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Indicadores do mercado de trabalho mostram piora em maio

Os dois indicadores da Fundação Getulio Vargas (FGV), que buscam registrar tendências do mercado de trabalho no país, tiveram piora na passagem de abril para maio.

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O dado confirma a lentidão na recuperação do mercado de trabalho. Foto: Arquivo/SECS

O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), da FGV, caiu 6,7 pontos em maio. O indicador, que busca antecipar tendências futuras do mercado de trabalho e é calculado com base em entrevistas com empresários da indústria e dos serviços e com consumidores, chegou a 85,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível desde junho de 2016 (82,2 pontos).

De acordo com o pesquisador Rodolpho Tobler, da FGV, essa, que é a quarta queda consecutiva do Iaemp, é fruto de desapontamento com o ritmo de recuperação da atividade econômica e dos elevados níveis de incerteza. O outro índice, Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que mede a percepção dos consumidores sobre a situação atual do mercado de trabalho, subiu 0,9 ponto, para 95,7, a maior pontuação desde dezembro do ano passado.

O ICD é medido em uma escala de zero a 200 pontos, em que quanto maior a pontuação, pior é o resultado. De acordo com Tobler, apesar de ainda estar abaixo do nível do período eleitoral, o ICD teve seu terceiro resultado negativo e ainda está em um patamar elevado. Para ele, o dado confirma a percepção de lentidão na recuperação do mercado de trabalho (ABr).

Previsão de crescimento do PIB cai pela 15ª vez seguida

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A projeção do PIB desta vez foi reduzida de 1,13% para 1%. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Agência Brasil

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano chegou a 1%, após 15 reduções consecutivas. É o que mostra o boletim Focus, resultado de pesquisa do Banco Central (BC) a instituições financeiras, divulgado às segundas-feiras. A projeção para a expansão do PIB desta vez foi reduzida de 1,13% para 1%. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no fim de 2019 e de 2020.

A expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento maior em 2020, entretanto, a previsão para o próximo ano foi reduzida de 2,50% para 2,23%. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%. A estimativa de inflação, calculada pelo IPCA, caiu de 4,03% para 3,89% este ano, foi mantida em 4% para 2020 e em 3,75% para 2021 e 2022.

Na última sexta-feira (7), o IBGE) informou que o IPCA desacelerou em maio, ao variar 0,13%, 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,57%). Esse foi o menor resultado para maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano ficou em 2,22% e em 12 meses chegou a 4,66%. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Faturamento do varejo paulista atinge R$ 58,8 bilhões em março

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo seguiram a trajetória ascendente e atingiram R$ 58,8 bilhões em março, alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2018. Foi a maior cifra para o mês desde o começo da série histórica, em 2008. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 4,7%, e no acumulado de 2019, o aumento foi de 4,2%, o que representa um montante de R$ 7 bilhões maior do que o obtido no período de janeiro a março de 2018. Os dados são da pesquisa realizada mensalmente FecomercioSP, com base em informações da Sefaz-SP.

Das nove atividades pesquisadas, sete obtiveram alta em seu faturamento real no comparativo anual, com destaque para os setores de materiais de construção (7,7%), farmácias e perfumarias (6,6%) e supermercados (0,9%). Juntos, contribuíram para o resultado geral com 1,3 ponto porcentual (p.p.). Por outro lado, os segmentos de concessionárias de veículos (-6%) e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-1,6%) sofreram quedas nas vendas. Somados, impactaram negativamente com 0,8 ponto porcentual para o desempenho final.

De acordo com assessoria econômica da FecomercioSP, houve alta de 4% nas vendas do varejo, na média de fevereiro e março juntos, seguindo o crescimento visto nos meses anteriores. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, já é perceptível a desaceleração nas vendas: de 5,2% em fevereiro para 4,7% em março. Para a Entidade, o motivo é a insegurança dos consumidores em decorrência de alta do desemprego, inflação crescente e desvalorização do real, o que tem ocasionado perda do poder de compra e aumentos do endividamento e da inadimplência (AI/FecomercioSP).

Ações de combate ao furto de energia

A Enel Distribuição São Paulo está intensificando as ações de combate ao furto de energia, por meio das inspeções de fraude. Em parceria com a Polícia Civil, a empresa realizou, nos cinco primeiros meses do ano, 111 ações para flagrante, que resultaram em 106 pessoas detidas.

A maioria delas aconteceu na região Sul da capital, representando 55% do total de prisões, seguida pelas regiões Oeste (20%), Leste (14%), Norte (6%) e ABC (5%), As classes comercial e residencial são a maior fatia dos locais com furto de energia, sendo 62% e 34%, respectivamente.

Em 2018, foram encontradas mais de 11.600 irregularidades com dolo. As regiões Leste e Oeste da capital foram as mais representativas, com 33% e 24% das ocorrências, respectivamente. A maioria das irregularidades foi em residências, sendo 88% dos casos.

Além de ser crime, com pena prevista de um a oito anos de reclusão, o furto de energia afeta diretamente a qualidade do serviço prestado pela distribuidora e põe em risco a população, principalmente as pessoas que manipulam a rede elétrica. As ligações irregulares podem causar curtos-circuitos e sobrecarga na rede elétrica, ocasionando interrupção no fornecimento de energia (RI/Enel).

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