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Vendas do comércio cresceram 0,3% de fevereiro para março

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,3% na passagem de fevereiro para março deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada ontem (9) pelo IBGE.

Vendas temproario

A alta foi sustentada por três setores: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Foto: Elza Fiúza/ABr

A alta veio depois da estabilidade de janeiro para fevereiro. O comércio recuou 4,5% na comparação com março do ano passado, mas teve alta nos outros tipos de comparação: 0,3% na média móvel trimestral, 0,3% no acumulado do ano e 1,3% no acumulado de 12 meses.

A alta foi sustentada apenas por três setores: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,9%). Por outro lado, houve quedas nos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%), combustíveis e lubrificantes (0,8%), móveis e eletrodomésticos (0,1%), tecidos, vestuário e calçados (2,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (4,1%).

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve alta de 1,1% na passagem de fevereiro para março, com os crescimentos de 4,5% do segmento de veículos, motos, partes e peças e de 2,1% dos materiais de construção. Na comparação com março de 2018, a queda foi de 3,4%. No acumulado do ano, houve alta de 2,3% e no acumulado de 12 meses, avanço de 3,9%.

A receita nominal do varejo cresceu 0,8% na comparação com fevereiro, 0,2% na comparação com março de 2018, 4% no acumulado do ano e 4,7% no acumulado de 12 meses. A receita do varejo ampliado cresceu 1,6% na comparação com fevereiro, 0,3% na comparação com março do ano passado, 5,3% no acumulado do ano e 6,6% no acumulado de 12 meses (ABr).

IBGE prevê safra de grãos 2,2% maior neste ano

IBGE temproario

Entre as safras de grãos, apenas o milho deverá ter crescimento em relação a 2018 (12,6%). Foto: Arquivo/ABr

Agência Brasil

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas neste ano deve chegar a 231,5 milhões de toneladas, divulgou ontem (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso a previsão se concretize, a produção será 2,2% maior, ou seja, com 5 milhões de toneladas a mais do que a registrada em 2018. A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril do instituto é 0,6% maior em relação à última previsão, feita em março.

Os principais responsáveis pelo aumento da previsão de abril em relação a maio foram as projeções mais otimistas para as produções de milho (0,6%), soja (0,1%), sorgo (11%), trigo (7,1%) e algodão herbáceo (1,8%). Entre as três principais safras de grãos, apenas o milho deverá ter crescimento em relação a 2018 (12,6%). A soja deverá queda de 4,4% e o arroz, de 10,6%.

Entre as lavouras com produção esperada de mais de um milhão de toneladas, além do milho, são esperadas altas, na comparação de 2019 com 2018, nas safras de algodão (29%), feijão (3,2%), sorgo (5%) e trigo (3,9%). A área colhida também deve fechar o ano com crescimento de 2,2% em relação a 2018, uma redução de 0,1% na comparação com a estimativa feita em março.

Além dos cereais, leguminosas e oleaginosas, o IBGE também estima a produção de outras lavouras importantes para a agricultura brasileira como a cana-de-açúcar, o café e a laranja. A cana-de-açúcar, maior produto agrícola brasileiro, com mais de 600 mil toneladas colhidas por ano, deve fechar o ano com alta de 2,1%. Outros produtos com alta prevista são a mandioca (5,6%), o tomate (0,7%) e a banana (2,7%).
Por outro lado, são esperadas quedas nas safras de café (-10%), laranja (-5,2%) e uva (-10,7%).

Aumenta a participação feminina nas empresas familiares

A participação feminina nas empresas familiares teve um aumento, passando de 21% em 2017 para 31% em 2018, de acordo com a última edição da pesquisa "Retratos de família realizada pela KPMG. Em 28% das empresas, elas ocupam um cargo em número reduzido, uma queda em relação ao ano anterior (34%). O estudo contou com a participação de 217 empresas familiares de 19 estados de todas as regiões do país.

Os dados do levantamento mostraram que um número significativo de mulheres ainda não ocupa uma posição de destaque, mas que houve uma queda nesse índice: 45% em 2018 e 41% em 2017. "Os dados indicam que a participação das mulheres nos cargos de liderança nas empresas familiares em todos os níveis tem aumentado nos últimos anos, mesmo que lentamente. Mas, o fato de eles ocuparem um lugar de liderança ainda é um desafio", analisa o sócio da KPMG e responsável pela pesquisa, Sebastian Soares (www.kpmg.com.br).

Caiu a inadimplência das empresas no 1º trimestre

A inadimplência das empresas em todo o país caiu 9,8% no 1º trimestre contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados nacionais coletados pela Boa Vista. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC.

Na análise acumulada em quatro trimestres, a queda foi de 11,1%. Já na comparação com o 4º trimestre de 2018 houve aumento de 0,1%, considerando os dados dessazonalizados. Os últimos resultados indicam para a manutenção dos baixos níveis de inadimplência das empresas, que no início de 2017 começaram a registrar queda no acumulado em quatro trimestres.

Em um primeiro momento, esse movimento se deveu apenas a restrição de crédito por parte das concedentes, mas com a gradual melhora na situação econômica, as empresas observaram aumento nas receitas, inflação menor e juros em queda, fatores que têm auxiliado para a amenização dos fluxos de inadimplência (Boa Vista SCPC).

Entidades empresariais apoiaram manutenção da taxa Selic

Agência Brasil

Entidades empresariais de São Paulo e do Rio manifestaram apoio à decisão do Copom em manter a taxa básica de juros (Selic) em 6,5%. Pela nona vez consecutiva, os juros básicos da economia não foram alterados. A decisão foi tomada por unanimidade e era esperada por analistas financeiros. Para a FecomercioSP, “prevaleceu a postura equilibrada entre a atividade econômica ainda fraca e o ambiente político conturbado”.

Em nota, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou a decisão como acertada “diante de um cenário de inflação corrente e expectativas alinhadas dentro da meta determinada e da incerteza quanto a aprovação da reforma da Previdência”. Para a Firjan, o desequilíbrio fiscal é a única variável que impede o crescimento sustentado. “Nesse sentido, a aprovação da reforma da Previdência é fundamental. Sem isso vamos seguir a conjuntura de baixo crescimento, correndo o risco de voltarmos a ter inflação e juros altos”.

O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, por sua vez, avaliou que a alta do dólar, as incertezas em torno da reforma da Previdência e a inflação ultrapassando o centro da meta de 4,25% foram decisivas para a manutenção dos juros. “A queda dos juros é indispensável para estimular o crescimento da economia brasileira e a criação de empregos”, disse Ferreira em nota.

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