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Setor supermercadista tem expectativas de melhora para 2016

Os supermercados esperam uma retomada lenta e gradual da economia.

Apesar da inflação ter exigido muito do setor supermercadista em 2015 para segurar os preços em patamares estáveis, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) espera um ano moderadamente melhor em 2016, prevendo uma retomada lenta e gradual da economia, com ligeira melhora na confiança dos empresários e consumidores

Conforme comentou o presidente da Associação, Pedro Celso, a expectativa é que a inflação esteja entre 6,0 e 6,5% e o crescimento do PIB chegue a -2%.
Ele considera que alguns dos principais entraves serão inflação, alta carga tributária, indefinições políticas devido ao processo de impeachment, má gestão pública, variação do dólar e as altas taxas de juros, fatores que exigem ainda mais poder de negociação dos supermercados com seus fornecedores. “Altos impostos acarretam uma menor renda disponível e diminuem o poder de compra da população. Isso desencadeia um menor consumo, menor arrecadação e atinge todos os setores do comércio, entre eles o supermercadista”, diz.
Comentou ainda que o setor é afetado em qualquer cenário em que há redução de renda das famílias, uma vez que a variável mais importante para o aumento do consumo de alimentos e bebidas é a renda disponível da população. “Impostos são altos, mas não há retorno em forma de bons serviços públicos à população e investimentos mínimos necessários em infraestrutura para um crescimento sustentável. É preciso repensar o que se quer para o Brasil e, principalmente, para os brasileiros”, finaliza (APAS).

Aumentou a inadimplência com cheques

Inadimplência com cheques atingiu nível recorde.

O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos, em novembro, foi de 2,61% em relação ao total de cheques compensados. É o que revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Este foi o maior patamar da inadimplência com cheques de toda a série histórica, iniciada em 1991.
Antes desta marca recorde, o maior valor havia sido a devolução de 2,52% observada em maio de 2009.
Em outubro deste ano, a devolução foi de 2,20%. Já em novembro do ano passado, a devolução fora de 1,93%. No acumulado de janeiro a novembro, o percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,23% Esta, também, foi o maior nível para o período de toda a série histórica, ou seja, desde 1991, superando a devolução de 2,17% ocorrida no período compreendido entre janeiro e novembro de 2009.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, o nível recorde da inadimplência com cheques observado em novembro é consequência direta do aprofundamento da recessão econômica, do aumento do desemprego e da queda do poder de compra da população. Todos estes fatores comprometem de forma significativa a capacidade de pagamentos dos consumidores, levando muitos deles ao inadimplemento.

Diminui o número de pessoas nos shoppings

O fluxo de pessoas em shoppings no Brasil nas três primeiras semanas de dezembro (do dia 1 ao 18) continua em queda, segundo o Iflux, indicador específico do mercado de shopping, desenvolvido pelo IBOPE Inteligência e pela Mais Fluxo, que revela o grau de aquecimento ou movimentação do setor. A atividade comercial no setor nesse período está 3,7% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Na reta final das festas natalinas, os shoppings novos (menos de três anos) e os médios (entre 20 e 40 mil m2 de Área Bruta Locável) são os que estão enfrentando mais dificuldades para atrair público. Nesta prévia do Iflux foi possível medir o fluxo de pessoas nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio, a atividade comercial nos shoppings não vai bem: está 5,7% abaixo da média do mesmo período de 2014. Já em São Paulo, também há queda, mas bem menor: apenas 1%.
O Indicador de Fluxo em Shopping Center é desenvolvido pelas empresas IBOPE Inteligência, que conta com uma unidade de negócios especializada em shopping center, e Mais Fluxo, especializada em contagem eletrônica de fluxo de consumidores.

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