ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

Conab aponta queda na produção de café em 2019

A produção de café no Brasil deve reduzir este ano, sinalizando ficar entre 50,48 e 54,48 milhões de sacas beneficiadas, devido a influência da bienalidade negativa nos cafezais, processo natural em que a planta se recupera do maior direcionamento de energia para a frutificação na safra passada, sobretudo na espécie arábica.

Conab temporario

O volume total perde cerca de nove milhões de sacas para safra 2018. Foto: Divulgação/Emater-RO

O volume total que inclui também o conilon, menos atingido pelo fenômeno, perde cerca de nove milhões de sacas para safra 2018 que foi a maior colheita da série histórica do grão.

Os números são do 1º Levantamento da Safra de Café, divulgado ontem (17) pela Conab. Também a área em produção sofre redução de 1,2% comparado à última safra, podendo atingir 1.842 mil hectares. A produção do arábica está estimada entre 36,12 e 38,16 milhões de sacas, apresentando uma redução comparativa à colheita passada de 23,9% a 19,6%, respectivamente. Já o conilon tem comportamento inverso e cresce a uma taxa de 1,3% a 15,2%, com possibilidade de atingir entre 14,36 e 16,33 milhões de sacas referentes a cada um dos percentuais, ajudado principalmente por situações climáticas favoráveis e por não sofrer tanto os impactos do ciclo bienal.

O estado mais prejudicado pelo fenômeno é o estado de Minas Gerais, responsável por mais da metade do volume colhido no país, podendo alcançar entre 26,4 e 27,7 milhões de sacas contra a boa marca de 33,36 milhões da safra passada, que foi de bienalidade positiva. O destaque da produção estadual é a região Sul do estado, que tem uma perspectiva de produção entre 14,49 e 15,18 milhões de sacas (GI/Conab).

Petrobras retomará processos de alienação de ativos

Petrobras temporario

A estatal informa que dará continuidade a alienação de 90% da participação na TAG e de 100% da Ansa. Foto: Paulo Witaker/Reuters

Agência Brasil

A Petrobras anunciou ontem (17) que retomará os processos competitivos para a venda de ativos e formação de parceria na área de refino. Em comunicado ao mercado, a estatal informa que dará continuidade a alienação de 90% da participação na Transportadora Associada de Gás (TAG) e de 100% da Araucária Nitrogenados (Ansa).

No caso do desinvestimento da TAG - cujo processo competitivo estava suspenso por decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região - foi levado em consideração a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do dia 16, que acatou pedido formulado pela União “de reversão da decisão”. A Petrobras levou também em consideração parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), no qual conclui que a Petrobras atende aos requisitos colocados no âmbito da análise feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte entende que a companhia já detém autorização legislativa para alienar suas subsidiárias e que obedece aos princípios constitucionais ao desinvestir segundo o procedimento de decreto que regulamenta alguns dispositivos da Lei das Estatais, “que estabelece as regras de governança, transparência e boas práticas de mercado para a adoção de regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais”.

Atividade econômica cresceu 1,38% em 11 meses

Agência Brasil

A atividade econômica registrou crescimento de 1,38% no resultado acumulado de 11 meses de 2018. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem (17) pelo Banco Central (BC), em Brasília. Em 12 meses terminados em novembro de 2018, a expansão chegou a 1,44%. Em novembro do ano passado, comparado ao mesmo mês de 2017, houve crescimento de 1,86%.

Na comparação entre novembro e outubro de 2018, o índice apresentou alta de 0,29%, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período). O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. O indicador oficial é o PIB, calculado pelo IBGE.

Varejo começa o ano com alta de 3,6% nas vendas

O movimento de vendas do varejo da capital paulista cresceu em média 3,6% na primeira quinzena de janeiro sobre o mesmo período de 2018, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). As comercializações à vista (4,6%) aumentaram mais do que as transações a prazo (2,6%).

“O sistema à vista, que abrange principalmente compras de menor valor, tem sido beneficiado pelas altas temperaturas nesse início de ano, que estimulam as vendas de roupas e calçados da moda primavera-verão, adereços, artigos de praia, bronzeadores, etc”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP. Em função do forte calor, bens duráveis como ventilador e aparelho de ar-condicionado também têm se destacado, puxando para cima o sistema a prazo, mesmo com as altas tributações incidentes.

Na comparação com a primeira quinzena de dezembro de 2018, os 15 primeiros dias de janeiro registraram queda média de 36,6%. A variação negativa já era esperada, por ser sazonal, visto que dezembro tem uma base forte por causa do Natal e do 13º salário. As retrações foram de 44,1 nas vendas à vista e de 29,1% a prazo (AI/ACSP).

 

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171