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Inadimplência das empresas em alta cresceu 3,50% em julho

O número de empresas com contas em atraso continua crescendo no país, embora de forma mais moderada em relação aos anos anteriores.

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O crescimento econômico ainda em ritmo abaixo do esperado continua impactado a capacidade de pagamento das empresas. Foto: Reprodução/Internet

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que a quantidade de pessoas jurídicas negativadas apresentou alta 3,50% no último mês de julho frente igual período do ano passado. Já na comparação com o mês anterior, sem ajuste sazonal, houve um recuo de 0,45%.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar Costa, o crescimento econômico ainda em ritmo abaixo do esperado continua impactado a capacidade de pagamento das empresas. “Os setores vão se recuperando muito lentamente e a indústria vem trabalhando com níveis elevados de capacidade ociosa, o que contribui para que as empresas enfrentem dificuldades em honrar seus compromissos”, explica Costa.

Outro indicador mensurado é o de dívidas em atraso. Em julho, houve um crescimento de 0,64% frente ao mesmo período do ano passado. A maior fatia do total de pendências (70%) é devida ao setor de serviços, que engloba bancos e financeiras. O comércio responde por 17% dos setores credores, enquanto a indústria por 12%. Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas de empresas negativadas ficaram com os ramos de serviço, que apresentou avanço de 5,99% na comparação anual.

O comércio, por sua vez, teve alta de 1,46% na quantidade de atrasos, enquanto a indústria cresceu 1,11%. Em todos os casos, houve aceleração do crescimento do número de empresas negativadas. “Ainda se observa um crescimento da inadimplência entre as empresas, que reflete um cenário econômico abaixo do esperado. Mas também é fato que a inadimplência já não cresce às mesmas taxas que vimos no auge da crise. Para os próximos meses, tudo vai depender da evolução do crédito e da atividade econômica”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior (CNDL/SPC Brasil).

PIB: responsabilidade fiscal é a estratégia

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O PIB registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre. Foto: Pixabay/Reprodução

Agência Brasil

A estratégia adotada pelo governo, de crescimento com responsabilidade fiscal, vai se mostrando acertada, na avaliação da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, em nota divulgada ontem (29) para analisar o resultado do PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Segundo o IBGE, o PIB registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior.

“Apesar do forte ajuste nas contas públicas, representada por uma queda de 1% no consumo do governo, o crescimento no trimestre foi positivo e acima das projeções de mercado”, disse a secretaria na Nota Informativa – Resultado do Crescimento do PIB. De acordo com a secretaria, as instituições financeiras esperavam crescimento de 0,2%.

A secretaria destaca, no entanto, que o cenário econômico continua desafiador. “O ajuste fiscal em curso, a baixa produtividade da economia brasileira e a incerteza da conjuntura internacional sugerem ainda um longo caminho a percorrer. Mas não deixa de ser importante frisar que, a despeito desses desafios, a conjuntura brasileira hoje mostra-se mais favorável do que era há alguns meses”, finalizou a secretaria.

Indonésia abre mercado para carnes brasileiras

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a abertura do mercado de carnes brasileiras para a Indonésia. Serão 10 plantas habilitadas para exportação de pelo menos 25 mil toneladas de carne bovina. "Recebemos a boa notícia dessa conquista. Isso é bom para o nosso PIB, é bom para o nosso produtor rural, que tenha mais gente comprando carne para exportar, é bom para os nossos frigoríficos que podem continuar gerando emprego", comemorou.

Em maio, a ministra esteve reunida com o ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, para discutir a abertura do mercado de carnes brasileiras para o país asiático. Durante o encontro, a ministra destacou que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país (Mapa).

Argentina busca renegociar prazos com o FMI

Agência Brasil

Em pronunciamento feito na manhã de ontem (29), o presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que está focado em reduzir o impacto da inflação e das incertezas no período pré-eleitoral. E que as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, como a renegociação dos prazos para pagar a dívida com o FMI, servirão "para defender a estabilidade cambial em curto, médio e longo prazos".

Entre as medidas, anunciadas por Lacunza, está ainda a renegociação do pagamento da dívida da Argentina com o FMI. "A Argentina não tem um problema de solvência, mas de liquidez a médio prazo", disse, ressaltando que o país está comprometido com os pagamentos. A declaração ocorre um momento em que os mercados temem que o país se torne inadimplente.

Quanto às dívida de curto prazo, o ministro Hernán Lacunza anunciou o reagendamento dos pagamentos de títulos em dólares a investidores institucionais, que detêm 10% desses papéis na Argentina. O objetivo é aliviar a pressão sobre as reservas internacionais e permitir que sejam usadas para intervir no mercado de câmbio e preservar a moeda. Macri ressaltou que entende a insatisfação dos argentinos e citou "o cansaço de nadar contra a corrente, especialmente no último ano e meio, que foi muito duro para todos". Ele disse que seu único objetivo é levar tranquilidade ao país.

Bolsonaro diz que governo “está no caminho certo”

Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro comentou ontem (29) o crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior.

“PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2019, o dobro do previsto pelos jornais/especialistas e o melhor resultado em 6 anos para o período”, destacou Bolsonaro, em publicação em sua conta no Twitter. "Estamos no caminho certo", esceveu o presidente.

O PIB somou R$ 1,78 trilhão no período, puxado, sob a ótica da produção, pelos crescimentos de 0,3% do setor de serviços e de 0,7% da indústria. A agropecuária recuou 0,4%. Os dados foram divulgados ontem (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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