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Produção de veículos caiu 42% em setembro

Em setembro foram fabricadas 174,2 mil unidades, contra 216,6 mil em agosto.

A produção de veículos automotores no Brasil caiu 19,5% em setembro na comparação com agosto

Segundo o balanço divulgado ontem (6) pela Anfavea, em setembro foram fabricadas 174,2 mil unidades, contra 216,6 mil em agosto. Em relação ao mesmo mês de 2014, quando foram produzidos 300,8 mil veículos, a queda verificada no mês passado chega a 42,1%. No acumulado do ano, o total de unidade fabricadas chega a 1,9 milhão, número inferior aos 2,38 milhões produzidos de janeiro a setembro do ano passado.
Nas vendas, houve queda de 3,5% em setembro na comparação com agosto. Foram licenciados 200,1 mil veículos no mês passado, contra 207,3 mil em agosto. Em relação a setembro de 2014, quando foram comercializadas 296,3 mil unidades, a queda chega a 32,5%. De janeiro a setembro 1,95 milhão de veículos foram vendidos, 22,7% a menos do que os 2,52 milhões comercializados no mesmo período de 2014.
Os níveis de emprego ficaram praticamente estáveis em setembro em relação a agosto. Houve queda de 0,6%. No mês passado, estavam empregadas na indústria automotiva 133,6 mil pessoas, contra 134,3 mil no mês anterior. Em relação a setembro de 2014, quando as fábricas empregavam 147,7 mil funcionários, o fechamento de postos de trabalho corresponde a 9,6% (ABr).

Caiu o índice de satisfação com a vida do brasileiro

Índice do Medo do Desemprego teve nova alta no mês.

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou, em setembro, que o índice de satisfação com a vida do brasileiro caiu 1,8%, em comparação com junho. Com isso, o índice alcançou 93,9 pontos, o mais baixo nível desde 1999, quando o indicador trimestral começou a ser calculado. Em setembro de 2014, o índice chegou a 103,8 pontos.
O índice de satisfação com a vida leva em conta a opinião dos entrevistados sobre questões de interesse das famílias, como, por exemplo, emprego e endividamento. A previsão leva em conta o provável comportamento dos consumidores: quanto mais otimistas, maior o gasto. E, quanto mais insatisfeitos e com medo de desemprego, menor é o consumo.
A maior queda do índice foi registrada entre as pessoas com renda familiar menor. Entre os que recebem até um salário mínimo, a satisfação com a vida caiu 13,5% em 12 meses. Na parcela da população que ganha mais de cinco salários mínimos, o indicador recuou 3,9% em setembro frente a igual mês do ano passado, informou a CNI.
A pesquisa da CNI indica também que o Índice do Medo do Desemprego teve nova alta no mês passado e aumentou 37,5% na comparação com setembro de 2014. O medo do desemprego, que ficou em 105,9 pontos, é também o maior desde setembro de 1999 (ABr).

Pedaladas fiscais e afastamento de Nardes

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) criticou a tentativa de afastar o ministro Augusto Nardes, relator do processo no Tribunal de Contas da União (TCU). Para o senador, nenhuma suspeita se aplica ao ministro, que recomendou a rejeição dos números devido às chamadas pedaladas fiscais.
Aloysio classificou a iniciativa de afastar Augusto Nardes de “chicana fadada ao fracasso, e contestou o posicionamento de governistas que classificam como golpe o julgamento das contas de Dilma. “Isso é desejo do governo, que gostaria que as contas dos presidentes da República continuassem se acumulando nas gavetas do Senado ou da Câmara dos Deputados, sem apreciação do Congresso depois de receberem parecer prévio do TCU.
O senador também criticou a recente troca de ministros, que considera um sinal negativo para o novo mandato de Dilma Rousseff. Em sua opinião, o governo tenta trocar favores para conseguir votos contra o impeachment, e a nomeação de Ricardo Berzoini para ministro da nova Secretaria de Governo revela o cerco político que o ex-presidente Lula promove em torno de Dilma (Ag.Senado).

Mercosul e Europa podem acelerar acordo

O tratado transpacífico põe “boa pressão” para que haja acordo comercial mais rápido entre o Mercosul e União Europeia, disse o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro. ”Acho que eles [europeus] precisam também fortalecer esse eixo à medida que os Estados Unidos se fortalecem em uma área da América do Sul. Os europeus precisam responder a isso”, disse.
Armando Monteiro informou que a troca de propostas entre o Mercosul e a União Europeia deverá acontecer até o início de novembro. Na quinta-feira (1º) e sexta-feira (2) passadas, as delegações do Mercosul e da UE encontraram-se no Paraguai para acertar os últimos detalhes.
A CNI espera que o Brasil acelere as negociações comerciais, principalmente com a União Europeia, agora que foi fechada a Parceria Transpacífico. A CNI declarou também que acompanha com preocupação a criação do novo bloco porque o “acordo mostra que enquanto o mundo se fecha em grandes blocos, Brasil e Mercosul continuam isolados” (ABr).

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