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Intenção de consumo das famílias ultrapassa 100 pontos

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) chegou a 101 pontos em janeiro, ante os 94,8 pontos registrados em dezembro, alta de 6,5%.

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Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um avanço de 5,4%, quando o índice marcava 95,8 pontos. Foto: Divulgação/DC

Assim, o ICF voltou à área de satisfação das condições econômicas das famílias após quase quatro anos. A última vez que o índice havia ficado acima dos 100 pontos foi em abril de 2015 (100,1 pontos) – o patamar atual é o maior desde março do mesmo ano (105,7 pontos). Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um avanço de 5,4%, quando o índice marcava 95,8 pontos.

O ICF é apurado mensalmente pela FecomercioSP e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação, e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo. Todos os sete itens analisados obtiveram aumento em janeiro, com destaque para 'Perspectiva de consumo', que atingiu o maior patamar desde abril de 2014: de 100,9 pontos em dezembro para 108,6 pontos em janeiro, alta de 7,6%. No mês, foram 39,4% dos que responderam que os gastos de suas famílias e da população em geral devem ser maiores nos próximos meses, alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar dessa satisfação em médio e longo prazos, no curto prazo ainda há um grande receio, mas que vem se reduzindo nos últimos meses. O item 'Nível de consumo atual' cresceu 9,9%, a maior variação no mês, e atingiu os 68,8 pontos, maior valor desde abril de 2015. Atualmente, são 48,8% dos paulistanos que dizem que estão gastando menos do que há um ano, enquanto esse porcentual em janeiro de 2018 era de 54,2%.

Para a Entidade, com o quadro da economia relativamente menos instável, a segurança de pagamento do consumidor aumenta, o que facilita a contração de empréstimos. Dessa forma, o item 'Acesso ao crédito' chegou aos 97,1 pontos em janeiro, ante os 91,3 pontos em dezembro, alta de 6,3%. Em comparação a janeiro de 2018, houve aumento de 6,4%. Apesar de ainda estar na área de insatisfação (abaixo dos 100 pontos), em um ano, reduziu de 41,3% para 36,3% os que responderam que está mais difícil conseguir empréstimo para comprar a prazo (AI/FecomercioSP).

China fala em 'progressos' em negociações com EUA

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Trump recebeu o vice-primeiro-ministro da China, Liu He. Foto: EPA

A última rodada de negociações entre China e Estados Unidos sobre a questão comercial, concluída na quinta-feira (31), em Washington, produziu "importantes progressos", de acordo com uma nota divulgada pela delegação de Pequim. "As duas partes tiveram discussões francas, específicas e produtivas", afirma o comunicado.

EUA e China falaram sobre desequilíbrio comercial, transferência de tecnologia, proteção da propriedade intelectual, barreiras não tarifárias, serviços, agricultura e mecanismos de verificação. A China concordou em "fazer esforços ativos para expandir as importações dos Estados Unidos no setor de agricultura". Os dois países assinaram uma trégua de 90 dias na guerra comercial no dia 1º de dezembro, no G20 de Buenos Aires.

Se não houver acordo nesse prazo, ambos os governos podem estabelecer sobretaxas alfandegárias de 25%. Ao longo do ano passado, Donald Trump já havia sobretaxado em 10% cerca de US$ 250 bilhões em produtos chineses, enquanto Pequim reagiu com a mesma tarifa, mas sobre US$ 110 bilhões em itens americanos. Essas taxações foram mantidas, apesar da trégua. O país asiático possui um superávit comercial com os EUA avaliado em US$ 375 bilhões (ANSA).

Inadimplência das empresas caiu 14,2% em 2018

A inadimplência das empresas em todo o país caiu 14,2% em 2018, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC. Na análise interanual, contra o mesmo trimestre de 2017, a queda foi de 14,7%. Já na comparação com o 3º trimestre de 2018 houve queda de 11,6%, considerando os dados dessazonalizados.

Os resultados de 2018 indicam para a manutenção dos baixos níveis de inadimplência das empresas, que no início de 2017 começaram a registrar queda no acumulado em quatro trimestres. Em um primeiro momento, esse movimento se deveu apenas à restrição de crédito por parte das concedentes, mas com a gradual melhora na situação econômica, as empresas observaram aumento nas receitas, inflação menor e juros em queda, fatores que tem auxiliado a amenizar os fluxos de inadimplência (Boa Vista/SCPC).

Livre comércio entre UE e Japão

O abrangente acordo de livre comércio entre o Japão e a União Europeia (UE) entrou em vigor na sexta-feira (1º). O tratado vai remover tarifas de mais de 90% das importações das duas partes, além de flexibilizar regras em vários setores.

O Japão e a UE, que contam com população total de 640 milhões de pessoas, detêm 28% do Produto Interno Bruto (PIB) global e 37% dos valores do comércio mundial. O Japão vai eliminar tarifas sobre 94% de suas importações da União Europeia, incluindo produtos agropecuário. Já o bloco europeu deve eliminar os impostos sobre 99% das importações do Japão (ANSA).

 
 

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