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Campanha visa incentivar consumo de produtos de pequenos negócios

O pequeno empresário precisa estar capacitado para receber bem o consumidor que vai aderir à campanha.

 O Sebrae lançou uma campanha para estimular o consumo de produtos e serviços de empreendimentos de pequeno porte

O Movimento Compre do Pequeno Negócio será composto de uma série de ações de divulgação e uma grande mobilização no dia 5 de outubro. Segundo o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, a campanha pretende mostrar a importância das pequenas empresas para economia e geração de empregos no país, de modo a sensibilizar os consumidores.
“O foco é fazer com que essas 10 milhões de micro e pequenas empresas possam criar em relação aos consumidores um movimento que permita agregar atributos”. Representando cerca de 95% das empresas brasileiras, os micro e pequenos negócios respondem por 27% do PIB e por 52% dos empregos com carteira assinada (17 milhões de pessoas). Estão programadas atividades em todo o país, entre elas um festival gastronômico no Rio Grande do Norte. No Rio de Janeiro, os vendedores de suco na praia usarão fantasias que remetem à ideia.
Para São Paulo estão previstos cursos e oficinas de capacitação, voltados especialmente para microempreendedores individuais (MEIs). “Esse pequeno empresário paulista precisa estar capacitado para receber bem o consumidor que vai aderir à campanha”, explicou o superintendente do Sebrae no estado, Bruno Caetano. a ideia é capacitar mais de 40 mil MEIs. Além disso, serão ministrados cursos pela internet, como forma de atingir o maior público possível (ABr).

Requerimento de recuperação judicial bate novo recorde

O quadro recessivo dificulta a geração de caixa das empresas, agravando sua situação financeira.

De acordo com Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, nos sete primeiros meses de 2015, as recuperações judiciais requeridas totalizaram 627 ocorrências. Este patamar é recorde para o acumulado dos sete primeiros meses do ano desde 2006. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de janeiro a julho, com 323 pedidos, seguidos pelas médias (174), e pelas grandes empresas (130).
Julho também registrou um número recorde de requerimentos de recuperação judicial em relação a todos os meses de julho desde o início da série histórica do indicador: 135, um aumento de 28,6% em relação ao mês anterior, quando foram requeridas 105 recuperações.
Novamente as micro e pequenas empresas ficaram em primeiro lugar no número de requerimentos em julho, com 68. Em seguida, as grandes empresas, com 40, e as médias empresas, com 27.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a solvência das organizações tem sido impactada negativamente com os aumentos nas despesas financeiras das organizações, geradas, principalmente, pelas elevações das taxas de juros e, no aumento do endividamento em moeda estrangeira das empresas que têm contratos indexados ao dólar, derivado da elevação da taxa de câmbio. Além disso, o atual quadro recessivo da atividade econômica dificulta também a geração de caixa das empresas, agravando sua situação financeira.

País registra mais saídas que entradas de dólares

As saídas de dólares do país superaram as entradas, em julho, pelo terceiro mês seguido. No mês passado, o saldo negativo ficou em US$ 3,935 bilhões. No mesmo mês de 2014, também foi registrado saldo negativo, de US$ 1,791 bilhão. De janeiro a julho, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 7,165 bilhões, contra US$ 2,355 bilhões de igual período de 2014.
No mês passado, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimento direto no país, entre outras operações) levou ao saldo negativo do fluxo cambial, com déficit de US$ 8,376 bilhões. Já o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) registrou saldo positivo de US$ 4,441 bilhões. Nos sete meses do ano, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 7,088 bilhões e o comercial, positivo em US$ 14,252 bilhões (ABr).

Queda no salário de admissão se intensificou em junho

A Catho e a Fipe divulgaram indicadores que mostram um diagnóstico negativo do mercado de trabalho no Brasil. O salário médio de admissão registrou queda de 2,0% entre junho de 2015 e o mesmo mês do ano anterior. Trata-se do segundo pior resultado nessa base de comparação nos últimos 11 anos; só o resultado de fevereiro de 2015 foi pior (queda de 2,1%).
Nesse cenário, segundo a projeção Catho-Fipe, a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas acompanhadas pela PME/IBGE deve ficar em 7,0% em julho. Esse valor pode representar a maior taxa de desemprego registrada no Brasil desde junho de 2010, além de ser 2,1 pontos percentuais maior do que o índice registrado em julho de 2014.
O dado mostra que a queda de salários dos últimos meses também está presente no salário de desligamento e não só no momento da contratação. Apesar da ligeira melhora em junho, a pressão salarial mostrou queda de 0,81% ao longo do primeiro semestre do ano. Na média dos últimos meses, o salário dos admitidos caiu mais do que o dos desligados.

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