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Comércio varejista recuou 0,6% de março para abril

O volume de vendas do comércio varejista brasileira caiu 0,6% de março para abril, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados ontem (12) pelo IBGE.

Comercio temproario

A queda foi provocada por recuos em cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE. Foto: Marcelo Camargo/ABr

A queda foi registrada depois de uma alta de 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em abril, também houve uma queda de 0,2% na média móvel trimestral. No entanto, foram registradas altas de 1,7% na comparação com abril, 0,6% no acumulado do ano e de 1,4% no acumulado de 12 meses.

A queda de março para abril foi provocada por recuos em cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%), tecidos, vestuário e calçados (-5,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8%).

Por outro lado, três atividades tiveram alta na passagem de março para abril: móveis e eletrodomésticos (1,7%), combustíveis e lubrificantes (0,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (4,3%). Segundo o IBGE, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, ficou estável de março para abril. Os veículos e peças tiveram alta de 0,2% e os materiais de construção, de 1,4%. O varejo ampliado cresceu 3,1% ante abril do ano passado, 2,5% no acumulado do ano e 3,5% no acumulado dos últimos 12 meses (3,5%).

A receita nominal do comércio varejista caiu 0,3% na comparação com março, mas cresceu 0,3% na média móvel trimestral, 7,1% na comparação com abril de 2018, 4,8% no acumulado do ano e 5,2% no acumulado de 12 meses. A receita do varejo ampliado teve queda de 0,1% na comparação com março deste ano, mas teve altas de 0,4% na média móvel trimestral, 7,4% na comparação com abril do ano passado, 5,8% no acumulado do ano e 6,5% no acumulado de 12 meses (ABr).

Inadimplente brasileiro deve, em média, R$ 3,2 mil

Inadimplente temproario

A maioria dos inadimplentes (53%) possui dívidas que não ultrapassam R$ 1.000. Foto: Dreamstime/Reprodução

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, em média, as dívidas em atraso dos inadimplentes superam em mais de três vezes o salário mínimo atual do país. O inadimplente brasileiro encerrou o último mês de maio com uma dívida média de R$ 3.239,48. O valor é 41% maior que a renda média mensal do trabalhador brasileiro (R$ 2.291, segundo o IBGE). Cada consumidor negativado têm, no geral, duas dívidas em aberto.

Embora a somatória da dívida do brasileiro seja elevada, um percentual relevante de pessoas deve quantias que não chegam a quatro dígitos. Em cada dez consumidores que estão com o CPF inscrito na lista de inadimplentes, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplentes (53%) possui dívidas que não ultrapassam R$ 1.000. Já 20% devem algum valor entre R$ 1.000 e R$ 2.500, ao passo que 16% devem entre R$ 2.500 e R$ 7.500. As dívidas acima de R$ 7.500 são objeto de preocupação para 10% das pessoas que estão negativadas no Brasil.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, os números refletem o atual quadro de dificuldades econômicas, com as famílias ainda enfrentando um alto nível de desemprego e a renda comprimida. “A conjuntura ainda é desfavorável, pois a economia tem enfrentado dificuldades para esboçar uma reação mais forte para sair da crise. As expectativas que eram positivas até uns meses atrás estão sendo revisadas seguidamente para baixo, o que afeta a confiança de consumidores e empresários”, explica Pellizzaro Junior (CNDL/SPC Brasil).

Cai a projeção de crescimento do PIB da Construção

O PIB da Construção deverá se elevar em 0,5% neste ano, e não mais em 2%, segundo nova projeção da FGV, apresentada na reunião de Conjuntura do SindusCon-SP. A estimativa é que o PIB das empresas caia 0,5%, enquanto o dos demais segmentos, como reformas e autoconstrução, se elevará em 2%, resultando no aumento de 0,5% para todo o setor.

A reunião foi coordenada pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, acompanhado do presidente do sindicato, Odair Senra. “Precisamos mostrar que a construção tem uma dinâmica diferenciada em relação a outros setores, e evitar medidas que a impeçam de retomar o seu crescimento”, alertou Zaidan.

Senra chamou a atenção para o aumento dos lançamentos de empreendimentos imobiliários financeiramente acessíveis à classe média e com poucas vagas de estacionamento, em grandes eixos viários da capital paulista – uma das medidas estimuladas pelo Plano Diretor e pela Lei de Zoneamento nos últimos anos (SindusconSP).

Consultas públicas sobre regulamentar a Cannabis medicinal

Agência Brasil

A Anvisa aprovou a realização de duas consultas públicas relacionadas à regulamentação do cultivo controlado de Cannabis sativa, para uso medicinal e científico, e o registro de medicamentos produzidos com princípios ativos da planta. Uma das consultas vai tratar dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta por empresas farmacêuticas, única e exclusivamente para fins medicinais e científicos.

A outra abordará os procedimentos para o registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base de Cannabis, seus derivados e análogos sintéticos. As consultas serão abertas a contribuições de empresas, universidades, órgãos de governo e de defesa do consumidor, além de profissionais de saúde e da população em geral.

De acordo com a Anvisa, o objetivo da iniciativa é abrir espaço para que toda a sociedade opine sobre as normas brasileiras, para que a futura regulação "seja clara, transparente e feita com ampla participação social", diz em nota. O atual processo regulatório para estabelecer os requisitos técnicos para o plantio controlado e monitorado de Cannabis teve início em 2017, quando foi criado um grupo técnico para discutir o assunto. O tema, segundo a Anvisa, é uma das prioridades da agência.

 

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