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EUA e 11 países fecham maior acordo comercial da história

EUA abre

Após quase oito anos de negociações, os Estados Unidos e mais 11 países da região do Pacífico fecharam o maior acordo comercial regional da história, reunindo 40% do PIB global

As negociações se intensificaram nos últimos nove dias e o texto foi assinado em Atlanta.
O Trans-Pacific Partnership (TPP) que ainda precisa ser aprovado pelo Legislativo de todos os signatários, reduzirá as barreiras alfandegárias, remodelará as indústrias e regulamentará preços e padrões ambientais. Juntas, as 12 nações que assinaram o TPP (Canadá, Japão, EUA, Austrália, Brunei, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã), representam 40% da produção econômica mundial.
O acordo foi celebrado pelo presidente dos EUA, Barack Obama. “O TPP prevê vínculos mais fortes no mercado de trabalho e na regulamentação ambiental, empenhos que serão respeitados por todos”, disse o mandatário, ressaltando que seu país será beneficiado com a eliminação de 18 mil impostos que atualmente incidem sobre os produtos norte-americanos. “Não podemos deixar que países como a China escrevam as regras da economia global. O acordo abrirá novos mercados aos nossos produtos”, disse (ANSA).

Inflação continuará elevada em 2016

Ainda que o Banco Central do Brasil tenha elevado a Taxa Selic de 7,25% para 14,25% nos últimos dois anos, os preços continuarão sob pressão em 2016. De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, “a inflação de 2015 encerrará o ano em torno de 10% e, em 2016, muito próxima do teto da meta, podendo, inclusive, ultrapassá-la”. 

Para o economista, a expressiva desvalorização do Real contaminará os preços da economia, o que ainda não aconteceu em decorrência da forte recessão econômica. Adicionalmente, os aumentos de impostos também impactarão os custos das empresas. Segundo Vartanian é possível que alguns fatores amenizem os efeitos inflacionários para o próximo ano, como a queda nos preços das commodities no mercado internacional e a queda nos salários reais da economia brasileira decorrente do desemprego e da ausência de reajuste real do salário mínimo.

Queda da economia tem 12ª piora seguida

A economia brasileira deve encolher 2,85%, este ano, de acordo com a projeção de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC). Essa foi a 12ª piora consecutiva na estimativa para a queda do PIB. Na semana passada, a estimativa estava em 2,8%. No próximo ano, a retração deve ser menor: 1%, a mesma projeção anterior.
Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 6,50%, este ano. A estimativa anterior era 6,65% de queda. Para 2016, a projeção de retração passou de 0,60% para 0,29%. A projeção para o dólar ao final do ano chegou a R$ 4, contra R$ 3,95 previstos na semana passada. Para o fim de 2016, a estimativa para a cotação do dólar também é R$ 4.
As estimativas para a inflação também pioraram. A estimativa do mercado financeiro para o IPCA subiu pela terceira vez seguida, ao passar de 9,46% para 9,53%, este ano. Para 2016, no nono ajuste seguido, a projeção passou de 5,87% para 5,94%. A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo IGP-DI, que passou de 8,26% para 8,42%, este ano. Para o IGP-M, a estimativa subiu de 7,88% para 8,34%, em 2015. A estimativa para o IPC-Fipe passou de 9,46% para 9,66%, este ano. A projeção para a alta dos preços administrados passou de 15,50% para 15,55%, este ano, e de 5,92% para 6%, em 2016 (ABr).

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