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Cardozo rebate críticas e diz que não pode interferir no trabalho da PF

Ouvido na condição de testemunha, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, começou seu depoimento à CPI da Petrobras ontem (15),  negando estar constrangido pela convocação.

“É dever de ministro de Estado prestar informações ao Parlamento”, afirmou. Em sessão cheia e no maior plenário da Casa, Cardozo rechaçou as críticas que tem recebido. Ele negou que o ministério use a Polícia Federal para atacar adversários e rebateu as críticas de que não consegue controlar as ações policiais.
Na sua avaliação, as críticas são infundadas. “Ouço que o ministro não controla a PF, que é fraco, tíbio, que não se impõe controlando as atividades de investigação. A meu ver, as críticas dirigidas a mim ou aos meus antecessores são rigorosamente infundadas”, completou.
Cardozo fez, então, uma longa explanação sobre os deveres do seu ministério e sua relação com a PF. Disse aos deputados que, embora um ministro possa determinar a abertura de inquéritos, não pode interferir nas investigações. “Ministro jamais pode dizer a quem investigar, ministro não pode controlar ou induzir investigações”, ressaltou. “Ministro não pode instrumentalizar”.
Cardozo enfatizou que, sempre que houver abusos ou ilegalidades, seu dever é apurar, caso contrário corre o risco de prevaricar. Segundo ele, ministro da Justiça é um “fiscal do abuso de poder”.
Cardozo repetiu várias vezes que seu papel não é “controlar” a PF. “Enquanto estive e estiver no Ministério da Justiça, jamais o ministro de Estado da Justiça atuará na perspectiva de controlar e direcionar investigações” (AE).

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