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Crediário e cartão de crédito são os principais vilões da inadimplência

O brasileiro vem assumindo cada vez mais compromissos financeiros e, diante do atual quadro econômico, passa a enfrentar dificuldades para pagar contas, como a fatura cartão de crédito e boletos no comércio.

Crediario temporario

Os principais responsáveis pela negativação de CPFs são o crediário (65%) e o cartão de crédito (63%). Foto: Reprodução/Internet

Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que os principais responsáveis pela negativação de CPFs no país são o crediário (65%) e o cartão de crédito (63%), lendo em conta seus usuários.

O empréstimo pessoal em bancos ou financeiras aparece em terceiro lugar na lista dos grandes vilões da inadimplência, com 61%. Entre os outros tipos de dívidas que levaram ao registro do nome em entidades de proteção ao crédito, destacam-se: crédito consignado (60%), cheque especial (57%), financiamento de automóvel (45%), mensalidades escolares (26%), conta de telefone (20%), boletos de TV por assinatura e internet (18%) e conta de água e luz (11%). Atrasos com aluguel e condomínio, respondem por 10% e 8%, respectivamente.

Na avaliação do educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, o orçamento apertado e a falta de controle financeiro acabam refletindo em uma maior incidência de negativações. “O desemprego ainda em altos níveis e a renda achatada vêm dificultando o pagamento das contas. E o mais grave é o fato que as dívidas bancárias se posicionem entres os primeiros colocados porque os juros elevados por atraso contribuem para que os valores dessas dívidas cresçam até o ponto de o consumidor não conseguir honrar seus compromissos financeiros”, observa.

O levantamento também mapeou quais são as demais contas que os inadimplentes possuem atualmente sem pagar, mas que não necessariamente tenham levado à negativação. De acordo com os dados, os empréstimos que envolvem pessoas próximas com parentes e amigos (38%) são as contas que os entrevistados mais deixaram de pagar. Depois surgem as parcelas do cartão de crédito (20%), crediário (20%) e cheque especial (20%) (CNDL/SPCBrasil).

Carga tributária subiu para 32,43% do PIB

Carga temporario

Em relação a 2016, a carga tributária aumentou 0,14 ponto percentual. Foto: Arquivo/ABr

Agência Brasil

A carga tributária atingiu 32,43% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), em 2017. A informação foi divulgada ontem (3) pela Receita Federal. É o maior índice em quatro anos.
Em relação a 2016 (32,29%), a carga tributária aumentou 0,14 ponto percentual.

De acordo com a Receita, a variação resultou da combinação dos acréscimos em termos reais (descontada a inflação) de 0,99% do PIB e de 1,4% da arrecadação tributária nos três níveis de governo. O PIB no ano de 2017 apresentou aumento em relação ao ano anterior, alcançando aproximadamente R$ 6,56 trilhões. E a arrecadação chegou a R$ 2,13 trilhões.

Dentre os tributos federais, os que mais contribuíram para o aumento da carga tributária foram os programas PIS/Pasep e a Cofins, responsáveis pelo crescimento de 0,21 ponto percentual. Segundo a Receita, o acréscimo decorreu principalmente da elevação das alíquotas sobre combustíveis (gasolina e diesel). Já as maiores reduções se devem ao IRPJ e a CSLL, responsáveis por um decréscimo de 0,35 ponto percentual.

Isso ocorreu porque, em 2016, houve aumento da arrecadação com a Lei da Repatriação. Esse regime permitiu a regularização de recursos, bens ou direitos remetidos ou mantidos no exterior ou repatriados por residentes ou domiciliados no país, que não tinham sido declarados ou que tinham sido declarados incorretamente. No total, em 2016 foram arrecadados R$ 23,5 bilhões. Quanto aos tributos estaduais, houve acréscimo de arrecadação em relação ao ano anterior do ICMS de 0,12 ponto percentual.

Mercado reduz estimativa de inflação para 2018

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela sexta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada todas as segundas-feiras, em Brasília, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,89%. Na semana passada, a projeção estava em 4,94%. Para 2019, a projeção da inflação passou de 4,12% para 4,11%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,86% para 3,78%.

Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano na última reunião de 2018 do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 11 e 12 deste mês. Em 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 7,75% ao ano, a mesma previsão da semana passada. Para o término de 2020 e 2021, a expectativa segue em 8% ao ano.

As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,39% para 1,32% em 2018. Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,50 para 2,53%. Em 2020 e 2021, a estimativa segue em 2,50%. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 3,70 para R$ 3,75, no fim deste ano, e passou R$ 3,78 para R$ 3,80, no término de 2019.

Cresceu o varejo de material de construção

O varejo de material de construção cresceu 5% no mês de novembro, na comparação com outubro. Com relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho foi 2% superior. Já no acumulado do ano, o setor apresenta alta de 6,5% sobre o mesmo período de 2017. Nos últimos 12 meses, há crescimento de 7,5%.

Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 26 a 28 de novembro. Segundo o levantamento, quase todas as regiões do País apresentaram crescimento, com destaque para o Sul (9%), Nordeste (8%), Norte (5%) e Sudeste (4%). O Centro-Oeste, que foi a região que mais cresceu no mês passado (18% sobre setembro), apresentou queda de 10% em novembro.

Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, o desempenho no mês indica a confiança do setor nas ações anunciadas até agora pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. “O otimismo do setor com relação ao governo nos próximos 12 meses atingiu 84%, maior patamar desde janeiro de 2013. Fora isso, os lojistas acreditam que o novo governo dará prioridade à Saúde, Segurança Pública e Educação, áreas que influenciam diretamente o nosso setor, com a construção de escolas, hospitais e novos presidios”, declara (AI/Anamaco).

 
 
 

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