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Governo muda regras para compra de tecnologias da informação

O governo federal publicou na sexta-feira (5) novas regras para a compra de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs).

Governo temporaio

Novas regras visam reduzir burocracia na aquisição de bens e serviços de informática e reduzir possibilidade de fraude. Foto: Arquivo/ABr-EBC

As normas visam reduzir a burocracia na aquisição de bens e serviços de informática, aumentar a transparência e diminuir a possibilidade de fraudes e de corrupção nesses processos. A área já foi objeto de escândalos em razão das brechas para diversas formas de fraude e de corrupção, como a criação de empresas de tecnologia de fachada. No ano passado, o presidente do INSS, Francisco Lopes, foi exonerado após denúncias de contratos com uma dessas firmas suspeitas, RSX, com sede em uma loja de bebidas.

As compras de TICs envolvem desde equipamentos - como computadores, acessórios e servidores - até serviços diversos, como armazenamento de dados de cadastros de pessoas, pagamentos de benefícios e de servidores, ferramentas de comunicações internas e gestão de patrimônio. No último ano, foram realizados 3.390 procedimentos deste tipo, que movimentaram R$ 8,1 bilhões. Uma despesa que, na avaliação da área responsável, a Secretaria de Governo Digital, funcionava duplicando esforços e desperdiçando dinheiro. Para economizar, alguns tipos de gastos foram proibidos. É o caso da construção ou ampliação de centros de dados (data centers).

Os órgãos do governo deixariam de manter os centros de dados e passariam a acessar tais informações diretamente pela internet. “É muito mais barato, pagamos por serviços mais utilizados e reduzimos a necessidade de fazer investimento em data center e estrutura de TI, que, além de caros, são complexos de manter”, disse o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luís Felipe Monteiro. Cada órgão poderá ter a “sua nuvem”, mas o plano do ministério é integrar essas bases de dados progressivamente.

As novas regras alteram os responsáveis pelas decisões de compras. Até então, cada órgão público definia suas prioridades e executava os processos. A partir de agora, as maiores aquisições (acima de R$ 28,6 milhões) deverão passar pelo Ministério da Economia, que terá um comitê técnico para analisar a demanda. Em valores acima de R$ 57,2 milhões, os processos serão submetidos a um comitê de compras centralizadas. “Isso reduz em muito o risco de um aprisionamento, ou decisão enviesada do gestor para grandes compras”, argumenta o secretário (ABr).

Inflação para renda mais baixa subiu em março

Inflacao temporaio

O indicador acumula alta de 1,77% no ano e 5,42% nos últimos 12 meses. Foto: José Cruz/ABr

Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor-Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, foi de 0,67% em março. A taxa ficou acima do 0,49% de fevereiro. Com o resultado, o indicador acumula alta de 1,77% no ano e 5,42% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os IPCs são calculados com base em preços coletados em sete capitais: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. A inflação medida pelo IPC-C1 em março ficou acima das taxas observadas pelo Índice de Preços ao Consumidor–Brasil (IPC-BR), que apura a variação da cesta de compras para todas as faixas de renda. O IPC-BR registrou inflação de 0,65% em março e 4,88% em 12 meses.

Em março, quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram aumento de fevereiro para março: transportes (de 0,22% para 1,27%), alimentação (de 0,97% para 1,23%), vestuário (de -0,04% para 0,61%) e educação, leitura e recreação (de -0,24% para 0,1%). Quatro grupos de despesa tiveram queda na taxa no período: habitação (de 0,4% para 0,2%), saúde e cuidados pessoais (de 0,5% para 0,25%), despesas diversas (de 0,08% para -0,15%) e comunicação (de -0,05% para -0,06%).

Geração de emprego surpreende no varejo alimentar

Fevereiro é um mês onde começa uma tímida retomada no emprego, porém, em 2019 o cenário foi bem diferente do visto nos últimos anos. De acordo com levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), o setor de varejo alimentar no estado fechou abriu 784 postos de trabalho no segundo mês de 2019. Este foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando foram observadas 1.906 contratações.

“Alguns fatores podem explicar este bom resultado de fevereiro, como o aumento da confiança do consumidor, o emprego formal voltando aos poucos, o verão mais quente e a páscoa em abril com expectativas de 5% de aumento de vendas. Devido a este cenário favorável, o setor respondeu com um número de contratações superior aos péssimos resultados dos últimos”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Quando se faz uma análise por canal o segmento de Supermercados e Hipermercados ainda é o grande responsável pela maioria das contrações e encerrou fevereiro 839 novas vagas. Por outro lado, o setor de atacado/atacarejo voltou a sofrer com os desligamentos e finalizou o mês com 112 demissões (APAS).

Comércio eletrônico em alta no quarto trimestre

As vendas do comércio eletrônico no Estado avançaram 42,9% no quarto trimestre do ano passado em comparação ao trimestre anterior, com faturamento real de R$ 5,87 bilhões, ante R$ 4,09 bilhões do terceiro trimestre. Em relação ao mesmo período de 2017, a elevação foi de 13,1%. No total de 2018, as vendas tiveram elevação de 4% no contraponto com o ano anterior.

Os resultados compõem a pesquisa elaborada pela FecomercioSP, em parceria com a Ebit/Nielsen. A pesquisa traz dados sobre faturamento real, número de pedidos e tíquete médio e permite mensurar a participação do e-commerce nas vendas totais do varejo (eletrônico e físico). No último trimestre de 2018, os bens duráveis seguiram na liderança do faturamento do setor, concentrando 72,4% das receitas, com um tíquete médio de R$ 716,64. O comércio de bens semiduráveis representaram 14,1% das vendas, com um valor médio de R$ 196,70.

Enquanto isso, os não duráveis tiveram uma parcela de 13,5% do faturamento, com tíquete médio de R$ 188,41. Para a FecomercioSP, a pequena participação de bens não duráveis e semiduráveis no comércio online representa uma ótima oportunidade para o empresário de pequeno e médio portes ampliarem suas vendas. A expectativa é que o bom desempenho permaneça ao longo de 2019, com as novas modalidades de crédito e financiamento sendo oferecidas pelas operadoras de cartão (AI/FecomercioSP).

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