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Produção total de etanol deve ficar em 31,6 bilhões de litros

Este ano o Brasil deverá produzir 30,3 bilhões de litros de etanol da cana-de-açúcar e mais 1,35 bilhão de litros a partir do milho, o que dá um total de 31,6 bilhões de litros.

Petrobras temporario

A Região que mais se destaca na utilização do cereal como combustível é o Centro-Oeste. Foto: altapaulistanews/reprodução

Os dados são do 2º levantamento da Safra de Cana 2019/20, divulgado ontem (22), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nos subprodutos gerados a partir da cana-de-açúcar, o etanol anidro deve chegar a 10,5 bilhões de litros, ou seja, 12,6% a mais que em 2018/19.

Este composto é utilizado na mistura com a gasolina. Já no caso do hidratado, a tendência é uma queda de 14,1%, em relação à safra passada, chegando a 19,8 bilhões de litros. Com relação à produção de açúcar, esta deverá atingir 31,8 milhões de toneladas este ano, um crescimento de 9,5%. No plantio da cana, o estudo aponta um acréscimo de 0,3% na produção em relação à safra passada, chegando a 622,3 milhões de toneladas. Em compensação, a área colhida está estimada em 8,38 milhões de hectares, uma queda de 2,4%.

A partir do 1º levantamento da safra 2019/20, divulgado em maio, a Conab passou a incluir na divulgação as estatísticas totais de etanol, o que engloba também os dados sobre o etanol à base de milho. Isso porque o cereal vem assumindo um papel de relevância crescente na produção do combustível. A Região que mais se destaca na utilização do cereal como combustível é o Centro-Oeste, com 94,2% da oferta nacional em 2019, ou seja, 1,27 bilhão de litros, um crescimento de 62,4% em relação à safra passada (GI/Conab).

Vestuário será o mais beneficiado com saques do FGTS

Turismo temporario

Esse esperado aumento de vendas vai chegar em muito boa hora. Foto: Freepik/CNC

O setor de vestuário deverá ser o que mais se beneficiará pelas medidas de estímulo ao consumo que permitirá, a partir de setembro, que os consumidores façam saques em suas contas do FGTS e do PIS/Pasep. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que, do total de R$ 30 bilhões que deverão ser sacados, entre setembro e dezembro, pelo menos R$ 3,3 bilhões sejam gastos no segmento de vestuário, ou seja, 11% dos recursos que serão injetados no mercado.

Na avaliação da CNC, embora não tenha efeito duradouro, esse esperado aumento de vendas vai chegar em muito boa hora. “O volume de vendas no segmento de vestuário, calçados e acessórios seguiu na contramão do varejo, no primeiro semestre de 2019”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes. “O crédito caro e a inércia no mercado de trabalho têm inibido o processo de recuperação das vendas”, completa o economista, ao lembrar que, em 2017, quando também houve uma liberação de saques do FGTS, o varejo ficou com R$ 12 bilhões dos R$ 44 bilhões injetados na economia.

O segmento de vestuário foi o que mais se beneficiou, concentrando 38% do total que coube ao varejo, ou seja, R$ 4,1 bilhões. “Como o consumidor está menos endividado do que em 2017, é possível esperar um efeito até relativamente maior no varejo e no segmento de vestuário, em 2019, apesar de o montante ser menor”, afirma Bentes (AI/CNC).

Arrecadação chega ao melhor resultado desde 2011

Agência Brasil

A arrecadação das receitas federais somou R$ 137,735 bilhões, em julho de 2019, informou ontm (22) a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Economia. O crescimento real (descontada a inflação) comparado ao mesmo mês de 2018 chegou a 2,95%. É o maior resultado para o mês desde julho de 2011 (R$ 141,801 bilhões).

Segundo o chefe do Centro de Estudos da Receita, Claudemir Malaquias, o resultado do mês foi influenciado por eventos atípicos. O principal motivo foi o aumento da arrecadação de receitas extraordinárias de aproximadamente R$ 3,2 bilhões com IRPJ e da CSLL. Isso aconteceu devido a reorganizações societárias, em que há incidência dos tributos sobre o ganho de capital com a nova organização societária das empresas. Também houve influência do crescimento da arrecadação de depósitos judiciais.

Nos sete meses do ano, a arrecadação chegou R$ 895,330 bilhões, com aumento real de 1,97%. O valor corrigido pela inflação chegou a
R$ 902,506 bilhões, o maior volume arrecadado no período também desde 2014, quando chegou a R$ 905,371 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

As receitas administradas pela Receita (como impostos e contribuições) chegaram a R$ 127,637 bilhões, em julho, com aumento real de 4,15%, e acumularam R$ 854,285 bilhões nos sete meses do ano, alta de 1,6%. Segundo Malaquias, a arrecadação segue em crescimento acima do PIB, mas ainda está abaixo da expansão das despesas.

Prévia da inflação de agosto desacelera

Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação, variou 0,08% em agosto, taxa muito próxima ao 0,09% registrado em julho. No acumulado do ano, o IPCA-15 tem alta de 2,51% e no acumulado de 12 meses a variação é 3,22%, um pouco abaixo dos 3,27% do acumulado nos 12 meses fechados em julho. Em agosto do ano passado a taxa foi 0,13%. Os dados foram divulgados ontem (22) pelo IBGE.

Dos nove grupos pesquisados, quatro apresentaram deflação. Transportes (-0,78%) segue a tendência de queda verificada em julho
(-0,44%), assim como Vestuário, com -0,07% depois de -0,19% no mês anterior. Alimentação e bebidas (-0,17%) e saúde e cuidados pessoais (-0,32%) tiveram queda em agosto, após registrarem altas de 0,03% e 0,34%, respectivamente.

O destaque das altas foi o grupo habitação, com variação de 1,42%. Artigos de residência subiram 0,82%, comunicação teve alta de 0,44%, despesas pessoais ficaram 0,27% mais caros e o grupo educação teve aumento de 0,07%. No grupo transportes, o maior impacto foi o preço da gasolina, que caiu 1,88%. O etanol registrou -1,09%, o óleo diesel -1,70% e o gás veicular -0,07%. Já as passagens aéreas apresentaram queda de 15,57%, após as altas de 18,98% em junho e de 18,10% em julho.

"O Cade precisa trabalhar", diz Skaf

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) é um dos mais importantes órgãos do Estado brasileiro. Composto por sete conselheiros, tem uma missão indispensável: garantir a livre concorrência no Brasil. O Cade monitora o mercado e pune práticas de concorrência desleal, além de analisar todas as grandes fusões e aquisições, a fim de assegurar o equilíbrio de condições entre os competidores.

Por isso é urgente que sejam preenchidas as quatro vagas de conselheiros que estão em aberto desde o dia 17 de julho. Com apenas três representantes com mandato em vigência, o Cade está impedido de realizar reuniões deliberativas. Com isso, grandes fusões e aquisições estão paradas, pendentes de apreciação.

Outras, já aprovadas pela Superintendência-Geral do órgão, não podem ser consumadas. Isso adia investimentos e posterga a geração de empregos que tanto necessitamos. "É imperativo que o Cade volte a trabalhar, destravando negociações e garantindo a movimentação da economia e a livre concorrência no Brasil", diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp (AJI).

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