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Conselho da TIM demite CEO e abre nova guerra de acionistas

O conselho de administração da operadora de telefonia italiana TIM revogou ontem (13) o mandato do CEO do grupo, Amos Genish, que estava no cargo desde julho de 2017.

Conselho temporario

Amos Genish, nomeado pela Vivendi, foi afastado pela Elliott. Foto: ANSA

Segundo fontes da empresa, Genish, que havia sido nomeado pelo grupo francês Vivendi, maior acionista da companhia, perdeu o apoio da gestora de recursos norte-americana Elliott, que controla o conselho de administração.

O cargo de CEO será assumido interinamente pelo presidente da TIM, Fulvio Conti, até 18 de novembro, quando o conselho se reunirá novamente para definir o substituto de Genish. Por meio de uma nota, a empresa agradeceu ao executivo pelo "trabalho desenvolvido no interesse da sociedade e de todos os seus stakeholders".

A demissão chega poucos dias depois da divulgação dos resultados da TIM no terceiro trimestre, que mostraram um prejuízo acumulado de 800 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2018 após a decisão do conselho de desvalorizar seu aviamento (lucro potencial) em 2 bilhões de euros.

Para a Vivendi, essa decisão é uma forma de tentar "desestabilizar" a operadora. No início de maio, quando a Elliott venceu a disputa para controlar o conselho da TIM, o grupo francês já a havia acusado de querer "desmantelar" a empresa. A Vivendi deve pedir a convocação de uma nova assembleia de sócios para tentar retomar a maioria no conselho de administração (ANSA).

Volume de vendas do varejo caiu 1,3% em setembro

Volume temporario

A média móvel do trimestre encerrado em setembro desacelerou de 0,5% para 0,1%. Foto: Marcelo Camargo/ABr/EBC

Agência Brasil

O volume de vendas do comércio varejista teve queda de 1,3% em setembro, na comparação com agosto, divulgou ontem (13) o IBGE. O resultado representa uma perda de ritmo, depois que as vendas subiram 2% no mês anterior. A média móvel do trimestre encerrado em setembro desacelerou de 0,5% para 0,1%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio e estão ajustados sazonalmente.

Na série sem ajuste sazonal, a comparação com setembro do ano anterior mostra estabilidade, com uma variação positiva de 0,1%. O terceiro trimestre de 2018 teve uma alta 1% em relação ao mesmo período do ano passado, e o ano de 2018 acumula alta de 2,3% na comparação com os mesmos meses do ano anterior. Nos últimos doze meses, o comércio varejista acumula uma alta de vendas de 2,8% no período encerrado em setembro. No ano fechado em agosto, a alta havia sido de 3,3%.

Seis das oito atividades do comércio varejista tiveram queda em setembro. A venda de combustíveis e lubrificantes recuou 2% em relação a agosto, e a dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu 1,2%. Tiveram resultados positivos no volume de vendas os setores de móveis e eletrodomésticos (2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,6%).

O varejo ampliado, que inclui todas as atividades do varejo comum mais materiais de construção, veículos, motos, partes e peças teve um recuo de 1,5% em setembro ante agosto, mas cresceu 2,2% em relação a setembro de 2017. A alta foi a décima sétima taxa positiva seguida na comparação interanual. O volume de vendas dos materiais de construção teve queda de 1,7% em setembro, na comparação com agosto. Já os Veículos, motos, partes e peças teve estabilidade, com variação negativa de 0,1%.

A queda de vendas em relação a agosto foi registrada em 16 das 27 unidades da federação. A maior retração foi na Paraíba, de -6,4%, e em Minas Gerais, de -3,1%. Entre os 11 estados que tiveram crescimento no volume de vendas, os destaques foram Rondônia, com 8,4%, Tocantins, com 2,9%, e Acre, com 2,1%. No comércio varejista ampliado, diminui para oito o número de estados que tiveram recuo no volume de vendas. Entre essas unidade da federação estão Paraíba (-4,9%), Rio de Janeiro (-3,3%) e São Paulo (-1,1%).

Efetivação de trabalhadores temporários pode chegar a 15%

A estimativa de oferta de vagas temporárias pelo comércio brasileiro para este fim de ano é positiva e pode chegar a um aumento de 5% em relação a 2017. Já a taxa de efetivação desses trabalhadores pode alcançar 15%, o maior patamar dos últimos três anos. Essa é a expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Essa previsão de crescimento se deve ao maior otimismo do comércio diante das estratégias econômicas delineadas pelo próximo governo. Com isso, o setor acredita em uma arrancada da economia em 2019 e do retorno do cenário que se apresentou no País antes da imersão na crise”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP.

O otimismo do varejo, segundo ele, tem sido puxado pela melhora da confiança do consumidor. “Pelo que vimos em anos anteriores, quando a confiança cresce e as lojas vendem seus estoques no Natal, o ano seguinte já começa com números bons na indústria, o que estimula a efetivação de trabalhadores temporários” (AI/ACSP).

Eletrobras tem prejuízo de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre

Agência Brasil

A Eletrobras registrou prejuízo líquido de R$ 1,613 bilhão no terceiro trimestre, depois do lucro líquido de R$ 550 milhões em igual período de 2017. O resultado, de acordo com balanço divulgado na noite de segunda-feira (12) pela companhia, foi impactado principalmente pelas reservas para imprevistos no montante de R$ 2,201 bilhões, com destaque para R$ 1,518 bilhão de empréstimos compulsórios.

O segmento de distribuição também contribuiu negativamente, registrando prejuízo de R$ 998 milhões no terceiro trimestre. Os segmentos de geração e de transmissão apresentaram lucro de R$ 832 milhões e R$ 103 milhões no período, respectivamente. Há ainda R$ 2,8 bi de passivo, referentes à venda das distribuidoras Cepisa, Ceron, Boa Vista Energia e Eletroacre, que poderão ser revertidos no quarto trimestre, destacou a empresa.

No resultado acumulado de nove meses, a Eletrobras apresentou um lucro líquido de R$ 1,275 bilhão, em comparação com R$ 2,272 bilhões nos nove meses de 2017. Os segmentos de geração e transmissão apresentaram lucro de R$ 2,518 bilhões e R$ 1.629 bilhão, respectivamente, enquanto o segmento de distribuição apresentou prejuízo de R$ 2,002 bilhões.

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