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Justiça bloqueia bens de donos da Boi Gordo

A Justiça de São Paulo determinou que 10 empresas e 7 pessoas ligadas ao grupo Golin sejam responsabilizadas pelos danos causados a 32 mil investidores das Fazendas Reunidas Boi Gordo.

Com isso, a sentença confirmou uma liminar que no ano passado bloqueou cerca de R$ 3 bilhões de bens, que deverão ser usados para pagar os credores da Boi Gordo.
O périplo na Justiça paulista já dura mais de dez anos e mesmo com a decisão os credores ainda terão de aguardar para que possam recuperar parte do que perderam. Isso porque o grupo que foi responsabilizado ainda pode recorrer da decisão. De qualquer forma, o presidente da Associação dos Credores Boi Gordo, Rodrigo Garcia, diz ter sido uma vitória importante para que sejam pagos os mais de R$ 4 bilhões que são devidos aos credores.
A empresa pediu concordata em 2001, em meio a acusações de que havia um esquema de pirâmide. O criador da empresa foi Paulo Roberto Andrade, que em 2003 vendeu o controle para o grupo Golin, que está sendo agora responsabilizado pelos prejuízos aos credores (AE).

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