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Huawei recorre à justiça dos EUA contra boicote

Em uma nova ofensiva contra os Estados Unidos, a fabricante chinesa de telecomunicação Huawei apresentou ontem (29) uma moção a um tribunal do Texas, pedindo a anulação da lei que limita a compra dos seus equipamentos pelos governos estatais.

Huawei temporario

A proibição ocorre em meio a uma guerra comercial protagonizada pelos EUA e China. Foto: ANSA

De acordo com o diretor jurídico da Huawei, Song Liuping, citado pelo "Wall Street Journal", "essa lei estabelece diretamente que a empresa é culpada e impõe elevado número de constrangimentos, com o objetivo evidente de afastar a Huawei" do mercado norte-americano.

Com isso, a empresa reitera seu pedido ao governo para "interromper a campanha de sanção do Estado contra a Huawei" e alega que os Estados Unidos "condenariam" a gigante chinesa sem provas e sem lhe dar a oportunidade de se defender. A ação diz respeito à proibição estabelecida pela Lei de Autorização de Defesa Nacional, uma medida que proíbe agências federais de usarem equipamentos de telecomunicações feitos por companhias consideradas como risco à segurança cibernética.

Com a inserção na "lista negra" do Departamento de Comércio dos EUA, a Huawei enfrentará dificuldade ao comprar componentes e materiais tecnológicos de empresas norte-americanas sem autorização prévia do governo. Consequentemente, como a chinesa depende dos componentes para fabricar seus produtos, irá se prejudicar no mercado. A proibição ocorre em meio a uma guerra comercial protagonizada pelos EUA e China, na qual ambos os países já impuseram tarifas adicionais avaliadas em bilhões de dólares em produtos das duas nações (ANSA).

Otimismo do empresário do comércio recuou em maio

Otimismo temporario

A CNC reduziu de +5,4% para +4,9% sua previsão para as vendas este ano. Foto: Germano Lüders/Exame

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), alcançou 122,4 pontos percentuais em maio, acima da zona de satisfação (100 pontos), porém teve queda de 0,8% na comparação com abril e um avanço de 7,6%, ante maio do ano passado. Ainda assim, todos os componentes do Icec revelam uma situação mais favorável do que há um ano.

"Os dados apresentados demonstram uma melhoria quando comparados com mesmo período do ano anterior. Acreditamos que, com as reformas essenciais como a da Previdência, poderemos mudar esse quadro e diminuir a cautela dos empresários”, aponta José Roberto Tadros, presidente da CNC. Diante desse cenário, a entidade reduziu de +5,4% para +4,9% sua previsão para as vendas este ano. A projeção vem gradativamente diminuindo desde os 6,0% calculados em janeiro.

Este mês, 52,7% dos varejistas consideram as condições atuais da economia melhor do que há um ano – percentual menor do que o registrado há três meses (59,9%). Ainda assim, esse percentual se mostra maior do que o registrado em maio de 2018 (42,7%). Já o subíndice que mede as perspectivas de melhora da atividade econômica para os próximos meses registrou a terceira queda mensal consecutiva (-2,1%). Mesmo assim, 92,2% dos entrevistados ainda mantêm o otimismo que, mesmo em alta, passa por um processo de redução gradativo (GC/CNC).

Preços sobem 1,27% na saída das fábricas

Agência Brasil

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na porta de saída das fábricas brasileiras, registrou alta de preços de 1,27% em abril. A inflação é, no entanto, inferior às taxas registradas em março (1,59%) e em abril do ano passado (1,58%). De acordo com dados divulgados ontem (29) pelo IBGE, o IPP acumula taxas de 2,57% no ano e de 8,61% em 12 meses.

Em abril, 22 das 24 atividades industriais pesquisadas registraram inflação em seus produtos, com destaque para refino de petróleo e produtos de álcool (3,18%), indústrias extrativas (3,02%) e metalurgia (2,29%). Por outro lado, as quedas de preços dos produtos têxteis (-0,21%) e da madeira (-0,71%) evitaram uma inflação maior do IPP em abril.

Entre as quatro grandes categorias de uso, a maior taxa de inflação foi observada nos bens de consumo semi e não duráveis (1,81%), seguidos pelos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (1,06%). Os bens de consumo duráveis registraram alta de preços de 1,02% e os bens de capital - as máquinas e equipamentos -, uma taxa de 0,79%.

Caiu a confiança do empresário de serviços

Agência Brasil

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,1 pontos de abril para maio. Essa foi a quarta queda consecutiva do indicador, que acumula perdas de 9,2 pontos. Com isso, o índice chegou a 89 pontos, em uma escala de zero a 200.

A queda da confiança do empresário foi observada em 12 das 13 atividades pesquisadas pela FGV. O Índice de Expectativas, que registra a confiança dos empresários no futuro, recuou 5,1 pontos, para 92 pontos. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, também caiu, mas de forma mais moderada (0,9 ponto), recuando para 86,3 pontos.

Segundo o pesquisador da FGV, Rodolpho Tobler, os empresários de serviços estão desconfortáveis com a situação do setor e se tornam cada vez menos otimista com a evolução dos negócios nos próximos meses.

 
 
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