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Venda de material de construção registra recuo de 16,8%

Em uma loja de tintas contatou-se que o movimento teve retração de 40%.

As vendas de materiais de construção no país caíram 16,8% em setembro, na comparação com igual mês do ano passado, e 2,3% sobre agosto último

No acumulado desde janeiro, há uma retração de 11,4% e, nos últimos 12 meses, recuo de 10,2%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) e indicam uma redução dos negócios em relação ao mês passado, quando foi registrado um crescimento de 4,11%.
“As vendas nos mercados imobiliário e de infraestrutura apresentaram quedas mais acentuadas, em decorrência das incertezas com a economia, que posterga a realização dos empreendimentos”, afirmou, por meio de nota, o presidente da Abramat, Walter Cover. Segundo ele, além de um baixo desempenho em obras de casas populares vinculadas ao Projeto Minha Casa, Minha Vida , diminuiu principalmente a demanda nas lojas da rede varejista.
“O mercado do varejo, que nos últimos anos vinha crescendo a taxas bastante altas, também vem sofrendo por causa do aumento do desemprego, da renda e de restrições ao crédito”. De acordo com Walter Cover , o país precisa concluir rápido os ajustes na economia para retomada do crescimento. Embora reconheça que o dólar valorizado favorece o setor por meio da substituição de itens importados, o dirigente empresarial afirmou que faltam definições sobre a política cambial, de modo que se possa projetar os reais benefícios dessa mudança (ABr).

Juros bancários são os maiores em 20 anos

Juros temporario

Os juros do cheque especial chegaram a 12,28% no mês em outubro – a maior marca desde setembro de 1995 – quando a taxa era 12,58%, informa pesquisa da Fundação Procon-SP. Das sete instituições financeiras que fazem parte da pesquisa, cinco elevaram a taxa do cheque especial e uma a do empréstimo pessoal. A taxa média do cheque especial chegou a 12,28% ao mês, superior à do mês anterior, equivalente a 11,90%, acréscimo de 0,38 ponto percentual.
A maior alta verificada ocorreu na Caixa, que alterou a taxa de 10,35% para 11,38% ao mês, variação de 9,95% em relação à taxa de setembro. O Santander registrou variação positiva de 4,21% em relação ao mês anterior, o Banco do Brasil teve variação de 3,69%, o Itaú, variação de 2,58%, e o Bradesco, variação de 2,41%. Os demais bancos mantiveram suas taxas.
No empréstimo pessoal, a taxa média dos bancos pesquisados foi 6,27% ao mês, superior à do mês anterior, que foi 6,26%. Nesta linha de crédito, o Bradesco elevou a taxa de 6,57% para 6,61% ao mês, variação positiva de 0,61% em relação à taxa de setembro. Os demais bancos mantiveram suas taxas (ABr).

Caiu 4,1% a confiança de empresários do comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), caiu 4,1% na passagem de agosto para setembro. Esta foi a 11ª queda mensal consecutiva do indicador, que avalia a opinião dos empresários em relação aos investimentos, ao seu negócio, ao segmento comercial e à economia no presente e no futuro. Na comparação com setembro de 2014, a queda foi mais acentuada: 26,6%.
Na comparação mensal, a queda da confiança foi puxada pela condições atuais, que teve recuo de 8,3%. Os empresários estão menos confiantes na economia (-14,8%), no comércio (-9,2%) e em seus próprios negócios (-5%). As expectativas em relação ao futuro tiveram queda de 2,4%, devido ao menor otimismo em relação à economia (-4,1%), ao comércio (-2,3%) e à sua empresa (-1,3%).
As intenções de investimento estão 3,3% menores do que em agosto, devido ao recuo na intenção de contratação de funcionários (-5,1%), na intenção de investir na empresa (-4,8%) e nos estoques (-0,2%) (ABr).

 

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