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Com leve reação das vendas, empresas ganham fôlego para regularizar contas

O número de empresas com contas em atraso e registradas no cadastro de inadimplentes cresceu 5,02% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2018.

Com leve temproario

O aumento da inadimplência foi maior entre as empresas que atuam no ramo de serviços. Foto: CDL Campos/Reprodução

Já o número de dívidas contraídas em nome de pessoas jurídicas avançou 1,84% na comparação anual. Além disso, cada empresa devedora continua acumulando, em média, duas pendências financeiras. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas, o maior crescimento quanto ao número de empresas negativadas foi observado no Sudeste, com alta de 8,65%. No Sul chegou a 2,99%, no Centro-Oeste a 1,54% e no Nordeste a 1,31%. Já o Norte apresentou a menor variação entre as cinco regiões, com -0,03%.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a queda da inadimplência deve-se a um cenário mais positivo em que já se observa uma melhora gradativa do faturamento de alguns setores da economia e taxas de juros mais baixas. “Apesar de as empresas ainda não terem recuperado a saúde financeira nos mesmos níveis que antecederam a crise, as vendas já começam a reagir dando fôlego maior para que elas cumpram seus compromissos”, analisa.

Dados abertos por setor da economia revelam que o aumento da inadimplência foi maior entre as empresas que atuam no ramo de serviços, cujo avanço foi de 8,16% em fevereiro de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os atrasos entre empresas do comércio cresceram 2,87%, ao passo que a indústria registrou variação de 1,91%.

Entre os segmentos credores, ou seja, empresas que deixaram de receber de outras empresas, o destaque também ficou por conta do ramo de serviços, que engloba bancos e financeiras. Em termos de participação, o setor detém a maior fatia do total de dívidas, com 69,6%. Já o comércio manteve 17,2% das dívidas de empresas e a indústria ficou com 12,4% (CNDL/SPV Brasil).

Confiança do consumidor caiu quase 10% em março

Confianca temproario

O momento é de cautela com os negócios por causa das instabilidades políticas. Foto: CNDL/Reprodução

Após avançar por sete meses seguidos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano sofreu queda de 9,9%, ao passar de 139,4 pontos em fevereiro para 125,9 pontos em março. No comparativo anual, houve alta de 8,5%. O ICC é elaborado mensalmente pela FecomercioSP. A escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Segundo a FecomercioSP, apesar da queda de quase 10%, o indicador ainda aponta que o consumidor segue com a confiança positiva, em razão da sequência de altas vistas nos meses anteriores. Mesmo assim, a Federação alerta aos empresários que o momento é de cautela com os negócios por causa das instabilidades políticas.

A Entidade recomenda que o comerciante seja mais conservador neste primeiro momento e repense os métodos administrativos, por exemplo, os investimentos e objetivos estratégicos da empresa, a fim de ter uma visão mais ampla da gestão do seu negócio. Orienta, também, para que o empresário evite estoques altos e endividamento e organize os negócios em setores mais produtivos, ajustando, assim, compras, vendas e investimentos adequadamente ao fluxo de caixa. Essas ações serão fundamentais para passar por fases de imprecisão.

De acordo com a Federação, embora o Índice de Confiança passe por ajustes no terceiro mês do ano, a expectativa é que o cenário volte à normalidade com as definições políticas em andamento. Com a aprovação das principais reformas, a confiança e o consumo tendem a melhorar a partir do segundo semestre (AI/FecomercioSP).

Contas públicas fecham com saldo negativo de R$ 14,9 bi

Agência Brasil

As contas públicas tiveram saldo negativo em fevereiro. De acordo com dados divulgados na sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC), o setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou déficit primário de R$ 14,931 bilhões no mês passado. Em fevereiro de 2018 o resultado negativo foi maior: R$ 17,414 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Em fevereiro, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) foi o responsável pelo saldo negativo, ao apresentar déficit primário de R$ 20,612 bilhões. Os governos estaduais e municipais registraram saldo positivo: R$ 4,292 bilhões e R$ 558 milhões, respectivamente. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram superávit primário de R$ 832 milhões no mês passado.

Devido ao resultado positivo registrado em janeiro (R$ 46,897 bilhões), o setor público acumulou superávit primário no primeiro bimestre de R$ 31,967 bilhões. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit primário ficou em R$ 105,818 bilhões, o que representa 1,54% do PIB. A meta para o setor público consolidado é de um déficit primário de R$ 132 bilhões neste ano.

Indústria tem menor nivel de confinaça desde dezembro

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 1,8 ponto de fevereiro para março. Com isso, o indicador caiu para 97,2 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde dezembro passado. A confiança diminuiu em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, teve queda de 1,7 ponto, para 97,1 pontos, após quatro avanços consecutivos.

O principal motivo foi a redução da satisfação com o nível atual de demanda, que retraiu 3 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, teve redução de 1,8 ponto, indo para 97,4 pontos, devido ao componente que mede o otimismo dos empresários em relação à evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes. Perdeu 3,7 pontos e foi para 100,6 pontos.

De acordo com o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., a queda da confiança do empresariado sugere que o setor continua “em ritmo sonolento”, mesmo depois de ter conseguido equilibrar estoques no mês anterior. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou estável entre fevereiro e março, com 74,7%.

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