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Correção do crédito imobiliário pela inflação vai aquecer o mercado

A utilização do IPCA na correção do crédito imobiliário, lançada pelo governo federal, deve movimentar o mercado, ao atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e criar um mercado secundário atuante, que possa suprir o setor do volume de recursos necessários ao seu crescimento.

Petrobras temporario

O consumidor vai pagar menos de prestação pois vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas’. Foto: CBIC/Reprodução

É o que acredita o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. “A modalidade transfere o indexador da prestação da TR [Taxa de Transferência], que está zerada, para um índice de preços, ou seja, atualiza a prestação com aquilo que houve efetivamente de inflação”, afirma.

A grande vantagem, segundo Martins, é que dessa forma é possível baixar as taxas de juros, além de atrair mais investidores. “Nessa modalidade serão atraídos recursos oriundos de fundo de pensão e de investidores institucionais, que poderão trabalhar e comprar os papéis. Isso traz mais dinheiro para o mercado”, pontua.

O consumidor final vai pagar menos de prestação pois o Brasil vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de apostas’. “Hoje, o investidor se afasta da caderneta de poupança. Ele não aceita o FGTS ser corrigido desta forma. Então se tem uma série de problemas na hora da captação do recurso e o que se pretende agora é normalizar essa situação. A partir daí a concorrência desse dinheiro irá diminuir o custo das operações”, explica (AI/CBIC).

Movimento do Comércio recuou 0,7% em julho

Turismo temporario

A liberação de contas do FGTS deve trazer uma injeção de ânimo para o comércio. Foto: Reuters/Reprodução

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, recuou 0,7% em julho na comparação com junho, de acordo com dados apurados pela Boa Vista. A queda se deu após a alta de 1,3% em junho. Na comparação com julho de 2018, houve queda de 3,7%, enquanto, no acumulado em 12 meses, o indicador registrou desaceleração e subiu 1,2%.

Fatores como alto nível de desocupação e subutilização da mão de obra, menor confiança e tímido crescimento da renda continuam sendo os principais entraves para uma evolução mais robusta do setor. Apesar das condições favoráveis do mercado de crédito, o endividamento em alta também parece comprometer uma retomada mais acelerada dos empréstimos e, consequentemente, das vendas.

A liberação dos recursos de contas ativas e inativas do FGTS, por outro lado, deve trazer uma injeção de ânimo para o comércio. A expectativa é que a medida comece a ter impactos significativos no comércio a partir de setembro. Ainda assim, trata-se de uma ação pontual e com efeitos temporários, que rapidamente se dissiparão, sem uma melhora substancial da dinâmica do mercado de trabalho (AI/Boa Vista SCPC).

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO SUBIU 1,6% EM JULHO

O indicador de recuperação de crédito da Boa Vista – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base do SCPC – registrou alta de 1,6% em julho contra junho, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com julho de 2018, houve diminuição de 0,9%, de forma que, no ano, o indicador acumula queda de 6,1%.

Em termos regionais, o acumulado do ano apresenta alta apenas na região Norte (0,5%). Em sentido oposto, na região Sul foi registrada a maior redução (-13,7%), seguida do Sudeste (-5,6%), Centro-Oeste (-4,7%) e Nordeste (-3,3%). Na comparação mensal, contudo, todas as regiões apresentaram alta no período.

Se, por um lado, o indicador de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, por outro lado, o indicador de recuperação também segue em queda nesta base de comparação (-3,1% em julho), sinalizando dificuldade dos consumidores com dívidas em atraso de reequilibrarem a sua situação financeira e saírem do cadastro de inadimplentes.

Entre os principais fatores por trás desta dificuldade, é possível apontar os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra e o fraco crescimento da renda. Apesar da alta do indicador em julho, ainda não há indícios sólidos de melhora na recuperação de crédito (Boa Vista SCPC).

BNDES divulga lista de 134 compradores de aviões da Embraer

Agência Brasil

Lista divulgada pelo BNDES mostra que, no período de 2009 a 2014, a instituição financiou 134 aeronaves da Embraer no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), resultando no valor total emprestado de R$ 1,92 bilhão. As taxas de juros eram fixas e variaram de 2,5% ao ano até 8,7% ao ano, de acordo com a taxa do PSI praticada à época, que era inferior à taxa básica da economia (Selic).

De acordo com o BNDES, o custo estimado para o Tesouro com o subsídio das operações atingiu R$ 693 milhões em valores corrigidos.
Todos os empréstimos foram concedidos por meio de operações indiretas automáticas, nas quais os recursos do BNDES são repassados aos clientes por bancos intermediários, que se encarregam de fazer a análise de risco e a contratação da operação de crédito.

Segundo o BNDES, a divulgação da lista faz parte da política de transparência da atual direção do banco. “[O PSI] foi uma política pública instituída por lei em 2009, operacionalizada pelo BNDES segundo condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, e as operações aqui detalhadas seguiram o arcabouço institucional vigente”, destaca a instituição.

Ricardo Liáo assume o antigo Coaf

Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nomeou ontem (20) Ricardo Liáo para a presidência da Unidade de Inteligência Financeira (UIF), antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele substituirá Roberto Leonel de Oliveira Lima. Liáo, servidor de carreira do BC, era diretor de Supervisão do Coaf, área responsável pela regulação, fiscalização e a aplicação de penas administrativas relativas à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A Unidade de Inteligência Financeira será “responsável por produzir e gerir informações de inteligência financeira para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa e promover a interlocução institucional com órgãos e entidades nacionais, estrangeiros e internacionais que tenham conexão com a matéria”.

O Conselho Deliberativo será composto pelo presidente da UIF e por, no mínimo, oito e, no máximo, quatorze conselheiros, escolhidos dentre cidadãos brasileiros com reputação ilibada e reconhecidos conhecimentos em matéria de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo ou ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa.

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