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Arábia Saudita põe fim ao embargo à carne bovina brasileira

Ministra Kátia Abreu se reuniu com representantes do governo da Arábia Saudita no domingo (8).

A Arábia Saudita pôs fim ao embargo à carne bovina in natura brasileira

A medida foi oficializada ontem (9) durante reunião entre a ministra Kátia Abreu (Agricultura) e CEO da Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos, Mohammed Al-Meshal, que assinaram novo modelo de Certificado Sanitário Internacional.
Com a abertura, o setor estima que o Brasil tem potencial para exportar 50 mil toneladas de carne bovina ao ano, com valor estimado em US$ 170 milhões. O decreto foi publicado ontem (9) pelo Reino da Arábia Saudita, levantando o embargo imediatamente. O país suspendeu a compra de carne bovina brasileira em 2012, após um caso atípico de doença da vaca louca.
O fim do embargo à carne brasileira representa abertura não apenas do mercado saudita, mas de todos os países do Golfo. Somente a Arábia Saudita comprou, em 2014, US$ 355 milhões do produto, o que equivale a quase 100 mil toneladas. O valor representa 10% de tudo o que o Brasil exporta em carne bovina, que soma 1,1 milhão de toneladas anualmente. “A Arábia Saudita era um dos últimos países que nos faltava. O último será o Japão, onde deveremos abrir o mercado para nossa carne processada”, disse a ministra (Mapa).

Brasil é o terceiro exportador mundial de produtos agropecuários

 Brasil temporario

Brasília - De importador de alimentos até meados da década de 1970, o Brasil se transformou nos últimos 25 anos em uma das maiores potências agrícolas mundiais. Este verdadeiro fenômeno, que alia elevada produtividade agrícola, com preservação ambiental e uso de tecnologia moderna, foi observado em recente estudo da OMC, no qual o país é destacado como terceiro maior exportador de grãos, abaixo apenas da Comunidade Europeia e dos Estados Unidos.
Outro estudo recente, divulgado pela FAO, mostra que o Brasil deverá assumir a liderança mundial na exportação de produtos agrícolas a partir de 2024, quando a área plantada será de 69,4 milhões de hectares, um crescimento de 20% à média obtida no biênio 2012/2014.
Esse incremento de área plantada, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), é resultado prático do avanço da produção agrícola sobre áreas de pecuária degradada. A CNA estima que até o final de 2015 as vendas externas do setor agropecuário brasileiro deverão atingir US$ 88,3 bilhões, desempenho inferior ao obtido no ano passado, mas de grande fôlego levando-se em conta que o Brasil deverá terminar o ano com uma queda histórica de 3% do PIB (CNA).

 
Instituições projetam inflação em 9,99%, este ano

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam que a inflação, medida pelo IPCA, chegue a 9,99%, este ano. Na semana passada a previsão era 9,91%. Esse foi o oitavo ajuste seguido na estimativa. Para 2016, a projeção sobe por 14 semanas consecutivas. De acordo com o boletim Focus, a estimativa passou de 6,29% para 6,47%, no próximo ano.
O Índice de Confiança do Comércio cai 26,5% em outubro, diz CNC.
A expectativa das instituições financeiras é que o Copom mantenha a Selic em 14,25% ao ano, na última reunião de 2015, marcada para os dias 24 e 25 deste mês. Para o final de 2016, a expectativa para a Selic passou de 13% para 13,25% ao ano. A inflação alta vem acompanhada de recessão.
A economia brasileira deve encolher 3,10%, este ano. Essa foi a 17ª piora consecutiva na estimativa para a queda do PIB. Na semana passada, a estimativa estava em 3,05%. No próximo ano, a projeção de retração passou de 1,51% para 1,9%, no quinto ajuste consecutivo. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 7,4%, este ano, e de 2% em 2016. A estimativa para o dólar permanece em R$ 4, ao final deste ano, e em R$ 4,20, no fim de 2016 (ABr).

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