ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

Contas públicas têm saldo negativo em novembro

O setor público consolidado, formado pela União, os estados e municípios, registrou saldo negativo nas contas públicas em novembro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC).

Contas temporario

Em 12 meses, os gastos com juros somaram R$ 385,594 bilhões, que corresponde a 5,64% do PIB. Foto: Revista News/Reprodução

O déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 15,602 bilhões, resultado bem maior que o de igual período de 2017, quando foi de R$ 909 milhões. Esse é o maior déficit para meses de novembro desde 2016, quando ficou em R$ 39,141 bilhões.

No mês passado, o resultado negativo veio principalmente do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) que apresentou déficit primário de R$ 17,073 bilhões, uma piora em relação a novembro de 2017, quando o déficit primário ficou em R$ 366 milhões. Esse resultado negativo é explicado pelo déficit da Previdência, que chegou a R$ 17,968 bilhões, em novembro, enquanto o Tesouro registrou saldo positivo de R$ 948 milhões. O Banco Central teve déficit de R$ 52 milhões.

Os governos estaduais apresentaram superávit de R$ 2,431 bilhões, e os municipais, déficit de R$ 423 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 537 no mês passado.
Nos 11 meses do ano, houve déficit primário de R$ 67,125 bilhões, contra resultado também negativo de R$ 78,261 bilhões em igual período de 2017. No acumulado em 12 meses encerrados em novembro, as contas públicas ficaram com saldo negativo de R$ 99,447 bilhões, o que corresponde a 1,45% do PIB

Os gastos com juros ficaram em R$ 35,029 bilhões em novembro, contra R$ 29,129 bilhões no mesmo mês de 2017. De janeiro a novembro, essas despesas chegaram a R$ 352,275 bilhões, contra R$ 367,507 bilhões em igual período de 2017. Em 12 meses encerrados em novembro, os gastos com juros somaram R$ 385,594 bilhões, o que corresponde a 5,64% do PIB (ABr).

Inadimplência das empresas teve alta de 9,01% em novembro

Inadimplencia temporario

O setor de serviços foi o ramo em que a inadimplência mais cresceu em novembro. Foto: Blog Skill/Reprodução

O cenário econômico continua afetando o resultado das empresas, que seguem com elevado índice de inadimplência. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de empresas com o CNPJ inscrito nos cadastros de devedores cresceu 9,01% em novembro na comparação com o mesmo período de 2017, quando houve um avanço de 3,71%. Já em relação ao mês de outubro, o aumento foi de 2,17%.

A alta foi puxada, principalmente, pela região Sudeste, com crescimento de 16,76%. A região Sul, que teve a segunda maior variação, registrou um aumento de 4,00%. Em terceiro lugar, aparece o Nordeste, com 2,22%. Na sequência vem Centro-Oeste (1,84%) e Norte (0,49%). Quanto ao número de empresas negativadas por setor, serviços foi o ramo em que a inadimplência mais cresceu em novembro de 2018, na comparação com o mesmo mês do ano passado, com um avanço de 13,20%. Este setor engloba os bancos e as financeiras.

Agricultura vem logo em seguida, com 11,68%; enquanto comércio teve 6,33% e indústria 5,32%. Em termos de participação, a maior parte das empresas negativadas atua no comércio (39,97%), seguida dos setores de serviços (39,97%) e indústria (9,21%). Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o alto número de empresas negativadas ainda reflete os efeitos da crise. “Mas já há sinais de retomada da economia e da confiança dos empresários para o próximo ano. Acredita-se que, à medida que os negócios se recuperem, a capacidade de pagamento das empresas em dificuldade deva melhorar”, explica.

Coaf investigou 370 mil pessoas físicas e empresas

Agência Brasil

Órgão responsável por analisar transações financeiras suspeitas, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigou 370 mil pessoas físicas e empresas em 2018. O volume representa alta de 10% em relação ao ano passado. Em parceria com o Ministério Público e autoridades policiais, o Coaf conseguiu bloquear judicialmente cerca de R$ 36 milhões no Brasil e no exterior, relacionados a investigações sobre lavagem de dinheiro e outros crimes.

Os números constam de balanço divulgado pelo Coaf. Segundo os dados, o total de pessoas investigadas baseia-se em 7.279 relatórios de inteligência financeira (RIF), que geraram 330 mil comunicações de operações suspeitas e em espécie. O órgão também informou ter recebido 6.915 pedidos de informações de autoridades nacionais e ter feito 297 operações de troca de informações com unidades de inteligência financeira no exterior.

Entre os destaques do balanço, o Coaf cita cerca de 400 relatórios de inteligência financeira que auxiliaram a força tarefa da Operação Lava Jato no Paraná e no Rio de Janeiro e outras operações da Polícia Federal e da Receita Federal. O órgão citou a colaboração nas Operações Cui Bono, que investigou fraudes na liberação de créditos pela Caixa; Greenfield, que investigou irregularidades em fundos de pensão, e Cadeia Velha, que investigou esquemas de corrupção de lideranças da Alerj com a Odebrecht e empresas de ônibus urbanos.

Mecanismo de proteção para o diesel

Agência Brasil

A Petrobras anunciou a aprovação de mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel. O mecanismo dará a opção de adotar períodos de estabilidade no preço do derivado de petróleo por prazos curtos, em até sete dias consecutivos, em momentos em que houver forte oscilação nas cotações internacionais do derivado e do câmbio. O mecanismo de proteção já existe para a gasolina. A estatal vai definir o momento de aplicação do mecanismo ao produto, quando for registrada elevada volatilidade.

Não há, porém, previsão de aplicação imediata e automática do instrumento, que será incluído entre as alternativas possíveis dentro da política de preços da companhia. “O objetivo é evitar uma eventual alta volatilidade em períodos curtos de tempo, como a provocada pela passagem de furacões no Golfo do México”, destacou a Petrobras.

Informou também que isso será feito “sem abrir mão da paridade dos preços internacionais, o instrumento derivativo, a ser aplicado por não mais do que sete dias consecutivos, permitirá à empresa obter um resultado financeiro equivalente ao que alcança com a prática de reajustes diários”. Durante a utilização opcional desse instrumento, os preços ficarão estáveis durante o período de sua execução.

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171