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Tombini reforça objetivo de levar inflação para o centro da meta

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a economia brasileira passa por ajuste necessário e que 2015 é um ano de transição com a construção de bases sólidas para a retomada do crescimento econômico sustentável. E que política monetária continuará vigilante para garantir que os efeitos dos ajustes de preços sobre a inflação ocorram no curto prazo e para que a inflação medida pelo IPCA convirja para o centro da meta de 4,5% no final de 2016.

“A expectativa para 2015 é que haja expansão do setor agropecuário, registrando mais um recorde anual para a safra de grãos. Esperamos crescimento modesto do setor de serviços, mas retração do setor industrial, cujo desempenho não é homogêneo. O segmento extrativo deve registrar expansão, com aumento da produção de minério de ferro e de petróleo, porém, espera-se retração no segmento de transformação", estimou no encerramento do Seminário Anual de Metas da Inflação, organizado pelo Banco Central, no Rio.

Pelo lado da demanda, ele espera que o consumo das famílias cresça de forma moderada, conforme a distensão do mercado de trabalho e com a menor expansão dos rendimentos e do crédito. Acrescentou que as medidas de ajuste na economia, embora contracionistas no curto prazo, quando começarem a produzir os efeitos esperados vão recuperar a confiança de consumidores e empresários.

Ele apontou a direção do Brasil para enfrentar a elevação dos juros americanos, quando ela ocorrer. "Temos que estar com a nossa economia em ordem e estabilizada para esse momento, usando a receita padrão: reforçar o arcabouço de política econômica e manter fundamentos macroeconômicos sólidos. Essa é a lição que aprendemos para evitar que o risco de uma reprecificação abrupta de nossos ativos traga consequências negativas e duradouras para o futuro crescimento do nosso país”, avaliou.

Agência Brasil

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