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Governo pode rever decreto que reduziu subsídios na conta de luz

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o governo pode rever, até o final da semana, o decreto que reduziu os subsídios pagos na conta de luz.

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Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Foto: Antonio Cruz/ABr

O Decreto 9642/18, publicado em dezembro do ano passado pelo então presidente Michel Temer, determina que os subsídios para a área rural e para companhias de água, esgoto e saneamento nas contas de luz sofram uma redução gradual, de 20% ao ano, até o fim do desconto ao final de cinco anos.

A medida está em análise pela pasta, pelo Ministério da Economia, pela Casa Civil e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), após demanda de parlamentares da bancada ruralista. “Estamos trabalhando com todas as informações que recebemos, também com as solicitações que vieram por parte da bancada ruralista. Estamos trabalhando junto para, se for o caso, rever o decreto e colocar dentro parâmetros aceitáveis para o produtor rural e para a questão da irrigação rural”, disse o ministro.

Os subsídios são bancados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), taxa paga por todos os consumidores de energia no Brasil e que custeia programas sociais, descontos tarifários e empréstimos subsidiados para o setor. Para este ano, o valor aprovado pela Aneel para a CDE é RS$ 17,187 bilhões.

Ao final de de um evento da Aneel de premiação de distribuidoras de energia, o ministro foi questionado se a revisão do decreto não seria uma derrota. Bento Albuquerque respondeu que não. “Esse decreto não é deste governo, foi do governo passado e recebemos uma demanda por parte do Congresso, que a meu ver parece justa. Estamos analisando essa demanda e se for o caso vamos propor alguma alteração com a contribuição de todos”, afirmou (ABr).

Confiança do comércio caiu 3,8 pontos em fevereiro

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Consumidores no Saara, área de comércio popular no Rio de Janeiro. Foto: Dreamstime

Agencia Brasil

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,8 pontos de janeiro para fevereiro. Com a queda, o indicador passou de 103,8 para 100 pontos, em uma escala de zero a 200. Em médias móveis trimestrais, o índice variou 0,1 ponto, na sexta alta consecutiva. A confiança caiu em oito dos 13 segmentos.

Segundo o coordenador o pesquisador da FGV, Rodolpho Tobler, uma recuperação das vendas de maneira mais intensa ainda depende da melhora expressiva do mercado de trabalho e redução dos níveis de incerteza. A percepção dos empresários sobre o momento presente, medido pelo Índice de Situação Atual, caiu 1,4 ponto, indo para 93,2 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança nos próximos meses, recuou 6,1 pontos, ficando em 106,8 pontos. Segundo a FGV, em fevereiro houve aumento das reclamações dos empresários com a demanda insuficiente, custo financeiro e virtual estabilidade do fator acesso ao crédito.

Otimismo do setor supermercadista volta a subir

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo, feita pela Associação Paulista de Supermercados (PCS/APAS), apresentou, em fevereiro, 43% de otimismo geral com a situação econômica do setor ante os 38% apontados em janeiro. A neutralidade ficou em 36% e o pessimismo caiu para 21%. Quando se observa apenas o cenário futuro, o resultado da pesquisa é ainda melhor.

O otimismo do setor para os próximos meses de 2019 pulou para 54% em fevereiro e atingiu o maior patamar desde 2016. “A expectativa com a reforma da previdência e a proximidade da Páscoa, segunda melhor data para o varejo alimentar nacional, elevam o otimismo do setor e deixam a perspectiva de que 2019 pode ser o ano que, enfim, compense as perdas de 2015 e 2016 e traga mais investimentos”, explicou Thiago Berka, economista da APAS.

O destaque da pesquisa, além mostrar que o setor supermercadista considera realizar novas contratações – 50% pretendem criar vagas no futuro – está na confiança do desempenho futuro dos governos federal e estadual, com otimismo de, respectivamente, 85% e 80%. “A avaliação dos primeiros meses dos governos federal e estadual foi bastante otimista para o setor supermercadista e isso explica o alto índice de confiança nos novos governos para o futuro”, comentou Berka (AI/Apas).

Brasil encerra 2018 com 5,3 milhões de micro e pequenas inadimplentes

A inadimplência atingiu 5,305 milhões de micro e pequenas empresas em dezembro de 2018, representando o segundo maior volume de toda a série histórica, abaixo apenas do recorde em setembro de 2018 (5,327). Na comparação com o mesmo mês de 2017 (4,937 milhões), houve aumento de 7,5% e na relação com novembro de 2018 (5,252 milhões), uma alta de 1,0%.

“Além dos fatores econômicos, este alto patamar de inadimplência também tem relação com a dificuldade das micro e pequenas empresas em administrar a saúde financeira dos negócios”, diz o vice-presidente de Micro, Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Victor Loyola.

Por segmento, Serviços – que representava em média 47,8% do total em dez/18 – foi o setor que mais deixou de pagar as contas em dia, com alta de 12,2% em dezembro de 2018, na comparação com dezembro de 2017. A indústria (8,4% de participação) vem na sequência, com aumento de 3,5% e o comércio (43,4% de participação) com crescimento de 3,4% (Serasa/Experian).

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