76% em fevereiro. E o Índice Nacional do Custo da Construção, terceiro subíndice que compõe o IGP-DI, foi de 0,39% para 0,54%. O IGP-DI de fevereiro foi calculado com base em preços coletados entre os dias 1o e 29 do mês (ABr).

Leve aumento em cheques honrados

Com o mercado de trabalho retraído, o consumo diminuindo e as taxas de juros cada vez mais em alta, os brasileiros têm se esforçado para honrar seus pagamentos e não perder o crédito que já possuem no mercado. De acordo com a pesquisa realizada pela Telecheque, serviço oferecido pela MultiCrédito, o volume de cheques honrados no varejo nacional cresceu 0,21% em fevereiro, chegando a 96,97%.
Já o valor médio para compras em cheque em fevereiro foi de R$ 1.046,00, alta de 1,25% em relação aos números de janeiro. “O consumidor está preservando o crédito, sendo mais cauteloso para manter o nome limpo, e ainda sim efetuando as compras necessárias, como supermercado, vestuários e medicamentos”, ressalta Walter Alfieri, diretor de Crédito, Risco e Business Intelligence da MultiCrédito. Já na análise da pesquisa por sexo, as mulheres lideraram – 97,01% honraram seus pagamentos, o que equivale 0,18 ponto porcentual a mais que os homens (96,83%).

Movimento nas lojas tem queda de 8,2% no primeiro bimestre

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país cresceu 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro. Em relação mesmo mês do ano passado (fev/15), a retração da atividade varejista em fevereiro de 2016 foi de 6,6%. No acumulado do primeiro bimestre de 2016, a atividade varejista caiu 8,2% na comparação com o primeiro bimestre de 2015.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a pequena alta de 0,6% na atividade varejista em fevereiro foi favorecida pelo calendário bissexto deste ano, o que acabou gerando um dia a mais de movimento varejista. Contudo, isto foi insuficiente para reverter a queda interanual (contra o mesmo mês do ano passado) da atividade varejista, sinalizando que a tendência do segmento ainda é de retração.
Em fevereiro/16, a atividade varejista foi maior em relação ao primeiro mês deste ano nos setores de material de construção (+1,6%) e no de combustíveis e lubrificantes (+0,3%). Houve estagnação (variação nula) no setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas e no segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática. O segundo mês deste ano registrou retrações da atividade varejista dos setores de veículos, motos e peças (-4,5%) e de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-2,2%).

 
 
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