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Número de recuperações judiciais bate recorde histórico

Foram requeridos 1.287 pedidos de recuperações judiciais em 2015, 55,4% a mais do que o registrado em 2014.

De acordo com Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, em 2015, foram requeridos 1.287 pedidos de recuperações judiciais, 55,4% a mais do que o registrado em 2014

O resultado é o maior para o acumulado do ano desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências. Em 2014, foram 828 ocorrências contra 874 em 2013.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o quadro conjuntural da economia brasileira que prevaleceu durante o ano de 2015, marcado pelo aprofundamento da recessão, das sucessivas elevações do custo do crédito e da disparada do dólar, prejudicaram a geração de caixa das empresas e aumentaram seus custos financeiros e operacionais. Assim, houve deterioração da saúde financeira das empresas brasileiras, ocasionando patamar recorde dos pedidos de recuperações judiciais.
As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de 2015, com 688 pedidos, seguidas pelas médias (354) e pelas grandes empresas (245). Na análise mês a mês, o Indicador verificou aumento de requerimentos de recuperação judicial em dezembro/2015, em relação a novembro/2015, alta de 23,0% (150 em dezembro contra 122 em novembro). Já na comparação entre dezembro/2015 e dezembro/2014 a alta foi de 183,0% de 53 para 150.
Em 2015 foram realizados 1.783 pedidos de falência em todo o país, um aumento de 7,3% em relação aos 1.661 requerimentos efetuados em 2014. Dos 1.783 requerimentos de falência efetuados em 2015, 923 foram de micro e pequenas empresas, 415 de médias e 448 de grandes. Na análise mês a mês, o Indicador verificou queda de requerimentos de falências em dezembro/2015 em relação a novembro/2015 de 24,6% (129 em dezembro contra 171 em novembro). Já na comparação entre dezembro/2015 e dezembro/2014 a alta foi de 0,8% de 128 para 129.

Custo de vida em São Paulo aumentou 0,77%

O custo de vida na cidade de São Paulo subiu 0,77% em dezembro, com recuo de 0,25 pontos percentuais em relação a novembro. Segundo o Dieese, os gastos com alimentação ficaram no mesmo patamar que no mês anterior (1,08%), seguidos de saúde (1,54%), transporte (0,91%) e habitação (0,26%). Os itens foram os que mais contribuíram para o aumento de dezembro.

No grupo alimentação, destacam-se os aumentos de preços para os alimentos in natura: cebola (13,10%), batata (8,77%), alho (4,02%), abobrinha (10,42%), tomate (8,42%), feijão (8,56%) e arroz (0,62%). A carne bovina subiu 1,41% e a suína, 0,66%.
Entre os itens com maiores aumentos do subgrupo da indústria alimentícia (0,98%) figuram açúcar (11,25%), óleos (4,33%), massas (2,46%), condimentos (1,49%), café em pó (1,25%)e cerveja (1%). Na alimentação fora do domicílio (0,35%) as refeições principais variaram 0,36% e os lanches, 0,33%.
Segundo o Dieese, a taxa do grupo saúde subiu 1,54% devido ao reajuste dos seguros e convênios (2,31%). A alta registrada no grupo transporte se deveu ao aumento do custo do transporte individual (1,33%), em razão dos reajustes do diesel (1,23%), gasolina (1,44%) e álcool (4,00%) (ABr).

Projeção para queda da economia chega a 2,99%

Projecao temporario

A projeção de instituições financeiras para o encolhimento da economia este ano passou pelo 14º ajuste seguido. Desta vez, a estimativa para a queda do PIB mudou de 2,95% para 2,99%.
Para 2017, as instituições financeiras esperam por recuperação da economia, com crescimento de 0,86%. As estimativas são do boletim Focus, elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.
A produção industrial deve apresentar retração de 3,45% este ano. Na semana passada, a projeção de queda era 3,50%. Em 2017, o setor deve se recuperar, mas a projeção de crescimento foi levemente ajustada de 2% para 1,98%. Na perspectiva das instituições financeiras, a Selic deve ser elevada pelo Copom, na reunião da próxima semana, dos atuais 14,25% para 14,75% ao ano.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo IGP-DI, que subiu de 6,14% para 6,18%, este ano. A estimativa para 2017 é 5,30%. Para o IGP-M, a estimativa passou de 6,51% para 6,58%, este ano, e de 5,20% para 5,23%, em 2017. A estimativa para o IPC-Fipe foi alterada de 5,81% para 6,04%, em 2016. Para o próximo ano, é 5%. A projeção para a cotação do dólar foi ajustada de R$ 4,21 para R$ 4,25, ao final de 2016, e de R$ 4,20 para R$ 4,23, no fim de 2017.

 

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