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Gilmar: MPF deve calçar “sandálias da humildade”

O ministro do STF, Gilmar Mendes, criticou o vazamento de informações do Ministério Público Federal (MPF) sobre investigações ligadas à Operação Lava Jato e disse que os procuradores não podem se achar o “ó do borogodó” porque têm a atenção da imprensa e que precisam calçar ‘as sandálias da humildade’.

“O país é muito maior do que essas figuras eventuais e cada qual assume sua responsabilidade”, disse Mendes ao comentar o vazamento de informações sobre um pedido de prisão preventiva de autoridades feito pelo MPF, entre elas o ex-presidente José Sarney, que nunca se concretizou­.
O ministro também criticou o vazamento recente de informações sobre uma suposta citação ao ministro do STF Dias Toffoli pelo presidente da OAS, Léo Pinheiro, durante negociação com o MPF para delação premiada, revelada em reportagem da revista Veja no último fim de semana. Segundo Mendes, “tudo indica” que as informações não foram vazadas pela defesa do empresário e que é preciso esclarecer a atuação dos integrantes do MPF no caso. O vazamento das informações à revista teria levado ao cancelamento da negociação para delação premiada de Pinheiro, confirmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo Gilmar, apesar do vazamento, a delação não deveria ter sido suspensa. “A citação não revela nenhum ato ilícito de Toffoli. Eu vi, li a matéria e parece bastante desfocada da própria realidade. Eles mesmo dizem que ele teria sido informado, ou teria recebido ajuda do empreiteiro, agora delator, numa indicação qualquer, e que teria pago pelo trabalho que foi realizado. Portanto, nenhum fato ilícito é imputado”, criticou (ABr).

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