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BNDES: ajuste fiscal ajuda a sociedade a buscar soluções

Presidente do BNDES, Luciano Coutinho.

As medidas ajudam a sociedade brasileira a considerar, como necessária, a implantação de reformas de médio e longo prazo para que o país possa buscar o desenvolvimento sustentado

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse ontem (15), no Rio, que as medidas de ajuste fiscal, anunciadas pelo governo, além de apontar uma saída para crise econômica enfrentada pelo país, ajudam a sociedade brasileira a considerar “suas responsabilidades” na busca de soluções, e que a discussão das medidas, no Congresso, reforçará a percepção de que a sociedade tem uma “missão relevante e ativa para a solução dos problemas”.
Coutinho participou de fórum destinado a discutir a adoção de medidas para que o Brasil supere a crise econômica. O evento é promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae). Ele acrescentou que as medidas ajudam a sociedade brasileira a considerar, como necessária, a implantação de reformas de médio e longo prazo para que o país possa buscar o desenvolvimento sustentado. A alíquota de 0,2% para o retorno da CPMF, é moderada e minimiza um pouco os efeitos da contribuição. “Ao mesmo tempo assegura uma receita importante”, completou.
Sobre os aportes do Tesouro Nacional ao BNDES para este ano, Coutinho assegurou que a instituição conseguirá concluir a programação de 2015, com base em recursos recebidos de outras fontes e reduções de obrigações de contratos futuros, entre outras medidas. “Somando tudo, esperamos ultrapassar o ano de 2015 apertados, porém, honrando todos os nossos contratos sem aportes”, revelou (ABr).

Recuou a demanda das empresas por crédito

Em relação a julho, houve queda de 2,6% na procura das empresas por crédito

A procura das empresas por crédito recuou 7,8% em agosto, na comparação com agosto de 2014, segundo a empresa de consultoria Serasa Experian. É o pior resultado para uma comparação interanual desde 2013. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a redução está relacionada às altas das taxas de juros e ao baixo grau de confiança dos empresários diante das incertezas quanto aos rumos da economia. A alta do dólar também contribuiu para o resultado.
Em relação a julho, houve queda de 2,6% na procura das empresas por crédito. No acumulado do ano de janeiro a agosto, a demanda cresceu 1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas tiveram retração de 2,7%. Nas médias e grandes empresas, as quedas em agosto foram menores. No caso das grandes, houve redução de 1%, e as médias registraram queda de 1,1%. No acumulado do ano, a elevação da busca por crédito ocorreu apenas nas micro e pequenas empresas, com alta de 2,3%. Nas médias, o recuo foi de 18% e nas grandes, de 12,7%.
Todos os setores econômicos registraram queda na demanda por crédito em agosto. O setor de serviços foi o que apresentou o maior recuo, 3,5%. No comércio, houve queda de 1,8% e, no setor industrial, de 2,3%. No acumulado do ano, o setor de serviços teve a maior elevação na demanda por crédito: 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. No setor de comércio, a alta foi de 1,4%, e na indústria houve retração de 6,7% (ABr).

IGP-10 tem inflação acumulada em 12 meses de 7,82%

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de setembro deste ano acumulou, em 12 meses, inflação de 7,82%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa acumulada no ano chega a 5,88%. Apenas no mês de setembro, foi registrada alta de preços de 0,61%, taxa superior ao 0,34% de agosto. O avanço da taxa na passagem de agosto para setembro foi puxada pelos preços no atacado. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, subiu de 0,23% em agosto para 0,82% em setembro.
Tanto os preços no varejo quanto o custo da construção tiveram taxas de inflação menores em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, teve taxa de 0,15% em setembro, ante o 0,43% de agosto. O Índice Nacional de Construção Civil passou de inflação de 0,77% em agosto para taxa de 0,36% em setembro. O IGP-10 de setembro foi calculado com base em preços coletados entre 11 de agosto e 10 de setembro deste ano (ABr).

 

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