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Mercado mantém estimativa de inflação em 3,71% para este ano

Depois de sete reduções consecutivas, a estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano ficou estável.

Mercado temporario

A projeção para a expansão do PIB foi mantida em 1,30%. Para 2019, a estimativa foi ajustada de 2,53% para 2,55%. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPC-A) permanece em 3,71%, este ano. As informações são do boletim Focus, publicado toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), com estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Para 2019, a projeção também não foi alterada em relação à semana passada: 4,07%. Em 2020, a expectativa é que a inflação fique em 4% e em 2021, 3,75%. As estimativas estão abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Para este ano, o centro da meta é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Já para 2020, a meta é 4%. Para 2021, 3,75%. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para os dois anos.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano.
Para as instituições financeiras, a Selic deve subir em 2019, encerrando o período em 7,5% ao ano. A primeira reunião do Copom de 2019 ocorrerá em fevereiro.

Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança

A projeção para a expansão do PIB foi mantida em 1,30%. Para 2019, a estimativa foi ajustada de 2,53% para 2,55%. As instituições financeiras projetam crescimento de 2,50% do PIB em 2020 e 2021. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar passou de R$ 3,78 para R$ 3,83 no fim deste ano e para 2019 permanece em R$ 3,80 (Abr).

CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS CRIARAM EMPREGOS FORMAIS EM OUTUBRO

Contratacoes temporario

Os dados compõem a pesquisa realizada pela FecomercioSP com base nos dados do Caged e da Rais. Foto: Sincomercio/Jundiaí

Em outubro, o comércio varejista no Estado abriu novos postos de trabalho pelo terceiro mês consecutivo. No período, foram criados 6.609 empregos formais, resultado de 83.460 admissões e 76.851 desligamentos. Foi o segundo melhor saldo para outubro desde 2013. Com esse desempenho, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 2.074.330 vínculos empregatícios, leve alta de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, o saldo também foi positivo (1.252 vagas).

Os dados compõem a pesquisa realizada pela FecomercioSP com base nos dados do Caged e da Rais. No comparativo anual, quatro das nove atividades analisadas apontaram crescimento do estoque de empregados em relação ao mesmo mês do ano anterior, com destaque para os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (2,1%) e farmácias e perfumarias (1,8%). Por outro lado, os setores de lojas de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-2,1%) e materiais de construção (-1,1%) sofreram as maiores quedas na mesma base comparativa.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho do varejo paulista em relação ao seu mercado de trabalho formal em outubro foi influenciado pela contratação de trabalho temporário. Para a Entidade, o período alcançou bom resultado em virtude da injeção de parte do décimo terceiro, o que torna o Natal a principal data especial a contratações e receitas do varejo. A Federação acrescenta que não são esperadas contratações em 2018 muito maiores do que as vistas em 2017 nestes meses (AI/FecomercioSP).

EMPRESAS FAMILIARES BRASILEIRAS ESTÃO OTIMISTAS COM O FUTURO DOS NEGÓCIOS

A maioria das empresas familiares brasileiras (70%) está confiante em relação à situação econômica do próprio negócio nos próximos três anos, apesar das incertezas políticas e instabilidades econômicas, enquanto 23% estão neutras e 7% pessimistas. O dado é reflexo dos resultados obtidos por essas organizações nos últimos seis meses, período em que foram registrados, de forma geral, aumento de receita, lucratividade e quantidade de funcionários.

Essas são algumas das conclusões da 3ª edição da pesquisa "Retratos de família", conduzida pela KPMG com 217 empresas familiares de 19 estados do País, resultando em um dos conteúdos mais completos e extensos já desenvolvidos sobre o tema. Os respondentes são, em 65% dos casos, membros da família proprietária e 30% são diretores. Os setores mais bem representados são: agronegócio (19%); serviços (12%); atacado e varejo (12%); construção (9%); consumo (exceto atacado e varejo, 8%); bens industriais (6%); saúde e ciências da vida (6%); e transporte (5%).

"Esta nova pesquisa revela indicadores únicos, precisos e atualizados sobre práticas de governança corporativa, anseios, expectativas e perspectivas das empresas familiares brasileiras. Os resultados revelam que os líderes dessas organizações confiam nos seus pontos fortes e prezam pela perenidade do negócio com a manutenção da família no controle da operação", afirma o sócio-líder de Governança Corporativa e Riscos e CEO do ACI Institute da KPMG no Brasil e na América do Sul, Sidney Ito.

Entre os pontos fortes das empresas destacados pelos respondentes estão: tomada de decisões rápida e flexível (54%); marca forte ou presença de mercado (42%); atendimento ao cliente (40%); capacidade empreendedora (33%); valores e cultura compartilhados (22%); engajamento dos colaboradores (19%); robustez financeira e facilidade no acesso ao capital (14%); visão de longo prazo (13%). Quando perguntadas sobre mudanças que beneficiariam o negócio, as respostas indicaram redução de impostos (18%), leis trabalhistas mais flexíveis (17%) e legislação fiscal mais simples (14%) - (Fonte: kpmg.com.br).

ATIVIDADE ECONÔMICA CRESCEU POUCO EM OUTUBRO

Agência Brasil

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou alta de 0,02% em outubro, comparado a setembro, segundo dados divulgados ontem (17), em Brasília. Na comparação com outubro de 2017, houve crescimento de 2,99% nos dados sem ajustes, já que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em outubro, o indicador teve expansão de 1,54%. No ano, até outubro, houve crescimento de 1,40%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB, calculado pelo IBGE.

 
 
 
 

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