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Pesquisa indica leve recuperação no setor industrial entre 2016 e 2017

A produção industrial brasileira alcançou em 2017 o valor bruto de R$ 2,7 trilhões.

Pesquisa temproario

Em caso de reativação da economia, a indústria tem potencial de apresentar uma recuperação mais rápida. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O faturamento bruto atingiu R$ 3,9 trilhões. Desse valor, 82,5% são relativos à receita bruta da venda de produtos e serviços industriais. Os números fazem parte da Pesquisa Industrial feita pelo IBGE e divulgada ontem (6). “Em termos de faturamento, comparando 2016 com 2017, aumentou em 1,8%. Não foi um crescimento tão grande, mas como em 2015 e 2016 foram anos muito ruins, aí a base de comparação é muito baixa”, revelou a gerente da pesquisa, Synthia Santana.

Segundo a pesquisadora, em caso de reativação da economia brasileira a indústria tem potencial de apresentar uma recuperação mais rápida. Em comparação a 2008, a indústria perdeu em torno de 145,8 mil empregos em 2017. Grande parte desse total ocorreu na indústria de transformação, com queda de 2,4% do pessoal ocupado no período.

Entre 2015 e 2014 a perda ficou em 652.133 vagas. No período 2016-2015 foram perdidos 407.445 postos.

Na recuperação de vagas mostrada na pesquisa de 2017, a indústria extrativa foi a que teve melhor resultado. Synthia informou que duas atividades puxaram os números da indústria extrativa. Em toda a indústria a que mais emprega é a alimentícia, que é também a de maior valor de transformação industrial. O salário médio nas indústrias extrativas ficou na faixa de 4,7 salários mínimos, enquanto na de transformação bateu em 3,2 salários.

A pesquisadora destacou o incremento da indústria de papel e celulose no Centro-Oeste. No Nordeste também houve crescimento da indústria de papel e celulose, em especial no Maranhão e, em Pernambuco, derivados de petróleo e fabricação de veículos automotores. Na Região Sul, Santa Catarina teve destaque com a indústria têxtil. O Sudeste, apesar de ter perdido a representatividade ao longo dos últimos dez anos, foi responsável por 58,0% do valor de transformação industrial em 2017, mantendo-se na liderança do ranking da produção industrial brasileira (ABr).

Trump ameaça China com tarifas sobre mais US$ 300 bilhões

Trump temproario

Aumentaram as tensões entre as duas maiores economias do mundo. Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre "pelo menos" mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, mas disse acreditar que tanto a China quanto o México querem fazer acordos nas disputas comerciais. As tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentaram acentuadamente desde que as conversas que visavam a acabar com uma guerra comercial acirrada fracassaram no início de maio.

Embora Trump tenha dito ontem (6) que as conversas com a China prosseguem, não houve encontros bilaterais desde 10 de maio, dia em que ele aumentou em 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar. "Nossas conversas com a China, muitas coisas interessantes estão acontecendo. Veremos o que ocorre... eu poderia aumentar ao menos outros US$ 300 bilhões, e o farei na hora certa", disse Trump a repórteres, sem especificar quais bens poderiam se afetados.

"Mas acho que a China quer fazer um acordo e acho que o México quer muito fazer um acordo", disse Trump antes de subir a bordo do Força Aérea 1, no aeroporto irlandês de Shannon, para acompanhar as comemorações do Dia D na França. Em Pequim, o Ministério do Comércio chinês adotou um tom desafiador. "Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, lutaremos até o fim", disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em boletim à imprensa.

"A China não quer travar uma guerra comercial, mas tampouco tem medo de uma. Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, adotaremos as contramedidas necessárias e salvaguardaremos resolutamente os interesses da China e de seu povo". O Ministério do Comércio também divulgou relatório sobre como os EUA se beneficiaram de anos de cooperação econômica e comercial com a China, afirmando que as alegações norte-americanas de que Pequim se aproveitou do comércio bilateral são infundadas
(Reuters/ABr).

Preço da cesta básica diminui em 13 capitais

Em maio, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 13 capitais, conforme mostra resultado da pesquisa realizada mensalmente pelo Diesse em 17 cidades. As quedas mais importantes foram observadas em Campo Grande (13,92%), Belo Horizonte (7,02%), Goiânia (-4,48%) e Rio de Janeiro (-4,39%). Os aumentos ocorreram em Florianópolis (1,17%), Aracaju (0,86%), Recife (0,20%) e Brasília (0,06%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 507,07), seguida por Porto Alegre (R$ 496,13) e Rio de Janeiro (R$ 492,93). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 392,97) e João Pessoa (R$ 403,57). Em 12 meses, entre maio de 2018 e o mesmo mês de 2019, todas as cidades pesquisadas acumularam alta, entre 6,49%, em Campo Grande, e 24,23% em Recife.

Nos primeiros cinco meses de 2019, todas as capitais tiveram alta acumulada, com destaque para Recife (22,69%), Vitória (20,07%) e Natal (18,94%). A menor alta foi registrada em Campo Grande (0,26%).
Com base na cesta mais cara que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir uma série de necessidades, o Diesse estimou que o valor do salário mínimo em maio
deveria equivaler a R$ 4.259,90, ou 4,27 vezes o mínimo de R$ 998,00.

Caiu a inflação para famílias com renda mais baixa

Agencia Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que registra a variação da cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, teve inflação de 0,26% em maio, segundo a FGV, com taxa inferior à observada em abril (0,73%). O IPC-C1 acumula taxas de inflação de 2,79% no ano e de 5,5% em 12 meses, de acordo com a FGV. As taxas ficaram acima das observadas no Índice de Preços ao Consumidor, que mede a inflação para todas as faixas de renda, e que ficou em 0,22% em maio e em 4,99% em 12 meses.

De abril para maio, sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram queda em suas taxas de variação: alimentação (de 0,76% em abril para 0,26% em maio), transportes (de 1,67% para 0,28%), saúde e cuidados pessoais (de 1,08% para 0,75%), vestuário (de 0,71% para 0,13%), educação, leitura e recreação (de 0,35% para 0,03%), despesas diversas (de 0,24% para 0,08%) e comunicação (de 0,02% para 0,12%). Por outro lado, o grupo habitação foi o único a apresentar aumento da taxa de inflação na passagem de abril (0,31%) para maio (0,79%).

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