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Financeiras projetam inflação de 10,44% este ano e de 6,7% em 2016

O BC espera que a inflação fique na meta somente em 2017.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo IPCA, este ano, subiu  pela 12ª semana seguida, ao passar de 10,38% para 10,44%

Para 2016, a estimativa também subiu: de 6,64% para 6,70%. Essas projeções fazem parte do Boletim Focus do Banco Central. Devido às dificuldades na política fiscal do governo, o BC espera que a inflação fique na meta somente em 2017. Anteriormente a expectativa era 2016.
A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo IGP-DI, que passou de 10,91% para 11,04%, este ano. Para o IGP-M, a estimativa subiu de 10,77% para 10,80%, em 2015. A estimativa para o IPC-Fipe foi ajustada de 10,32% para 10,77%, este ano. A projeção para a alta dos preços administrados passou de 17,50% para 17,65%, em 2015, e de 7,08% para 7,35%, em 2016.
A inflação alta vem acompanhada de encolhimento da economia, tanto neste ano, quanto em 2016. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, passou de 3,19% para 3,50%, este ano, e de 2,04% para 2,31%, em 2016. A projeção para o dólar permanece em R$ 3,95, ao final deste ano, e em R$ 4,20, no fim de 2016 (ABr).

Apesar da Black Friday, atividade do comércio recuou

O movimento dos consumidores nas lojas continua retraído.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores recuou 0,3% em novembro, na comparação com outubro. Foi a sexta queda mensal consecutiva da atividade varejista, apesar das promoções relacionadas com a Black Friday ao final do mês. Na na comparação com o mês de novembro do ano passado, houve retração de 7,7% na movimentação dos consumidores nas lojas. No acumulado do ano até novembro, o movimento da atividade varejista apresenta queda de 0,3%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o movimento dos consumidores nas lojas continua retraído por conta dos juros do crediário cada vez mais altos, pela retração dos índices de confiança dos consumidores e pelo aumento das taxas de desemprego e de inflação.
Com exceção do segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática, que cresceu 0,8% em novembro, impactado positivamente pela Black Friday, todos os demais setores varejistas se retraíram: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-1,6%); combustíveis e lubrificantes (-0,6%); veículos, motos e peças (-0,1%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,4%); e material de construção (-11,5%).

Inflação sobe mais para as famílias de menor renda

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) aumentou 1,06% em novembro último, resultado 0,36 ponto percentual superior à taxa apurada em outubro, quando o índice registrou 0,7%, informou o Ibre da FGV. Com este resultado, o indicador, que mede a variação das famílias com renda de até 2,5 salários mínimos, acumula alta de 10,45% no ano, enquanto a inflação dos últimos 12 meses ficou em 11,22%.
Com o resultado de novembro, a inflação para as famílias de menor renda ficou acima do IPC-BR, que mede a variação de preços para as famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais, e que fechou o mês de novembro com alta de 1% e o acumulado dos últimos doze meses com variação de 10,39%, resultado que chega a ser 0,83 ponto percentual superior ao IPC-C1.
A alta de novembro reflete aceleração de preços em quatro das oito classes de despesas componentes do índice, com destaque para alimentação, que passou de 0,45% para 2,32%, de outubro para novembro – alta de 1,87 ponto percentual. Os preços do grupo educação, leitura e recreação passaram de 0,23% para 0,43%; comunicação, de 0,22% para 0,65% e vestuário, de 0,31% para 0,37% (ABr). 

 
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