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Indefinição econômica faz confiança do consumidor recuar

Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que o Indicador de Confiança do Consumidor fechou abril com 46,9 pontos — uma queda de 4,3% na comparação com os dados do início do ano.

Indefinicao temporario

Desemprego se soma à incerteza política e reforça freio à retomada econômica. Foto: Fernando Bizerra Jr/EFE

Na comparação anual, entretanto, a confiança se mantém em maior nível ante o mesmo período de 2018, quando o índice era de 42,0. Na avaliação do atual cenário econômico, a percepção dos entrevistados continua ruim ou muito ruim: a maioria (61%) enxerga o momento da economia de forma negativa.

Apenas 7% acham que a situação é boa ou muito boa — um número baixo, mas que representa uma melhora significativa quanto a abril do ano passado, quando o percentual era de 2%. As principais razões apontadas são desemprego elevado (67%), aumento dos preços (60%), alta na taxa de juros (33%) e menor poder de compra do consumidor (18%). Com relação à vida financeira, a percepção dos consumidores também é negativa, embora um pouco melhor do que a avaliação da economia.

Para 38% dos brasileiros sua situação é considerada ruim e somente 13% disseram ser boa. Para os que têm uma visão pessimista, o motivo mais citado (53%) é o alto custo de vida. O desemprego aparece em segundo lugar (42%), ao passo que 26% culpam a queda da renda familiar. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a lenta recuperação da economia segue impactando o bolso do consumidor e acaba refletindo o quadro de menor confiança. "Será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda”, analisa.

A sondagem procurou saber o que os brasileiros esperam sobre o futuro da economia e de suas finanças: 26% estão otimistas com a economia para os próximos meses; já 43% se mantêm neutros, ou seja, não acham que as condições econômicas do país estarão melhores ou piores daqui seis meses. Enquanto 26% disseram estar pessimistas. Os números mostram clara divisão sobre o futuro da economia (AI/CNDL-SPC Brasil).

UE aprova proibição de produtos de plástico até 2021

UE temporario

Entre os produtos, além de canudinhos, estão pratos e talheres. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

A União Europeia (UE) aprovou ontem (21) formalmente a proibição, até 2021, do uso de determinados produtos de plástico de utilização única, como varas de balões e cotonetes. De acordo com as novas regras aprovadas pelo Conselho da UE, entre os produtos estão também pratos e talheres. A lei europeia relativa aos plásticos de utilização única é baseada na legislação da UE sobre resíduos atualmente em vigor.

De acordo com comunicado do conselho, a legislação vai mais além, ao estabelecer normas mais rigorosas para os tipos de produtos e embalagens que se encontram entre os dez principais elementos poluentes encontrados nas praias europeias. As novas regras proíbem a utilização de certos produtos descartáveis de plástico, para os quais existem alternativas, e introduzem medidas específicas para reduzir a utilização dos produtos descartados mais frequentemente.

Os produtos de utilização única são feitos total ou parcialmente de matéria plástica e destinam-se, em geral, a serem utilizados uma única vez ou durante um curto período de tempo antes de serem inutilizados. Os Estados-membros da UE firmaram acertaram alcançar, até 2029, o objetivo de recolhimento de 90% de garrafas de plástico, e estas terão de conter, pelo menos, 25% de material reciclado até 2025 e 30% até 2030. A decisão do Conselho da UE é a última etapa do processo (RTP/ABr).

Confiança da indústria caiu em maio

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Indústria recuou 1,6 ponto na prévia de maio em relação ao resultado de abril. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), com a queda o indicador passou para 96,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. A queda do índice foi puxada pela redução na confiança em relação ao momento atual e aos próximos meses.

O Índice da Situação Atual caiu 0,4 ponto para 98,1 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou 2,9 pontos, indo para 94,5 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria subiu 0,2 ponto para 74,7%, na prévia de maio. O resultado consolidado do Índice de Confiança será divulgado no próximo dia 28, no Rio de Janeiro.

Abrir o próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros

Uma pesquisa feita pelo Sebrae em 2018, mostra que abrir o próprio negócio é um dos principais sonhos de muitos brasileiros. Atualmente, 82% dos pequenos empresários afirmam que se tornar um Microempreendedor Individual (MEI) melhorou sua vida, enquanto que outros 67% dos entrevistados afirmaram que entrar na formalidade ajudou a enfrentar a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos.

Números do relatório da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), revela que 38% do total de brasileiros em idade produtiva estão envolvidos com algum tipo de atividade em pequenos negócios, o que representa cerca de 52 milhões de pessoas. Pelo menos, quase 9 em cada 10 empresários concordam que a criação do MEI foi uma boa política governamental. A previsão é até o fim de 2019, o Brasil tenha mais de 8,6 milhões de microempreendedores individuais.

Formalizar-se pode ser uma alternativa interessante para quem já tem um negócio informal ou deseja ter o próprio negócio, passando a ter o CNPJ, ampliando o número de fornecedores e passando a emitir notas fiscais. Além disso, o MEI dispõe de maior facilidade na abertura de conta bancária como pessoa jurídica para ter acesso a crédito, máquinas de cartões, entre outros serviços. Outra conquista é que ele passa a contribuir para a aposentadoria por idade ou invalidez, auxílio doença, salário-maternidade, entre outros benefícios previdenciários (AI/Sebrae).

 
 
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