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Piorou o nível de atividade das micro e pequenas indústrias

A deterioração do quadro geral leva 68% das MPIs ao risco de fechamento.

 A 29ª rodada do Indicador de atividade da micro e pequena indústria, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria/SP (Simpi) ao Datafolha, aponta que o cenário de crise econômica levou a categoria ao pior nível de atividade já registrado

A deterioração do quadro geral leva 68% das MPIs ao risco de fechamento, ante 62% no mês anterior. A parcela dos empresários que admitem que podem encerrar as atividades em três meses dobrou de 13% em junho, para 26% em julho, número que representa cerca de 75 mil micro e pequenas indústrias.
Segundo a pesquisa, 28% dos empresários deixaram de realizar algum pagamento, destes, 25% não quitaram suas dívidas com bancos ou financeiras, alta expressiva na comparação com o mês anterior, que era de 14%, maior índice da série histórica, desde março de 2013. 56% dos proprietários de MPIs afirmam que o capital de giro para o mês de julho foi muito pouco ou insuficiente. Além do nível de calotes, que nunca foi tão elevado, chegando a 51%, ante 46% no mês anterior.
O índice de Satisfação chegou a 84 pontos em julho, no mês anterior eram 96. Os índices abaixo de 100 pontos representam um quadro negativo. Entre os fatores que levam a essa insatisfação está a dificuldade no pagamento de impostos, onde 79% dos dirigentes da categoria indicaram alto grau de dificuldade para quitar seus tributos, ante 72% em junho, além da inadimplência, aumento nos custos, dificuldade de acesso a crédito, situação ruim da economia, entre outros.
O índice de demissões dobrou em julho, em comparação ao mês anterior, cresceu para 28%, ante 14% em junho, ou seja, houve corte em três de cada dez empresas, aproximadamente, alcançando o pior índice da série histórica.

Comércio teve o pior Dia dos Pais desde 2005

A crise econômica afetou negativamente o desempenho do varejo neste Dia dos Pais.

Na semana do Dia dos Pais (3 a 9 de agosto), as vendas tiveram queda de 5,1% em todo o país sobre a semana de 4 a 10 de agosto de 2014, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio – Dia dos Pais 2014. Esta é a primeira queda que ocorre nesta data comemorativa desde o surgimento deste indicador, em 2005.
No final de semana da data – de 7 a 9 de agosto –, houve queda de 1,4% na comparação com o final de semana equivalente do ano anterior (08 a 10 de agosto). Na cidade de São Paulo, as vendas realizadas na semana do Dia dos Pais tiveram queda de 4,7% ante a mesma semana do ano passado. No final de semana da data, as vendas tiveram queda de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para os economistas da Serasa Experian, a crise econômica pela qual atravessa o país, marcada pela alta da inflação, dos juros no crediário, pelo aumento do desemprego e pela queda da confiança dos consumidores, afetaram negativamente o desempenho do varejo neste Dia dos Pais.

 

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