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Estimativa do mercado para expansão da economia cai outra vez

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia segue em queda.

Estimativa temproario

Banco Central divulga às segundas-feiras boletim Focus com previsões sobre a economia brasileira. Foto: Wilson Dias/ABr

É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa semanal a instituições financeiras, feita pelo Banco Central(BC) e divulgada ontem (24), em Brasília. A projeção para a expansão do PIB desta vez foi reduzida de 0,93% para 0,87%. Essa foi a 17ª redução consecutiva.

A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020. A estimativa é de 2,20%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%. A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA, caiu de 3,84% para 3,82% este ano, na quarta redução seguida. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 6,5% ao ano, na última semana pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,75% ao ano, a mesma perspectiva da semana passada. Para o fim de 2020, a expectativa para a taxa básica volte para 6,5% ao ano, e, no fim de 2021, chegue a 7,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança (ABr).

EUA buscam coalizão global contra Irã

EUA temproario

Secretário de Estado americano, Mike Pompeo. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Deutsche Welle/ABr

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, iniciou ontem (24) viagem ao Oriente Médio com o objetivo de formar uma coalizão internacional contra o Irã, após o acirramento das tensões nos últimos dias entre os dois países. Pompeo visita a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, aliados sunitas de Washington que temem o aumento da influência do Irã, país de maioria xiita.

"Conversaremos sobre como assegurar que estejamos todos estrategicamente alinhados e de que forma podemos construir uma coalizão global, uma coalizão não apenas com os Estados do Golfo, mas também na Ásia e na Europa, que compreenda esse desafio e esteja preparada para se impor ao maior patrocinador do terror em todo o mundo", disse Pompeo ao embarcar rumo a Jedá.

Pompeo manteve o mesmo tom adotado por Trump e pelo vice-presidente americano, Mike Pence, ao dizer que os EUA estão prontos para iniciar negociações com Teerã sem estabelecer condições. Essas declarações visam trazer algum alívio às tensões entre os dois países, acirradas desde o início do governo Trump, com a retirada dos EUA do acordo nuclear de 2015 com o Irã e a reimposição de pesadas sanções econômicas.

O secretário de Estado disse que seu objetivo no Oriente Médio é negar ao Irã os "recursos para apoiar o terror, desenvolver seu sistema de armas nucleares e seu programa de mísseis", além de "manter a segurança dos interesses americanos e do povo americano em todo o mundo".

Caiu a confiança do micro e pequeno empresário

O fraco desempenho da economia continua refletindo na retração dos níveis de confiança do micro e pequeno empresariado. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que após atingir valores máximos no começo do ano, esses números começam a recuar. Em maio, o Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário registrou 59,5 pontos frente a 65,7 em janeiro — uma queda de 9,4% nos últimos cinco meses.

Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfiança com os negócios e com a economia. Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o clima de desapontamento com a economia pode ser explicado por ruídos na articulação política, que vem persistindo mês após mês.

“Os dados mais uma vez sinalizam os ruídos políticos gerados ao longo dos meses, os quais trouxeram incertezas sobre a capacidade de aprovação das reformas e do próprio desempenho da economia, que vêm frustrando a classe empresarial e também consumidores”, explica.

Em termos percentuais, ao avaliar os últimos seis meses, apenas 24% dos micro e pequenos empresários notaram melhora da economia e somente 30% notaram melhora dos próprios negócios. Ainda assim, 65% estão, em alguma medida, confiantes com o futuro da economia do país e 72% projetam melhora com o futuro de seus negócios (SPC Brasil/CNDL).

Expectativa para inflação é de 5,4%

Agência Brasil

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses ficou em 5,4%, segundo pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O percentual é o mesmo registrado pela pesquisa de maio. Em junho do ano passado, no entanto, a taxa havia ficado em 5,2%.

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores brasileiros, que respondem à pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”. A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, acumulava, em maio deste ano, taxa de 4,66% em 12 meses.

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