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Em junho, custo da cesta básica caiu em 10 capitais

Em junho, o custo da cesta básica caiu em dez das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada ontem 4, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas demais capitais analisadas pelo Dieese, o custo da cesta subiu.

Em junho temsproiro

As quedas mais expressivas ocorreram em Brasília (6,65%), Aracaju (6,14%) e Recife (5,18%). Foto: Tânia Rêgo/ABr

Segundo o Dieese, as quedas mais expressivas ocorreram em Brasília (6,65%), Aracaju (6,14%) e Recife (5,18%). As maiores altas foram registradas em Florianópolis (1,44%), Rio de Janeiro (1,16%), Belo Horizonte (1,05%) e Campo Grande (1,03%). De janeiro a junho deste ano, todas as capitais analisadas acumularam aumentos, com destaque para Vitória (20,20%). A menor taxa foi registrada em Campo Grande (1,29%).

A cesta mais cara do país é a de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 501,68, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 498,67) e por Porto Alegre (R$ 498,41). As cestas mais baratas foram observados em Aracaju (R$ 383,09) e Salvador (R$ 384,76).

Com base na cesta mais cara do país, que foi observada em São Paulo, o valor do salário mínimo em junho, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 4.214,62, ou 4,22 vezes o mínimo de R$ 998,00.

Tratado UE-Mercosul  e o Acordo de Paris

Tratado temsproiro

Líderes de UE e Mercosul anunciam acordo de livre comércio. Foto: ANSA

O texto do tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul contém um artigo no qual os signatários se comprometem com a plena implantação do Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015. A informação foi passada por fontes da Comissão Europeia, o poder Executivo da UE, e seria uma forma de garantir o respeito do Brasil ao pacto climático.

"Há um capítulo sobre desenvolvimento sustentável que é vinculante, permitindo que as partes possam iniciar uma disputa se alguém não cumprir o compromisso de aplicar o Acordo de Paris", disse uma fonte europeia. Bolsonaro já criticou o pacto sobre clima em diversas ocasiões, mas, pressionado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, garantiu a permanência do Brasil no acordo, o que possibilitou a assinatura do tratado entre Mercosul e UE.

O Acordo de Paris obriga os Estados signatários a manterem o aumento da temperatura média do planeta "bem abaixo" de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. Além disso, o Brasil prometeu reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 43% e zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 (ANSA).

Prazo para renovação de contratos do Fies

Agência Brasil

O prazo os estudantes renovarem contratos do Novo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ficará aberto até o dia 31 de agosto. O aditamento deve ser feito pela internet. Ao todo, 128 mil estudantes que contrataram o Fies a partir de janeiro de 2018 devem fazer o procedimento. De acordo com a Caixa, uma das condições para o aditamento é estar com os pagamentos em dia. A não realização do aditamento por três semestres consecutivos pode ocasionar o cancelamento do contrato.

Os estudantes também podem fazer o pedido de suspensão ou encerramento do semestre pelo mesmo sistema. A partir de segunda-feira (8), será possível solicitar a transferência de instituição de ensino.
Caso haja necessidade de alterações no contrato, como a troca de fiador, o estudante deve comparecer a uma agência da Caixa. Nesse caso específico, o estudante deverá comparecer com o novo fiador e apresentar a documentação necessária para assinatura de termo aditivo ao contrato.

Indicador de investimentos cresceu em maio

Agência Brasil

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve alta de 1,3% em maio, em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados ontem (4), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e mostram o quanto as empresas investiram e aumentaram seus bens de capital. O indicador do Ipea é um dos componentes do PIB pelo lado da demanda e seu crescimento sinaliza um aumento da capacidade produtiva das empresas, refletindo a melhora da confiança dos empresários nos negócios.

Os investimentos aceleraram também no acumulado em 12 meses, passando de 2,7% em abril para 4,2% em maio. Em 2019, o indicador cresceu 3%. Quando comparado com o mês de maio do ano passado, o indicador registrou crescimento de 13,9%, influenciado, parcialmente, pelos efeitos da greve dos caminhoneiros em 2018, que geraram uma base de comparação menor. O indicador computa investimentos em máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos.

Apenas a construção civil apresentou desempenho negativo em maio, com queda de 0,8% em relação a abril. O consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) cresceu 3,9% em maio. O destaque vai para a importação de bens de capital, que avançou 16,1%. A produção nacional avançou 2%. O componente de outros ativos fixos teve alta de 0,6% no período, contribuindo para o resultado positivo dos investimentos, segundo o Ipea.

Produção de veículos teve alta no primeiro semestre

Agência Brasil

A produção de veículos teve um aumento de 2,8% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2018. Segundo balanço divulgado ontem (4) pela Anfavea, de janeiro a junho foram fabricadas 1,47 milhão de unidades, enquanto nos primeiros seis meses de 2018 a produção ficou em 1,43 milhão de veículos. Em junho, no entanto, foi registrada uma retração de -9% em junho em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Foram produzidos 233,1 mil veículos, contra 256,3 mil em junho de 2018. Em relação a maio deste ano, a queda ficou em -15,5%. As vendas tiveram alta de 12,1% no semestre, com a comercialização de 1,31 milhão de unidades. Em junho, foram vendidos 223,2 mil veículos, um crescimento de 10,5% em relação ao resultado do mesmo mês de 2018. Na comparação com maio, quando foram vendidas 245,4 mil unidades, a comercialização registra uma queda e -9,1%.

A produção de caminhões cresceu 11,8% no primeiro semestre do ano em relação ao período de janeiro a junho de 2018, com a fabricação de 55,4 mil unidades. Em junho, a produção ficou em 10 mil caminhões, uma alta de 16,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas tiveram um aumento de 46,1% nos primeiros seis meses do ano, com o licenciamento de 46,8 mil caminhões.

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