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Sete em cada dez consumidores devem ir às compras na Páscoa

A Páscoa já faz parte do calendário da maioria dos brasileiros e promete movimentar o comércio no segundo trimestre.

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As vendas nesta Páscoa podem aquecer o varejo. Foto: Arquivo DC/Reprodução

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais do país aponta que sete em cada dez (72%) consumidores pretendem ir às compras no período. Desses, 35% disseram que vão desembolsar a mesma quantia do ano passado, 32% devem gastar mais e 25% menos. O valor do tíquete médio será de R$195,52.

Para os que esperam ter um aumento de gastos este ano, a principal justificativa está relacionada à intenção de compras de um volume maior de produtos (41%). Outros 25% atribuem ao fato de os itens estarem mais caros e 19% afirmam que os itens estão com bom preço e, portanto, aproveitarão a oportunidade. Os principais presenteados serão os filhos (59%), os cônjuges (42%), a mãe (41%) e os sobrinhos (33%). Já 27% vão presentear a si próprios.

“Mesmo que a economia venha se recuperando de forma mais lenta do que o esperado, as vendas nesta Páscoa podem aquecer o varejo. Esse é o momento de o setor investir em promoções para atrair os consumidores, de olho naqueles que pretendem comprar mais e, sobretudo, nos que ainda não se decidiram ”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior. Estima-se que 113,2 milhões de pessoas realizem gastos para compra de presentes e chocolates na data; 86% farão pesquisa de preços

Este ano, estima-se que cerca de 113, 2 milhões de pessoas gastem com a compra de presentes e chocolates durante a Páscoa. Um comportamento observado pela pesquisa revela que o brasileiro busca manter alguns hábitos de consumo adquiridos durante a crise. “O consumidor vem aprendendo que para conquistar uma vida financeira saudável, o segredo é administrar bem o orçamento. Evitar comprar logo na primeira loja e buscar preços que caibam no bolso são atitudes inteligentes. Outra dica é se planejar com antecedência e só tomar decisões depois de ter comparado os preços praticados em vários lugares”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti (CNDL/SPC Brasil).

Ipea aponta recuo na demanda por bens industriais

Ipea temporario

Indicador Ipea registrou um recuo de 0,9% em fevereiro. Foto: Arquivo/ABr

O Indicador Ipea Mensal de Consumo Aparente de Bens Industriais, que mede a demanda interna por bens do setor industrial, registrou um recuo de 0,9% em fevereiro, frente ao mês anterior. A análise foi divulgada ontem (11), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com fevereiro de 2018, o indicador permaneceu estável – ou seja, teve um desempenho pior que a alta de 1,9% da produção industrial medida pelo IBGE.

Tomando por base a variação acumulada em 12 meses, a demanda desacelerou em relação a janeiro, mas segue registrando ritmo de crescimento mais intenso (1,8%) que o apresentado pela produção industrial (0,5%). O indicador é definido como a produção industrial interna líquida das exportações, acrescida das importações. Entre esses dois componentes, as importações de bens industriais tiveram queda de 14,2% em fevereiro, frente a janeiro, e a produção interna líquida das exportações cresceu 1% no período.

O resultado obtido em fevereiro refletiu a fraca evolução do segmento extrativo mineral (queda de 19,4%), negativamente influenciado pelo desastre ocorrido na barragem de Brumadinho. A demanda por bens da indústria de transformação, no entanto, avançou 0,6% sobre o mês de janeiro. Dos 22 segmentos desta indústria, nove tiveram desempenho positivo em fevereiro – entre os mais relevantes, estão a metalurgia, com crescimento de 9,7%, e o consumo aparente de veículos, com alta de 5,3% (AIC/IPEA).

Conselhos sociais têm 60 dias para justificarem existência

Agência Brasil

O governo federal pretende diminuir de 700 para menos de 50 o número de conselhos previstos pela Política Nacional de Participação Social (PNPS) e pelo Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), para diminuir e desburocratizar o Estado. A esses conselhos foi dado um prazo de 60 dias para justificar sua existência, segundo decreto assinado ontem (11) pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Os mais de 700 conselhos na administração direta e indireta, que vinham de uma visão completamente distorcida do que é representação e participação da população, tinham como gênese a visão ideológica dos governos que nos antecederam, de fragilizar a representação da própria sociedade”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Assinado pela então presidente Dilma Rousseff, o decreto é classificado pelo atual governo como “Decreto Bolivariano”.

Na época em que foi publicado, o decreto causou polêmica por supostamente retirar atribuições que seriam do Congresso e da democracia representativa. Já o governo Dilma Rousseff argumentava que, ao trazer a sociedade para debater as políticas de governo, o decreto favorecia uma democracia mais direta. "Ao final dos 60 dias deveremos ter algo como 50 conselhos”, disse Onyx, ao enfatizar que tais conselhos “resultavam em gastos com pessoas que não tinham nenhuma razão para estar aqui, além de consumir recursos públicos e aparelhar o Estado brasileiro”.

Taxa do cartão de crédito chegou a 79% em dezembro

Agência Brasil

Os consumidores estão mais atentos ao pagamento da fatura do cartão de crédito na data do vencimento. Segundo relatório divulgado ontem (11) pelo Banco Central (BC), em dezembro de 2018, a taxa média de pagamento da fatura do cartão de crédito chegou a 79%. Em junho do ano passado, essa média estava em 77%.

Desde abril de 2017, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), obrigou as instituições financeiras a transferirem a dívida para o crédito parcelado, que tem taxas menores, após 30 dias no rotativo.

“O crescimento [da taxa média de pagamento da fatura] é verificado no decorrer de 2018, a taxas maiores nos meses finais, mostrando a efetividade da medida normativa adotada em 2017”, diz o relatório. O diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, afirma que consumidores estão mais conscientes sobre o uso do cartão, pagando o valor da fatura na data do vencimento. “Esse é o uso consciente do cartão. Não é uma operação de financiamento, é uma taxa quase punitiva quando se deixar de pagar a fatura em dia”, destaca o diretor.

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