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Comércio varejista cresceu 2,9% de outubro para novembro

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,9% na passagem de outubro para novembro de 2018.

Comercio temproario

A alta veio depois de duas quedas: 0,7% de agosto para setembro e 1,1% de setembro para outubro. Foto: Fernando Frazão/ABr

O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada ontem (15) pelo IBGE. A alta veio depois de duas quedas: 0,7% de agosto para setembro e 1,1% de setembro para outubro. O indicador também teve altas de 0,4% na média móvel trimestral, de 4,4% na comparação com novembro de 2017, de 2,5% no acumulado do ano e de 2,6% no acumulado de 12 meses.

Seis das oito atividades varejistas pesquisadas tiveram alta na passagem de outubro para novembro, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,9%), móveis e eletrodomésticos (5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,8%), que foram beneficiados por promoções anunciadas em novembro. Também tiveram alta os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), tecidos, vestuário e calçados (1,7%) e combustíveis e lubrificantes (0,1%).

Por outro lado, dois setores tiveram queda no volume de vendas: livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%). O varejo ampliado, que também considera os segmentos de veículos e peças e de materiais de construção, teve crescimento de 1,5% de outubro para novembro.

A alta foi menos intensa do que a do varejo por causa das quedas de 2,2% nos setores de veículos, motos, partes e peças e de 0,7% nos materiais de construção. Na média móvel trimestral, o varejo ampliado teve queda de 0,1%, mas nas outras comparações teve alta: comparação com novembro (5,8%), acumulado do ano (5,4%) e acumulado em 12 meses (5,5%).

A receita nominal do comércio varejistas teve alta de 2,7% na comparação com outubro de 2018, de 1% na média móvel trimestral, de 8,4% em relação a novembro de 2017, de 5% no acumulado do ano e de 4,8% no acumulado de 12 meses. A receita nominal do varejo ampliado teve alta na comparação com outubro de 2018 (1,4%), na média móvel trimestral (0,2%), comparação com novembro de 2017 (9,2%), no acumulado do ano (7,3%) e no acumulado de 12 meses (7,1%) (ABr).

Ipea vê inflação em dobro para classe de baixa renda

Ipea temproario

As famílias de menor poder aquisitivo foram as mais afetadas pela inflação de dezembro. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Agência Brasil

Pressionada pelos aumentos nos preços dos alimentos e do reajuste dos aluguéis, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda referente a dezembro do ano passado apontou inflação em dobro para classes de renda mais baixas. O indicador mostra que as famílias de menor poder aquisitivo “foram as mais afetadas pela inflação de dezembro, embora a alta de preços tenha se intensificado em todas as classes”. A inflação nos segmentos de renda mais baixa foi 0,21% ( salário menor que R$ 900), mais que o dobro dos 0,9% verificados na variação de preços das classes mais ricas (maior que R$ 9 mil).

A influência do aumento dos preços dos alimentos decorreu, sobretudo, do aumento dos preços de alimentos, principalmente produtos in natura como legumes, que chegaram a subir 9%; verduras (2,3%); frutas (3%); e carnes (2%). “Itens que pesam na cesta de consumo das classes mais baixas”, ressaltou o Ipea. Em contrapartida, houve queda de 4,8% no preço da gasolina como “o principal fator de descompressão inflacionária nas faixas de renda mais alta, que também se beneficiaram, ainda que em menor proporção, da redução das tarifas de energia elétrica”.

A avaliação é que, em dezembro, a inflação das famílias mais ricas só não foi ainda menor devido aos aumentos das passagens aéreas (29,1%) e dos planos de saúde (0,8%). No acumulado de 2018, a inflação cresceu em todos os segmentos de renda, resultado do aumento dos preços dos alimentos a partir do 2º semestre e, sobretudo, dos reajustes dos combustíveis e da energia elétrica entre junho e outubro.

Embora as famílias mais pobres tenham sofrido mais em dezembro, no acumulado de 12 meses a alta de preços neste segmento foi 3,5%, contra 3,9% nas faixas de renda mais alta. Para a técnica de planejamento e pesquisa do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, em dezembro, embora o Indicador tenha registrado uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços em todas as classes, esta foi bem mais intensa nos segmentos de renda mais baixa.

Inadimplência do consumidor caiu 1,1% em 2018

A inadimplência do consumidor caiu 1,1% ao longo do ano de 2018, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. Na avaliação mensal com ajuste sazonal, dezembro apresentou variação negativa de 0,9% frente a novembro. Quando comparado o resultado contra o mesmo mês de 2017, o indicador caiu 1,9%. Regionalmente, na análise acumulada do ano, ocorreu queda nas regiões Centro-Oeste (-3,8%), Norte (-4,8%), Nordeste (-1,7%) e Sudeste (-0,4%). Já na região Sul houve alta de 0,2%.

As adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos anos fizeram com que as famílias ficassem mais cautelosas, o que inibiu o consumo e a tomada de crédito, contribuindo para a queda do fluxo de inadimplência. Passado o período mais intenso da crise econômica, o indicador demonstra sinais de que caminha para estabilização, após três anos consecutivos de queda nos registros.

Ainda assim, a manutenção de um ritmo estável do estoque de inadimplência está condicionada por uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho, redução dos juros e evolução da renda (Boa Vista SCPC).

 

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