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Com injeção de R$ 80 bi, Bolsas chinesas tentam se recuperar

Mercados de todo o mundo sofreram as consequências das quedas nas Bolsas de Valores chinesas.

Um dia após as Bolsas de Valores de Schenzen e Xangai, na China, interromperem suas atividades depois de registrar queda de cerca de 7%, mercados se estabilizaram ontem (5)

Xangai fechou o dia com leve queda de 0, 26% e Schenzen com - 1,86%. Isso, em grande parte, foi resultado da decisão do banco central chinês, o Banco do Povo da China, de injetar 130 bilhões de yuans (cerca de R$ 80 bilhões) no sistema financeiro, na tentativa de acalmar os investidores.
No primeiro dia útil de 2016, os mercados de todo o mundo sofreram as consequências das quedas nas Bolsas de Valores chinesas, que precisaram ser interrompidas pela primeira vez na história. As Bolsas da Ásia caíram após divulgação de dados decepcionantes sobre a produção chinesa, pelo décimo mês consecutivo, e com o aumento das tensões no Oriente Médio, onde Arábia Saudita e Bahrein cortaram relações com o Irã. Os maus resultados de ontem refletiram nas bolsas de todo o mundo, inclusive no Brasil, onde o dólar chegou a ultrapassar a marca de R$ 4.
O novo sistema das bolsas de Shenzhen e Xangai inaugurado ontem, chamado “circuit braker”, é programado para uma pausa temporária de 15 minutos quando for registrada queda de 5% e fecha o pregão no caso de uma redução de 7% (ANSA).

Varejo paulistano fechou 2015 com queda de 8%

O comércio varejista da capital paulista fechou o ano de 2015 com queda média de 8% no movimento de vendas frente a 2014. Foi o pior desempenho do setor desde o início do Plano Real. O segundo pior resultado foi em 1999, quando uma crise levou à retração média de 5,9%. Já em 2014, o Balanço de Vendas da Associação Comercial (ACSP) apontou aumento médio de 1,7%.
Separadamente, em 2015, as vendas a prazo recuaram 6,7%, impactadas pelo aumento da taxa de juros, pela redução do crédito e pela confiança do consumidor nos patamares mais baixos já registrados. As vendas à vista caíram 9,2%, afetadas pela queda da massa salarial e pelo aumento dólar, prejudicando comércios de roupas e importados.
Segundo Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia Gastão Vidigal/ACSP: “A perspectiva para 2016 é de redução menor nas vendas, mas ainda assim no vermelho. Porém, o varejo precisa se preparar para o começo do ano, quando a sazonalidade joga contra o lojista”. Além de gastos típicos de início de ano (IPVA, IPTU, material escolar), as viagens de férias e o Carnaval esvaziam a cidade e afetam o comércio de forma geral.
De acordo com Solimeo, apenas a partir do segundo trimestre as quedas poderão ser mais brandas, caso o governo adote medidas na direção correta em relação às contas públicas, que restabeleçam a confiança de empresários e consumidores.

 
 
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