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BC vai observar o comportamento da economia em longo prazo

O Copom do Banco Central (BC) afirmou que vai observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo.

BC temproario

A inflação acumulada em 12 meses deve recuar e encerrar o ano em 3,9%. Foto: blog maxieduca/shutterstock

O comitê, que optou por manter a taxa básica de juros, a Selic em 6,5% ao ano, na última semana, acrescentou que essa análise sobre a economia não será concluída no curto prazo. A informação consta da ata da reunião do Copom, divulgada ontem (26). Embora a maioria dos analistas esperavam por manutenção da taxa em 6,5% ao ano, alguns apostaram na redução da Selic como forma de estimular a economia.

Na ata, o Copom afirma que a economia brasileira sente o impacto da paralisação dos caminhoneiros no ano passado, da piora do ambiente externo para economias emergentes a partir do segundo trimestre de 2018 e a “elevada incerteza sobre o rumo da política econômica brasileira” no período eleitoral. “O Copom julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, com menor grau de incerteza e livre dos efeitos dos diversos choques a que foi submetida no ano passado. O Comitê considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo”, destacou.

Os próximos passos para a definição da taxa Selic continuam dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. O nível de ociosidade da economia pode levar à inflação a ficar abaixo do esperado. Por outro lado, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação.

O Copom disse que deve haver elevação da inflação nos próximos meses e atingir um pico em abril ou maio. Em seguida, a inflação acumulada em 12 meses deve recuar e encerrar o ano em 3,9% em 2019 e 3,8% em 2020, no cenário considerando projeções do mercado financeiro para a Selic e taxa de câmbio, ou em 4,1%, em 2019 e 4% em 2020, quando a estimativa é construída com taxa básica constante em 6,5% e dólar a R$3,85 (ABr).

Comissão Europeia multa a Nike em 12,5 milhões de euros

Comissao temproario

Os acordos de distribuição e licenciamento não exclusivos da Nike violavam as regras de concorrência da UE. Foto: Lucy Nicholson/Reuters

A Comissão Europeia multou em 12,5 milhões de euros a Nike por proibir clubes e federações de futebol, como Barcelona, ??Manchester United, Juventus, Inter de Milão, Roma e a Federação Francesa de Futebol, de comercializar seus produtos fora dos respectivos países. A comissão concluiu que há 13 anos a Nike aplicava as práticas ilegais.
A lista de produtos é diversificada: canecas, malas, lençóis, papel de carta, brinquedos.

Todos têm um ou mais logotipos ou imagens protegidos por direitos de propriedade intelectual (DPIs), como marcas comerciais ou direitos autorais. “A Nike impediu que muitos de seus licenciados vendessem esses produtos em um país diferente. A decisão de hoje garante que os envolvidos, assim como os consumidores, possam aproveitar ao máximo um dos principais benefícios do mercado único: a capacidade de comprar em toda a Europa”, disse a comissária Margrethe Vestager, encarregada da política de competição.

De acordo com a Comissão Europeia, o principal negócio da Nike é o design e a venda de calçados esportivos e vestuário, inclusive para clubes e federações de futebol, que geralmente apresentam marcas registradas. Em junho de 2017, a comissão abriu uma investigação antitruste sobre certas práticas de licenciamento e distribuição da Nike para avaliar se ela restringia ilegalmente os comerciantes de vender mercadorias licenciadas transfronteiriças e on-line dentro do Mercado Único da UE. A investigação concluiu que os acordos de distribuição e licenciamento não exclusivos da Nike violavam as regras de concorrência da UE.

Inflação da construção é de 0,19% em março

Agência Brasil

O Índice Nacional de Custo da Construção–M (INCC-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,19% em março, a mesma de fevereiro. O índice acumula 0,79% no ano e 4,11% em 12 meses. Em março, a taxa relativa a materiais e equipamentos ficou em 0,38% ante 0,23% do mês anterior.

A principal alta de preços foi observada nos revestimentos, louças e pisos (1,38%). Já a taxa de serviços foi de 0,52% em março, abaixo do 0,86% de fevereiro. Os serviços pessoais tiveram inflação de 0,98% no mês. Já o índice referente à mão de obra não variou em março. Em fevereiro, ele havia subido 0,05%.

Brasil encerrou 2018 com 2,5 milhões de novas empresas

O país fechou 2018 com 2.534.785 de novas empresas formalizadas e bateu recorde histórico desde o início da série, em 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas. Na comparação com 2017 (2.202.622), o aumento foi de 15,1%. Do número total de novos empreendimentos no ano passado, os MEIs representam a maioria (81,4%) e por segmento, os Serviços de Alimentação predominam (8,2%).

Segundo os economistas da Serasa Experian, a fraca recuperação da economia, o reflexo negativo na reversão da taxa de desemprego e na retomada da criação de novas vagas formais de trabalho levaram muitas pessoas a buscarem um negócio próprio como alternativa para geração de renda. Entre os empreendimentos abertos, os Serviços de Alimentação (8,2%) predominaram. Nas posições seguintes, figuram os Serviços de Higiene e Embelezamento Pessoal (7,5%), Reparos e Manutenções de Prédios e Instalações Elétricas (7,1%) e Comércio de Confecções em Geral (6,6%).

Uber compra concorrente Careem

A Uber anunciou ontem (26) a compra por US$ 3,1 bilhões do aplicativo Careem, um de seus concorrentes com atuação no Oriente Médio. A transação deve ser concluída no primeiro trimestre de 2020. O valor total da operação inclui US$ 1,7 bilhão em notas conversíveis e US$1,4 bilhão em dinheiro, explicou a Uber em um comunicado.

O acordo transformará a Careem na filial da Uber, mas a empresa continuará operando de maneira independente, sob sua marca original, e será dirigida por seus fundadores. Careem, com sede em Dubai, é uma das startups de maior sucesso no Oriente Médio, com atuação no serviço de transporte em mais de 100 cidades, em 14 países.

A notícia da aquisição da Careem vem na mesma semana em que a Uber também anunciou sua abertura de capital, ainda neste ano, na Bolsa de Valores de Nova York (ANSA).

Para a diretora de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Fernanda Monnerat, o “empreendedorismo por necessidade” realmente aparece como um fator relevante. “O grande número de MEIs e os segmentos que lideraram a abertura mostram que têm muitas pessoas investindo em atividades com produtos e serviços de maior aceitação e consumo no dia a dia, o que demonstra mais a necessidade do que oportunidade” (Serasa Experian).

 
 

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