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Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano.

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A previsão do PIB para 2020 permaneceu em 2,10%. Foto: Felipe Frazão/Getty Images/Reprodução

Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019. Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022. A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano (ABr).

Percepção sobre situação financeira apresenta melhora

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41% dos consumidores adimplentes disseram que a situação financeira está melhor. Foto: Boa VistaSCPC/Reprodução

Mesmo com a capacidade de endividamento dos consumidores ainda limitada pelo fraco crescimento da renda das famílias, há uma percepção de que a situação financeira atual melhorou na comparação entre o 1º semestre de 2019 e o mesmo período do ano passado. A constatação é de um levantamento com abrangência nacional feito pela Boa Vista, com cerca de 2.200 entrevistados, adimplentes e inadimplentes.

A percepção de melhora nas finanças foi puxada principalmente por aqueles que não possuem restrição (nome sujo). 41% dos consumidores adimplentes disseram que a situação financeira está melhor (atuais), contra 35% dos respondentes no 1º semestre de 2018. Já 51% dos inadimplentes, ou seja, os que estão com o ‘nome sujo’, informaram que a situação financeira está pior (mesmo % registrado no 1ºSem18). 42% dos consumidores declararam que a quantidade de dívidas diminuiu, contra 37% no 1º semestre de 2018.

Para 30% não mudou nada e para 28% as dívidas aumentaram. Quando separados os perfis de público, 50% dos adimplentes disseram que a quantidade de dívidas diminuiu (atuais) versus 40% (1ºSem18). E no caso dos inadimplentes, 36% informaram que a quantidade de dívidas aumentou (atuais) contra 39% (1ºSem18). 89% dos consumidores esperam melhora nas finanças pessoais para este ano. Ou seja, que a relação recebimentos versus gastos seja positiva. Outros 7%, por outro lado, acreditam que esta relação deverá ficar igual e 4% que irá piorar (Boa Vista SCPC).

Preços de alimentos provocam queda do IPC-S em agosto

Agência Brasil

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,17% em agosto deste ano, taxa inferior ao 0,31% de julho. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a queda da taxa foi provocada principalmente pelos alimentos, que registraram redução de preços (deflação) de 0,36% em agosto, ante uma inflação de 0,35% em julho.

Também registraram queda na taxa os grupos de despesas habitação (de 1,02% em julho para 0,81% em agosto), vestuário (de -0,24% para -0,29%), saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,18%) e despesas diversas (de 0,35% para -0,05%). Três grupos de despesa tiveram alta: transportes (de -0,48% para 0,13%), educação, leitura e recreação (de -0,03% para 0,13%) e comunicação (de 0,03% para 0,38%).

Bancos não podem deixar de atender presencialmente

Agência Brasil

Os bancos não podem deixar de atender clientes presencialmente, mesmo quando estiver disponível o atendimento em outros canais. A determinação é do Banco Central (BC). De acordo com a resolução, é “vedado às instituições impedir o acesso, recusar, dificultar ou impor restrição ao atendimento presencial em suas dependências, inclusive em guichês de caixa, a clientes ou usuários de produtos e de serviços, mesmo quando disponível o atendimento em outros canais”.

Essa determinação não se aplica aos serviços de arrecadação ou de cobrança, quando não houver contrato ou convênio para a sua prestação celebrado entre a instituição financeira e o ente beneficiário; ou o contrato ou convênio celebrado não contemple o recebimento em guichê de caixa das dependências da instituição.

A regra também exclui o recebimento de boletos de pagamento de emitidos fora do padrão, das especificações ou dos requisitos vigentes para o instrumento; recebimento de documentos mediante pagamento por meio de cheque; e as instituições que não possuam dependências ou às dependências de instituições sem guichês de caixa.

A resolução determina ainda que “é vedada a imposição de restrições quanto à quantidade de documentos, de transações ou de operações por pessoa, bem como em relação a montante máximo ou mínimo a ser pago ou recebido ou ainda quanto à faculdade de o cliente ou o usuário optar por pagamentos em espécie”. As cooperativas de crédito devem informar em suas dependências, “em local visível e em formato legível, se realizam atendimento a não associados e quais os serviços disponibilizados”.

Argentina limita compra de dólar

Após semanas de instabilidade no mercado financeiro e em meio a uma crise econômica, o governo da Argentina impôs limites para a compra de dólares. A medida foi anunciada no domingo (1) pelo Banco Central da República Argentina (BCRA) e já está valendo. A gestão de Mauricio Macri decidiu fixar um limite de US$ 10 mil por mês para pessoas físicas adquirirem a moeda norte-americana, com o objetivo de conter a disparada na cotação do dólar. Já as pessoas jurídicas precisarão acionar o BCRA para realizar operações, como formação de ativos externos, pré-pagamentos de dívidas e remessas ao exterior  (ANSA).

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