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Se todos contribuintes pagassem, pagaríamos 'menos' impostos

Em vídeo de balanço publicado pelo Ministério da Fazenda, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse que o órgão tem atuado não apenas para coibir infrações tributárias, mas para combater a concorrência desleal.

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Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Ele defendeu o enfrentamento à sonegação e à prática de fraudes na arrecadação de impostos. "Existe um trabalho muito forte para coibir a concorrência desleal. Se todos os contribuintes pagassem, todos pagariam menos, é isso que nós queremos", disse.

Para Rachid, o trabalho da Receita está na origem de investigações de casos de corrupção. "Muitas dessas operações foram iniciadas pelo trabalho das equipes da Receita, das equipes de inteligência ou mesmo de fiscalização", disse. No vídeo, Rachid faz um balanço da gestão do governo no setor e cita os avanços nos atendimentos virtuais personalizados, que chegam a 90% dos casos, e no tempo de abertura de empresas, que foi reduzido no país.

"Chegamos agora a 48% das aberturas de empresas de até 3 dias. No conjunto total, 81% em até uma semana, então foi muito expressiva a redução de tempo". Também ressaltou a conclusão parcial do portal único de comércio exterior, que já está em funcionamento para exportação, faltando ainda a etapa da importação.A ferramenta vai permitir a redução, no caso da burocracia exigida para a exportação, de 14 dias para 6,4 dias. "Fora a redução de 90% em termos de documento, 60% em termos de preenchimento de formulários".

Segundo Rachid, a Receita deve seguir investindo nesse processo de simplificação tributária como forma de melhorar o ambiente de negócios. Ele defendeu que as mudanças no setor devem ser contínuas e não precisam estar vinculadas a um único projeto e citou o caso do PIS e da Cofins. "É um tributo muito complexo, que gera litígio, gera dúvidas por parte do contribuinte, até para os agentes do Fisco. Então, como já dito, reforma tributária não é um grande evento, é um processo. E dentro desse processo, podemos e devemos avançar muito para melhorar o ambiente de negócios no Brasil", disse (ABr).

Supermercados paulistas abriram quase seis mil postos

Supermercados temporario

Em outubro, os supermercados paulistas criaram 5.938 vagas. Foto: Newtrade

Após um primeiro semestre com abertura de postos de trabalho abaixo do esperado, o setor supermercadista vem mantendo o bom desempenho e, pelo quarto mês consecutivo, registrou aumento no número de empregos. Em outubro, os supermercados paulistas criaram 5.938 vagas, conforme dados divulgados pelo Caged e analisados pela Apas. Este é o terceiro melhor novembro para a série desde 2011.

Este resultado é considerado bom e tradicional para o mês, já que novembro é sempre o pico das contratações. Dezembro é outro mês de crescimento de empregos no setor, mas, mesmo assim, a projeção feita pela Apas de encerrar o ano de 2018 com mais de 12 mil vagas criadas no setor é difícil de se concretizar.

“O ano de 2018 foi extremamente difícil, com cálculos na ordem de 500 milhões de reais perdidos pelo setor devido à greve dos caminhoneiros e à retomada lenta da economia. As 12 mil vagas previstas para o setor supermercadistas não serão atingidas e ficarão entre quatro e cinco mil contratações”, explicou o economista da Apas, Thiago Berka. Em 2017, foram criadas 8.592 vagas (AI/Apas).

Aumenta a confiança dos empresários da construção

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas, (FGV) subiu 0,8 ponto em dezembro, na comparação com novembro e alcançou 85,5 pontos. É o maior nível desde dezembro de 2014, quando chegou a 88,8 pontos. Segundo a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, os empresários perceberam melhora no ambiente de negócios da construção ao longo de 2018, "mas isso não vai se traduzir em um resultado positivo para o PIB do setor".

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, subiu 0,6 ponto de novembro para dezembro e chegou a 74,7 pontos, o maior nível desde abril de 2015 (75,5 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade do setor avançou 1,9 ponto percentual, para 66,6%. As expectativas de recuperação da demanda do setor estão se refletindo positivamente nas intenções de contratação.

A proporção de empresas que relatam redução no quadro de pessoal para os próximos meses caiu de 26,2% em dezembro de 2017, para 20,5% em dezembro de 2018. A parcela de pessoas que reportaram aumento subiu de 13,9% para 19,5%.

Probabilidades da Mega Sena da Virada

Estudo da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) revela que a possibilidade de a Mega-Sena da Virada ter um único apostador premiado é 0,6%, levando em consideração que o volume de apostas é de 350 milhões de bilhetes, similar ao ocorrido em 2015 e 2016. Ainda de acordo com o levantamento, a probabilidade maior é que o prêmio de R$ 200 milhões seja dividido entre seis ou sete vencedores.

"A probabilidade de repartição do prêmio entre seis ganhadores é de 14,9%, o mesmo percentual de chances de o concurso premiar sete ganhadores. Portanto, o valor mais provável que cada vencedor ganhará é de 35 milhões ou 30 milhões de reais (seis ou sete apostas vencedoras, respectivamente). Em seguida, aparecem as probabilidades de oito e cinco vencedores, com 13% e 12,8%, respectivamente. A chance de acontecer nove ganhadores é de 10,1%, explica o professor da FGV EMAp, Moacyr Alvim Silva (FGV).

Dívida Pública Federal ultrapassa R$ 3,8 trilhões

Agência Brasil

O elevado volume de emissões de títulos fez a Dívida Pública Federal (DPF) ultrapassar a barreira de R$ 3,8 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, o indicador fechou o mês passado em R$ 3,827 trilhões, com alta de 1,69% em relação a outubro. A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna, em circulação no mercado nacional, subiu 1,59%, passando de R$ 3,622 trilhões para R$ 3,679 trilhões.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 34,49 bilhões a mais do que resgatou, principalmente em títulos prefixados e em títulos corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). O estoque também subiu por causa da apropriação de juros, que somou R$ 23,20 bilhões. A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

A forte alta do dólar no último mês fez a Dívida Pública Externa subir 4,27% em novembro. O estoque passou de R$ 140,95 bilhões para R$ 146,96 bilhões, motivado principalmente pela valorização de 3,92% da moeda norte-americana ocorrida no mês passado. Apesar da alta em novembro, a DPF está próxima do limite inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no início do ano, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões.

 
 
 

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