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Brasil fecha 2015 superavitário no comércio com os árabes

O resultado foi influenciado pela redução de preço das commodities no mercado internacional.

O comércio bilateral entre o Brasil e os 22 países da Liga Árabe encerrou 2015 com um saldo positivo para o Brasil de US$ 4,99 bilhões, alta de 153% na comparação com 2014

O total exportado pelo País em volume também cresceu 10,15% na mesma comparação, para 44,18 milhões de toneladas. Já o faturamento recuou 9,55%, para US$12,12 bilhões, ou seja, apesar de vender mais, as receitas ficaram abaixo do ano anterior.
Na avaliação da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, responsável pela compilação dos dados do MDIC, o resultado de 2015 foi fortemente influenciado pela redução de preço das commodities no mercado internacional. Esses produtos, que perfazem 70% da pauta brasileira de exportações, tiveram depreciação média de 40% ao longo do ano, o que impactou as receitas.
“O preço baixo das commodities estimulou os árabes a formar estoques, principalmente de alimentos e minérios”, analisa o secretário-geral da entidade, Michel Alaby. “O superávit foi obtido com a mesma situação. 90% do que importamos dos árabes é petróleo e derivados, como plásticos e fertilizantes. Esses produtos também tiveram redução de preços. Assim reduzimos o valor das nossas compras e alcançamos um resultado mais favorável do ponto de vista da balança comercial” (Câmara Árabe).

Volume de vendas do comércio teve queda de 7,8%

Os resultados permanecem negativos para o volume de vendas no acumulado de janeiro-novembro de 2015.

O volume de vendas do comércio, na série sem ajuste sazonal, fechou o mês de novembro de 2015 com queda de 7,8% em relação a novembro do ano passado (taxa anualizada), a oitava queda consecutiva e o maior recuo nesta mesma base de comparação desde os -11,3% de março de 2003. Os dados foram divulgados pelo IBGE e indicam que, nesta base de comparação, a receita nominal permanece positiva em 1,3%.
A queda acumulada se dá mesmo com o setor fechando novembro de 2015 com crescimento tanto no volume de vendas quanto na receita nominal, na comparação com outubro do ano passado, série livre de influências sazonais. Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio indicam que as vendas no varejo cresceram 1,5% de outubro para novembro, enquanto a receita nominal expandiu 2,3%.
Nesta mesma base de comparação (mês com igual mês imediatamente anterior), o volume de vendas registra a segunda variação positiva consecutiva na margem, o que contribuiu para interromper a trajetória de queda no indicador de média móvel trimestral (0,6%), que vinha sendo observada desde dezembro de 2014. Assim, os resultados permanecem negativos para o volume de vendas no acumulado de janeiro-novembro de 2015 (-4%) e para os últimos 12 meses (-3,5%). A receita nominal, para essas mesmas comparações, se mantém no campo positivo, com variações de 1,4%, 3,3% e 3,6% (ABr).

Consumidor mais cauteloso em 2016

Dados divulgados pelo IBGE mostram uma queda de vendas no comércio de 7,8% em novembro de 2015 na comparação com o mesmo mês de 2014. De acordo com a entidade, é o pior resultado desde março de 2003 quando a retração passou de 11%. Na opinião de Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o cenário não deve melhorar nos próximos meses.
“A alta da inflação e do desemprego é um combinado que leva o consumidor a repensar sua lista de compras”, analisa. Segundo ele, o desemprego deve chegar a patamares próximos a 11% em março e as demissões só devem diminuir com a melhora do quadro politico e econômico. O especialista em varejo afirma também que o consumidor está com um comportamento extremamente racional. “Todo esse contexto de crise leva ao corte de supérfluos, questionamento de seus hábitos e busca por novas marcas e alternativas de consumo”, completa (SBVC).

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