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Gastos de brasileiros no exterior caem 62,5% em janeiro

Com a alta do dólar, caíram os gastos de brasileiros em viagens internacionais.

Com a alta do dólar e menor renda, os gastos de brasileiros em viagens internacionais caíram 62,5%, em janeiro, mês de férias, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados ontem (23)

Em janeiro, esses gastos chegaram a US$ 840 milhões, contra US$ 2,239 bilhões registrados no nesno mês de 2015. Enquanto as despesas de brasileiros no exterior caíram, as receitas de estrangeiros no Brasil subiram 14,44%, no mesmo período de comparação.
As receitas de estrangeiros no país totalizaram US$ 650 milhões, no mês passado, contra US$ 568 milhões em janeiro de 2015. Com esses resultados, o déficit na conta de viagens ficou em US$ 190 milhões no primeiro mês do ano. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, além da influência do dólar e da queda da atividade econômica, o fim da isenção do Imposto de Renda sobre as remessas ao exterior destinadas ao pagamento de serviços de turismo também influenciou o resultado de janeiro.
Dados parciais de fevereiro, até o dia 19, mostram que as despesas no exterior continuam caindo. Nesse período, chegaram a US$ 612 milhões, com redução de 40% na comparação com o mesmo mês de 2015. Já as receitas de estrangeiros cresceram 21%, com valor preliminar no mês de US$ 430 milhões (ABr).

Prévia da inflação oficial acelera em fevereiro

No grupo alimentação, a cenoura teve alta de 24,26%.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, teve variação de 1,42%, em fevereiro, e ficou 0,5 ponto percentual acima dos 0,92% da da taxa de janeiro, de acordo com dados divulgados ontem (23) pelo IBGE. O aumento foi o maior para os meses de fevereiro desde 2003, quando a taxa registrou 2,19%. Com o resultado de fevereiro, o IPCA-15 – prévia do IPCA, a inflação oficial do país – acumula alta de 2,35% nos dois primeiros meses do ano. Em fevereiro do ano passado, a alta chegou a 1,33%.
Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 10,84%, o maior desde novembro de 2003, que chegou a 12,69%. As influências mais fortes na composição do IPCA-15, são resultado dos grupos Alimentação e Bebidas, com variação de 1,92%, Transportes, com 1,65% e Educação, com 5,91%.
No grupo alimentação, destacam-se individualmente a cenoura, com alta de 24,26%; seguida da cebola (14,16%); do tomate (14,11%); do alho (13,08%); da farinha de mandioca (12,2%) e das hortaliças (8,66%). A aceleração registrada no grupo Transporte refletiu o aumento das tarifas dos ônibus urbanos, com alta de 5,69%, de trem (6,12%), de metrô (5,27%), ônibus intermunicipais (5,04%) e táxi (3,65%). Houve, ainda, reflexos da alta do litro do etanol (4,92%) e da gasolina (1,2%).
O grupo Educação foi o que mais contribuiu individualmente para o IPCA-15, com a alta de 5,91%, refletindo os reajustes de início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, item que subiu 7,41%. O grupo provocou o maior impacto individual no índice do mês: 0,21 ponto percentual (ABr).

 Aneel rejeita aumento de energia para paulistas e fluminenses

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou os pedidos de reajuste das tarifas das distribuidoras Eletropaulo e Ampla. Nos pedidos de revisão extraordinária, as duas empresas argumentaram que há descompasso entre os custos das distribuidoras e as tarifas cobradas.
O relator da matéria, diretor André Pepitone, disse que não está caracterizado o desequilíbrio econômico-financeiro da concessão que justifique o aumento. O reajuste tarifário anual da Ampla está previsto para março e o da Eletropaulo, para julho.
A Eletropaulo atende a 6,5 milhões de unidades consumidoras na região metropolitana de São Paulo e tem faturamento anual de R$ 15,1 bilhões. A Ampla fica na cidade de Niterói, no estado do Rio. Atende a 2,5 milhões de consumidores em 66 municípios fluminenses e fatura R$ 3,4 bilhões ao ano (ABr).

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