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Comércio entre China e países lusófonos soma US$ 108,9 bilhões

O comércio entre a China e os países de língua portuguesa atingiu US$ 108,93 bilhões de janeiro a setembro, um salto anual de 21,22%.

Comercio tempsorario

O Brasil continua a ser o principal parceiro comercial lusófono da China. Foto: forumchinaplp/Divulgação

De acordo com o Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o país importou US$ 77,4 bilhões e exportou US$ 31,54 bilhões em produtos para o mundo lusófono no período, uma alta anual de 21,78% e 19,88%, respectivamente.

No mês de setembro, a China importou US$ 10,09 bilhões – aumento mensal de 4,9%. Já as exportações chinesas foram de US$ 3,53 bilhões – alta mensal de 3,67%. O comércio bilateral somou US$ 13,62 bilhões no mês – crescimento de 4,58% em relação a agosto. O Brasil continuou a ser o principal parceiro comercial lusófono da China, registrando trocas comerciais totais no valor de US$ 10,6 bilhões em setembro, uma alta mensal de 7,99%. Nos primeiros nove meses do ano, os dois países acumularam comércio de US$ 81,75 bilhões – alta anual de 22,6%.

Em segundo lugar ficou Angola, com as trocas comerciais bilaterais totalizando US$ 2,19 bilhões em setembro, uma queda de 8,35% em relação a agosto. Nos primeiros nove meses do ano, os dois países registraram um comércio de US$ 20,53 bilhões, alta anual de 17,5%.
Na terceira posição ficou Portugal, com o valor das trocas comerciais crescendo 7,16% mensalmente em setembro, para US$ 590,93 milhões. De janeiro a setembro, o comércio sino-português somou US$ 4,53 bilhões, 7,6% a mais que o do mesmo período do ano passado.

As trocas comerciais entre a China e Moçambique caíram 14,57% em termos mensais em setembro, para US$ 208 milhões. O Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa foi criado em 2003 e abrange Angola, Brasil, Cabo Verde, China, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe (ABr).

BC mantém previsão para crescimento da economia em 2019

BC tempsorario

Essa projeção é condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia. Foto: Reprodução/CGM

Agência Brasil

O Banco Central (BC) manteve a projeção para o crescimento da economia em 2019. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 2,4%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem (20) pelo BC. Essa projeção está em linha com a perspectiva de continuidade da retomada gradual da atividade econômica ao longo dos próximos trimestres.

“Conforme destacado no Relatório de Inflação de setembro, essa projeção é condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, notadamente de natureza fiscal”, destacou a instituição. As previsões para agropecuária e indústria em 2019 foram mantidas, respectivamente, em 2% e 2,9%. Houve ligeira alta na projeção para o crescimento do setor de comércio e serviços (de 2% para 2,1%).

A estimativa para o crescimento do consumo das famílias é 2,5% e para a Formação Bruto de Capital Fixo (investimentos), 4,4%, similares às projeções anteriores. A projeção para o consumo do governo foi alterada de 0,5% para 0,6%. A estimativa para o crescimento das exportações foi revista de 6% para 5,7%, diante de perspectiva de desaceleração da economia global, enquanto a projeção para as importações passou de 5,9% para 6,1%.

Para 2018, a projeção de crescimento do PIB foi ajustada de 1,4% para 1,3%. Segundo o BC, esse ajuste na projeção repercute os resultados do PIB no terceiro trimestre do ano, da revisão da série histórica do PIB e de estatísticas setoriais disponíveis para o quarto trimestre.

Inflação de 5,4% para os próximos 12 meses

Agência Brasil

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes ficou em 5,4% em dezembro deste ano. A taxa é inferior à registrada pela pesquisa de novembro, de 5,6%. O dado foi divulgado hoje (20) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa é feita com base em entrevista com consumidores que respondem à pergunta “na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”.

Segundo a pesquisadora da FGV, Viviane Seda Bittencourt, a expectativa dos consumidores está alinhada com a dos especialistas.
Em dezembro, a expectativa de inflação diminuiu em todas as faixas de renda, exceto para as famílias com renda mensal até R$ 2.100,00 cuja inflação prevista subiu 0,1 ponto percentual.

Otimismo do setor supermercadista volta a subir

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do estado de São Paulo, feita pela APAS, apresentou, em dezembro, 37% de otimismo geral com a situação econômica do setor ante os 33% apontados em novembro. A neutralidade ficou em 42%, ante os 41% reportados no mês passado.
Quando olhamos para o futuro, os números são ainda mais animadores. Cerca de 52% dos empresários do setor estão confiantes e otimistas para o ano de 2019.

Este resultado é o maior desde 2015, quando começou a recessão que resultou na grave instabilidade econômica pela qual atravessou o Brasil.
“Os 52% de expectativa positiva com a economia como um todo são números bem robustos, principalmente em um setor que não tem apresentado desempenho muito bom por três anos consecutivos e que ainda não recuperou as perdas de 2015 e de 2016”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Outro ponto importante da pesquisa e que ilustra o aumento da confiança é a expectativa com o novo governo federal: em dezembro foi registrado 80% otimismo. Para o economista da APAS, o principal motivo para este recorde de otimismo foram “as indicações e discursos do governo, que deram aos empresários supermercadistas mais vislumbre com os negócios”. Com a confiança em alta, o otimismo com as vendas futuras também subiu a índices elevados e chegou a 90% (AI/Apas).

 
 
 

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