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Líder diz que maioridade não pode ser votada à queima-roupa

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu que a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, por se tratar de um assunto polêmico, seja discutida com cautela no Parlamento.

Brasília - O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu que a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, por se tratar de um assunto polêmico, seja discutida com cautela no Parlamento. O presidente da Casa, Eduardo Cunha, anunciou que pretende levar o tema para votação em plenário até o final do mês. “Não dá para votar assim à queima-roupa. Vamos com calma. Não adianta ir para o clamor. Violência não se resolve com pressa, temos de ter cuidado ao votar essa matéria”, disse o petista. Guimarães defendeu que é preciso ouvir a sociedade e especialistas sobre o assunto. “Vamos discutir com muita cautela”, afirmou.
O líder acredita que ainda não há ambiente político construído para votar a proposta e, desta forma, não haveria acordo para apreciar o assunto. “É uma matéria que não dá para ir a voto a limpo e a seco. Tem de ter acordo (entre os partidos para votar). Não precisa tanta pressa para votar a matéria”, concluiu. Sobre a realização de um referendo, encampado por Cunha, Guimarães disse que prefere promover o debate amplo - envolvendo a juventude - antes de colocar a matéria para a consulta popular. Ele não descartou a possibilidade de referendo (AE).

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